Capítulo 2 - Que Comecem as Aulas

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Harry acordou com um pesadelo no meio da noite, tinha sonhado mais uma vez com o cemitério, e Cedrico morto ao seu lado, enquanto Rabicho trazia Voldemort de volta.

Olhou em volta, os outros ainda dormiam, ninguém reparou que Harry havia acordado. Como não ia conseguir dormir mais, Harry se levantou e sentou-se na janela do dormitório, observando as criaturas do lago. Era um ótimo lugar para pensar. Ficou ali até que todos acordarem, e foi se arrumar para ir tomar café.

~*~*~*~*~*~

A primeira aula deles era Poções, e eles faziam essa aula junto com a Grifinória. Harry andava ao lado de Draco, e atrás deles vinham os amigos do loiro.

Snape ainda não tinha chegado, então os alunos estavam no corredor, conversando.

Harry viu Rony e Hermione vindo em direção à sala e aproveitou a oportunidade para falar com seus amigos. Fingiu estar distraído, e quando Hermione passou ao seu lado, se virou com tudo, trombando com a menina.

- Oh - exclamou o menino quando sua amiga derrubou os livros que estava segurando. Ao fundo, ouviu risadas de seus colegas sonserinos, e lançou-lhes um olhar de reprovação, e esses logo se calaram, surpresos com a atitude do garoto- Sinto muito, deixe-me lhe ajudar.

Se abaixou com a garota para pegar os livros, e estendeu-lhe a mão assim que se levantaram.

- Sou Órion Black, é um prazer. Qual o seu nome?

- Hermione Granger. - disse a garota, apertando-lhe a mão, meio receosa.

Harry olhou para Rony, que estava ao lado da garota, com a testa meio franzida.

- E você? Qual seu nome?

- Ronald Weasley.

- É um prazer, Ronald. - Harry sorriu para seus amigos, que o encaravam, tentando descobrir se era alguma pegadinha do sonserino.

- Er, Black? - disse Nott, com uma cara estranha - Não sei se você sabe, mas eles são grifinórios.

- E...? - Harry lhe lançou sua melhor expressão de desentendimento.

- E, sonserinos e grifinórios não de misturam.

- Por que?

- Ora, porque sim. Somos casas rivais, e não confraternizamos com o inimigo.

- Que pensamento mais antiquado. Não são todos alunos de Hogwarts? Só porque não estamos na mesma casa, eu não posso falar com eles? Que coisa mais sem sentido. Eu soube que meu pai era da Grifinória, quando estudava aqui. Você está dizendo, então, que se eu conhecesse meu pai, ele iria me menosprezar por eu ser da Sonserina?

- É claro que não, quem não teria orgulho de ter um filho na Sonserina? - disse Nott, estufando levemente o peito.

Harry o encarou por um momento e, com o canto do olho, percebeu que todos os alunos no corredor o encaravam. Esse é um ótimo momento para pôr o plano de unir as casas em prática, pensou o garoto.

- Vamos mudar as coisas então. Supondo que seus pais são sonserinos, eles te menosprezariam se você tivesse ido pra Grifinória no primeiro ano? - disse Harry, voltando-se para o garoto.

- É claro! Eu seria a vergonha da família, a ovelha negra! Eles provavelmente me deserdariam por trazer desonra para a família! - disse Nott, como se fosse óbvio.

- Que coisa mais ridícula. Eles são seus pais! Deveriam ficar orgulhosos pelo que você é, e não para qual casa foi. Qual a diferença entre Sonserina, Grifinória, Lufa-lufa e Corvinal? Qual o sentido de ser definido por uma casa? Dizem que os corvinos são os inteligentes, então, por essa lógica, você só pode ser inteligente se você for para a corvinal? Só pode ser corajoso se for pra Grifinória? Só pode ser gentil se for da Lufa-lufa? Que besteira. Você é o que você quer ser. Não importa a sua casa.

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