Capítulo 11.

4 0 0
                                        

. Neji POV .

Enquanto ela perguntava o que havia acontecido comigo na noite anterior, eu enxugava as mãos no guardanapo, envergonhado. Afinal, eu estava prestes a dizer a verdade. A confessei que estava com ciúmes. Por mais que fosse dolorido pensar que isso poderia a afastar de mim, eu não conseguia mais fugir, precisava ser sincero.

E então eu temi que o pior acontecesse quando ela disse "eu sempre achei que fossemos só amigos", supliquei a ela para que não deixasse isso nos afastar, eu não suportaria. Até ela chamar a minha atenção e começar a confessar os sentimentos dela. Em algum lugar no meu íntimo, senti algo balançar. Fazia tempos que eu não me sentia assim e estava me esforçando a acreditar no que acabara de ouvir.

Ela não conseguia parar de se explicar, e eu gostava de como aquilo soava. O que eu sentia era recíproco.

Eu já havia me aproximado dela e a interrompi mais uma vez, tocando seus lábios com os meus dedos. Ela tentou falar mais alguma coisa, mas eu não queria mais adiar o beijo que eu estava prestes a dar, a vontade que eu tinha de provar seus lábios era enorme. A disse o quanto a achava linda e que não conseguia tirar ela da minha cabeça. Nunca consegui.

Eu não conseguia mais me conter, então a beijei. Eu estava louco para tê-la e ela também parecia querer mais. Esperei o primeiro sinal, e ela deu. Entrelaçou suas pernas em volta do meu corpo. Sem lentidão alguma a levei até meu quarto e a amei, como eu já havia feito milhares de vezes na imaginação.

A assisti adormecer nos meus braços.

. Kamiko POV .

Despertei ao sentir alguém acariciando meu rosto, me recusei a abrir os olhos, permiti que aquela sensação de calmaria me invadisse.

— Hum... Está tão bom, não para.

— Não está com fome? São duas da manhã.

— Duas? Caramba, dormimos muito — Ergui a cabeça e o olhei. — Preciso ir embora, meu carro está na frente da sua casa, sua família vai perceber que estou aqui.

— Eu não me preocuparia com isso, eles te adoram. — Ele levantou-se, pegou um short no guarda-roupa, voltou e perguntou: — Você quer mesmo ir?

— Não queria, mas preciso ir trabalhar. — Eu disse melosa.

— Vou preparar algo antes de você ir. — Assim que eu terminei de me vestir, ele me deu um beijo generoso, segurou minha mão e fomos para a cozinha.

— Sanduíches? — Inquiriu com um pacote de pão nas mãos.

— Por favor, alguém abriu o meu apetite. — O respondi sorrindo.

Ele preparou sanduíches de peito de peru com cenoura ralada e um suco. Sentamos no sofá da sala, e começamos a devorar os lanches.

— Vamos poder repetir o que fizemos? — Perguntou ele arqueando a sobrancelha, mordendo uma fatia do seu pão.

— É claro que vamos. — Ele colocou o prato sobre a mesa de centro e segurou o meu queixo.

— A Hinata me fez prometer a ela que eu não faria nada que fizesse você se afastar de nós, você não vai fazer isso, não é?

— Eu não seria capaz.

— Ufa! — Invadiu a minha boca com a sua língua, qual eu já estava ficando viciada. Pegou-me no colo e voltamos para o quarto.

Always been with me.Histórias para pegar e não largar. Descubra agora