Já faziam dias que Harry estava tendo aulas de Oclumência com Snape, e agora que estavam se dando bem, o mais velho foi bem paciente.
Ainda assim, nesse dia específico, Harry não estava conseguindo fazer nada.
Desde que descobriu que seus pais foram mortos no Halloween, Potter se sentia desanimado, ainda mais quando todo ano acontecia alguma coisa nesse dia.
No primeiro ano, um troll nas masmorras.
No segundo, todos acharam que Harry havia matado a Madame Nor-r-ra, e que ele era o Herdeiro de Salazar Sonserina.
Já no terceiro, houve o ataque à Mulher Gorda. Tudo bem que Sirius não era o assassino que queria matá-lo, como todos pensavam, mas ainda assim...
E por último, mas não menos importante, o quarto ano, onde seu nome foi sorteado daquele cálice sangrento.
Para Harry Potter, o Halloween era amaldiçoado.
E cá estava ele, receoso de que algo acontecesse esse ano também, e um pouco triste por ser o aniversário de morte de seus pais.
Então quando Snape invadiu sua mente, ele não conseguiu impedir, dando-lhe acesso gratuito à suas memórias mais bem guardadas.
~*~*~*~
Assim que "caiu" dentro das memórias, Snape se sentiu sufocado. Onde ele estava?
Foi então que ele percebeu um choro, acompanhado da pequena figura de um garotinho de uns quatro anos.
Eles estavam numa espécie de quarto, com o garotinho encolhido na pequena cama, chorando. Snape tentou abrir a porta do local, apenas para achá-la trancada.
Depois do que se pareceram horas, pôde-se ouvi o barulho das trancas, e a claridade invadiu o pequeno cômodo.
- Levanta, garoto. Vai fazer o café da manhã. E é melhor você não deixar o bacon queimar de novo, senão já sabe o que vai acontecer, não é?
Severus percebeu que o menino abraçou a mão, e foi então que viu a marca de queimadura na mesma.
Ele conhecia aquela mulher.
Petúnia.
A irmã de Lily.
Então Harry vivia com ela? Com essa mulher, que um dia foi uma criança invejosa e mimada, que odiava magia?
De quem foi essa genial ideia de deixar uma criança mágica com trouxas que odeiam magia?
A memória mudou, e o garoto estava um pouco maior, seu cabelo bagunçado apontando para todos os lados. E era isso que incomodava sua tia.
Ela pegou o menino de um jeito bruto, e cortou todo seu cabelo, até que ficasse praticamente careca.
Mas o menino não queria deixar o cabelo assim. Gostava de como ele era, bagunçado. Mas gostava principalmente de como isso irritava sua tia. Era como um pequeno ato de rebeldia.
E assim, uma das poucas vezes que deixou sua magia fluir livremente, o garoto fez seu cabelo crescer novamente, ficando ainda mais bagunçado que antes.
Valeu a pena ver a cara assustada de sua tia, mesmo que ele tenha ficado de castigo por isso.
Muitas outras memórias como essa passaram diante de Severus; Harry apanhando do tio, depois de ter tirado uma nota maior que a do primo; sendo perseguido por Duda e sua trupe; muitas outras lembranças de uma infância nada feliz.
Mas a que mais doeu em Snape, foi a de quando o garoto foi pra escola pela primeira vez, apenas porque os tios ficaram com medo de que denunciassem eles, e descobriu que seu nome não era "garoto" ou "aberração".
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O Plano Perfeito
FanfictionHarry foi obrigado a deixar Hogwarts no seu 5° ano, começando um treinamento particular com o intuito de derrotar Voldemort e, ao mesmo tempo, escondê-lo do bruxo das trevas. Mas o que ninguém sabe, é que Harry, na verdade, está escondido à vista de...
