" Segundo o que tudo me dizia, era como o passado prescreveu, um momento triste, um momento sozinha, longe de tudo e de todos, era exatamente o que eu procurava, mas não poderia abandonar eles, eles precisam de mim, eles realmente precisam de mim" era o que eu pensei logo após de tomar café da manhã, e ir me deitar de novo, me sentia cansada psicologicamente e fisicamente, como se eu estivesse submetida a uma pressão extrema e logo depois corrido uma maratona de 5 kilómetros, eu estava cansada de tudo e de todos, como se eles estivessem lá para sugar minhas energias, e eu não teria daonde renovar elas, eu estava a beira de um penhasco, sentia o vento gélido cortar minha pele fina, pela primeira vez em algum tempo, havia me teletransportado, sem querer ou pensar no lugar, eu só me sentia assim, a beira de um penhasco, sentindo que iria cair a qualquer momento, bastou alguns milisegundos antes disso, antes de eu cair na beira do precipício, o precipício físico, pois o psicológico eu já tinha caído, eu estava morta, Splendorman apareceu e me pegou no ar, a gente continuou caindo, o vento me fazia arrepiar, porém me fazia de certa forma bem, faltava alguns poucos metros antes de cair no chão, Splendorman usou seus tentáculos, havia um mar ou alguma coisa parecida com isso então ele precisou usar eles rápido, quando caímos, foi uma queda lenta, assim que tocamos a única pedra em alguns metros, as ondas subiram de forma brusca, se quebrando diante a pedra dura,ele subiu lentamente, me abraçando naquele meio tempo, me segurando de forma que eu não caísse e que me sentisse segura, quando chegamos lá no topo, subimos encima da minha cama, na qual eu havia teletransportado também, ele continuou me abraçando, logo começou a cantarolar uma música que eu lembrava, mas nunca entendia da onde vinha
"Please, Darling don't make me sad, please make me laugh and smile, don't make me cry about us Darling, please don't make me cry, I think and think and more I think this make me sad, please Darling, I don't know why you doing to me, but I know cuz i don't need to cry, but you make me so sad, Darling don't make me cry again, I do anything for you, and you don't pay me, you don't return that I do for you"
Após um longo tempo, ele para de cantar, e continua apenas a me abraçar e fazer carinho em mim
- Essa era a música favorita da sua mãe, me lembro dela tocando isso repetidas vezes em uma vitrola velha que eu tinha dado a ela, era inicialmente preta, mas ela passava o tempo pintando aquela vitrola, no final, ela fazia várias flores, era a única coisa que sabia pintar perfeitamente, de preto, aquela vitrola antiga e triste, foi se tornando colorida e de certa forma angustiante para mim, as bolinhas coloridas dos meus ternos, ela que costurava, ela cortava as bolinhas de roupas suas, e costurava em meus ternos " Você precisa de mais um pouco de cor em sua vida sunflower, Você precisa mais de mim" era o que ela dizia toda vez que eu reclamava das bolinhas coloridas, acabei me acostumando com isso, eu me acabei acostumando com ela, eu não deveria ter feito isso, não deveria
Disse ele chorando ao final de sua verdade, ele não era feliz antes dela, era como se fosse um terno sem graça, ao final de tudo, ele estava feliz, mas sério, ele sabia se portar como um exímio calculista mas ele também sabia fazer suas palhaçadas, ele no final nunca havia superado a morte dela
-Você em todos os aspectos me lembra ela, o sorriso de "tudo vai ficar bem" em momentos de tensão, ela sabia sair de qualquer situação,mas não soube sair dessa, ela vivia pensando demais, isso matava ela por dentro, e ela acabou se rendendo para os sentimentos e se matou, pedindo desculpas, colocando aquela mesma música pela 7° vez na mesma noite após o seu nascimento, me lembro muito bem de como ela estava, em uma quarta de novembro, dois dias depois de ter saído do hospital, você estava tão linda, estava começando a ficar quente, então ela estava com um short de moletom, um sutiã de academia azul marinho e o cabelo bagunçado em um coque alto, ao final de sua música favorita, ela continuou dançando junto comigo, ela repentinamente parou, pegou um canivete que eu iria dar pra ela de presente aquela noite, abriu e se matou na minha frente, sempre fui rápido, mas diante daquela cena eu fiquei fraco, devagar e idiota, se eu tivesse impedido ela, talvez tudo seria diferente
Disse ele, chorando, aos prantos, ele não queria que eu levasse a mesma maneira que ela, splendorman não queria que eu fosse ao suicídio, ele estava tão abalado ainda, mesmo tendo se passado 19 anos que isso aconteceu, sempre percebi que dois dias depois que eu fazia aniversário, ele ficava angustiado e triste, chegava a se isolar as vezes, nunca fui atrás dele procurar, pois sempre entendia que ele precisava de espaço, mas a razão só me foi posta as mesas agora, eu estava abalada, mas nem tanto, foi apenas um término, oque posso fazer? Relacionamentos acabam, e nem sempre o "nem que a morte os separe" funciona, essa é a triste realidade, eu deveria passar por cima e continuar minha vida, a gente virou conhecido de novo, não precisamos de preocupar sobre, se a gente se amar mesmo, a gente volta,é assim que funciona.
- Vamos voltar, eles devem estar procurando a gente
Disse quebrando o silêncio que durou 1 hora, foram uma hora pensando sobre, uma hora ficando nesse abraço e recebendo carinhos até que ele pare de chorar e se acalme, já não estava soluçando mais, o rosto já havia desinchado um pouco, mais ainda havia marcas de choro, ele assentiu, foi quando nos teletransportamos, trazemos a cama junto, foi até engraçado quando caímos encima dela, a gente então se animou e começou a pular encima da cama e teve uma pequena guerra de travesseiros, até que uma hora alguém abriu a porta correndo e me abraçou, Angel, ele parecia estar um pouco desesperado e com medo
- Oque aconteceu? Oque foi Angel?
- Ele estava aqui de novo, ele veio aqui
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filha do splendorman
Fantasyeu era uma garotinha meio paranormal ate descobrir um mundo em que eu me encaixo : o mundo onde eu posso matar e que meus seres favoritos existem e vou te contar um segredinho : esse mundo não é imaginário e sim o mundo que você esta vivendo *bem...
