Duas horas depois de Louis dormir, Harry ficou sentado no sofá da sala, encarando a parede branca e descascada, sem conseguir pensar direito. Sua arma estava na mesinha ao lado, ele poderia simplesmente ir até o quarto e dar um tiro na cabeça do moleque e tudo estaria resolvido. Harry iria então continuar vivendo normalmente, como sempre foi, sem nada para atrapalhar.
Ele pegou a arma em sua mão, dando passos confiantes até o quarto, e enfim apontando o objeto para os cabelos do outro, que dormia pacificamente. Mas é claro que não conseguiu. O que o fez bufar e voltar até a mesma poltrona onde estava antes.
"O que eu faço, Zoey?" perguntou num sussurro para o animalzinho na gaiola, que mais uma vez, não o respondeu.
Pela manhã ele estava sentado á mesa da cozinha tomando um copo de leite, - ele pelo menos aproveitaria o leite que Louis havia deixado ali - quando o de olhos azuis adentrou no recinto. Com os cabelos bagunçados e as roupas amassadas, ele parecia ainda mais adorável.
"Bom dia."
"Bom dia, Harry." respondeu sonolento e se jogou em uma das cadeiras, puxando um copo e a caixa de leite para si, desviando os olhos para a gaiola de Zoey. "Aquilo é uma chinchila?"
"Sim, é a minha Zoey." assentiu e voltou os olhos para o menor, que ainda encarava o animal com uma careta fofa.
"Quem diria." murmurou e voltou a beber do copo de leite.
"Dormiu bem?" pergunou e o outro assentiu. "Bom. Tome café e então terá que ir embora."
"O que?" Louis arregalou os olhos, sem saber como fazer o homem mudar de ideia. "Para onde?"
"Isso não é problema meu." Harry deu de ombros, tentando ignorar os olhos pidões de Louis.
E, levantando-se da mesa, foi até a sala e pôes-se a limpar suas armas para tentar se ocupar e parar de pensar no outro.
Ao acabar com a primeira, Louis já estava de pé, parado na sua frente, erquendo um papel para ele com sua pequena mão. Harry o olhou confuso, esperando uma responta, mas Louis apenas balançou o papel.
"Leia."
Harry, o olhando ainda mais confuso, pegou o papel e tentou ver o que estava escrito, mas acabou apenas mordendo os lábios com uma careta envergonhada no rosto.
"Não sabe ler?"
"Eu estou aprendendo." respondeu constrangido. "Não tive muito tempo quando era menor. O que está escrito?"
"Está escrito: "Decidi que quero ser um assassino profissional."
Harry arqueou as sobrancelhas.
"Você quer ser um assassino profissional? Ótimo, aqui, tome, fique com isso." lhe entregou uma de suas armas. "Mas faça isso longe de mim. Eu trabalho sozinho."
"Isso não é justo! Veja, Bonnie e Clyde trabalhavam juntos, não?, e eles eram ótimos!"
"Bonnie e Clyde eram amantes, trabalhariam juntos de qualquer jeito."
"Bem, se quiser podemos ser amantes." Louis disse suavemente e Harry se engasgou com sua própria saliva.
Como o menino podia simplesmente dizer uma coisa dessas e não esperar que o outro tivesse um ataque?
"Louis... Por que está fazendo isso comigo? Eu salvei a porra da sua vida."
"Sim. E agora você é responsável por ela." respondeu e inclinou seu rosto para mais perto do de Harry. "Se salvou é porquê tinha um motivo. Se você não me deixar ficar então é como se você não tivesse nem sequer aberto aquela porta."
"Louis, você é só um garoto, me desculpe mas não acho que você conseguiria."
Louis, que até agora mantinha a expressão séria, fez uma cara indignada.
"Para sua informassão eu tenho quinze anos e dois meses. Além disso..." deixou as palavras no ar e olhou para a arma na mesinha.
Querendo provar para Harry que ele estava errado, pegou a arma e foi até a janela, mirando em alguns postes e atirando. Harry contou cinco tiros, e Louis conseguiu deixar o braço firme em todas as vezes. Quando terminou, voltou até onde estava e voltou a encarar o mais velho.
"Como fui?"
Harry, que estava de boca aberta, piscou uma vez. Ele estava ferrado. A essa altura alguém na rua já viria correndo até o prédio prestar alguma queixa.
"Pegue suas coisas e a gaiola de Zoey, vamos ficar em algum motel." disse e saiu suspirando para o quarto para embalar suas coisas, sem ouvir o que Louis dizia.
Harry podia ter imaginado muitas coisas estranhas que poderiam acontcer na sua vida, mas jamais se imaginou andando pelas ruas, com malas nas mãos, e um garoto de quinze anos e meio ao seu lado, este com uma mala menor e uma gaiola de chinchila nos braços.
Olhando para o menor com uma carranca, Harry parou, vendo o outro fazer o mesmo.
"Louis?"
"Sim?"
"Nunca mais faça aquilo de novo, está me ouvindo? Se não lhe dou uma surra. Alguém provavelmente já deve ter ido prestar alguma queixa." disse e o menino abriu os lábios, assentindo rapidamente com a cabeça.
"Okay."
"Um assassino profissional nunca faria isso. Existem regras, você não pode simplesmente sair atirando pela janela."
"Okay." assentiu novamente, o que irritou Harry.
"E pare de ficar falando "okay"!"
E, pela última vez, Louis não pode deixar de assentir novamente. "Okay."
Harry suspirou cansado. "Ótimo."
Só postei hj por causa do pedido da sofiacheeks :)
Ta curto mais foi o que deu. Vou tentar escrever o próximo na quinta viu? E, novamente, só deem uma olhadinha na fic nova gente, sério, deu trabalho aquele capítulo.
bjs
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The Professional {l.s}
Fanfic"Is life always this hard, or is it just when you're a kid?" Harry é um matador de aluguel e Louis é uma criança problemática.
