Estava sentada em um tronco no chão observando todas as pessoas se divertirem, olhei para o meu copo vermelho de plástico, encarei a bebida que já estava esquentando quando um garoto sem camisa sentou ao meu lado, o seu hálito de álcool dava ânsia – E aí gata, quer dar um mergulho?
- Não obrigada – mas o garoto estupidamente bêbado começou a chegar mais e mais perto, então saí dali. Era uma festa da minha faculdade – Sant’Mary. Estávamos na orla de uma floresta, havia um rio ali e todos estavam pulando, dançando, bebendo, se pegando – típico de universidades. Mas aquilo para mim não era diversão, vim apenas pela absurda insistência de Cher, minha melhor amiga que por acaso estava se agarrando com um musculoso em alguma dessas árvores. Caminhava fitando o chão – afinal era noite e para eu cair era muito fácil. Mas de repente, houve um grito feminino apavorante, todos pararam, então eu pude ver um garoto surgindo das árvores cambaleando e havia muito sangue, ele caiu e ouvi mais gritos, no mesmo segundo todas as pessoas começaram a correr e gritar ao mesmo tempo, eu estava assustada e minha reação foi correr também. Muita gente gritava “socorro”, eu não fazia ideia do que estava acontecendo mas sabia que não era algo bom, a imagem do garoto ensanguentado veio à minha mente e corri mais depressa, eu já estava dentro da floresta e olhei para trás tentando ver se alguém estava ali também – péssima ideia. Tropecei em uma enorme raiz de árvore fincada ali e antes que pudesse fazer alguma coisa fui tomada por uma dor terrível, ao cair, bati a cabeça em uma pedra, uma enorme tontura se apossou de mim, meus olhos estavam fechados mas tudo girava, eu já não sabia se estava consciente ou não. Era como se eu estivesse caindo em um buraco negro e cada vez ia mais fundo, até que algo aconteceu. Eu senti que estava saindo do lugar – fisicamente. Era como se eu estivesse enrolada em um cobertor, por um momento consegui sair do buraco negro e abrir os olhos, tudo girava mas ainda assim eu avistei uma das imagens mais lindas que já vi, era um par de olhos, mas eles eram incríveis, eram verdes e muito brilhantes como se todas as estrelas decidiram morar ali, eu sabia que estava sendo carregada e me sentia incrivelmente protegida mas não consegui ver quem era, no entanto, por um rápido vislumbre, tive a sensação que não era quemestava me carregando, era como um ... animal.
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Green Eyes
FantasyO mistério é intrigante e a paixão é arrebatadora. Kristel Lavinne que sente atração por investigações mergulha no universo sombrio de Nolan Orsen. A pergunta que fica é se Kristel será capaz de explorar o enorme universo daqueles olhos verdes.