Harry saiu da lareira, tropeçando como sempre fazia. Viagens mágicas não eram pra ele. A única que ele se adaptou, e que amava por sinal, era voar.
Sírius os aguardava, com uma cara preocupada.
-O que houve? - perguntou, enquanto observava seu afilhado. - Dumbledore não explicou direito, só disse que vocês viriam pra cá e que era urgente. E algo sobre Arthur ser atacado.
- Eu tive um sonho. Fazia tempo que eu não tinha sonhos assim, por estar treinando oclumência, mas essa noite eu estava cansado, e esqueci de praticar antes de dormir. Foi como se eu fosse uma cobra, a cobra de Voldemort, e eu pude sentir tudo o que ela sentiu. Foi horrível, era como se eu tivesse pensando aquelas coisas. Algo sobre uma missão. E então o Sr. Weasley estava lá e eu, ou melhor, a cobra sentiu um estranho desejo de atacá-lo.
- Nós temos que ir até lá saber como ele está. - disse George, preocupado som o pai.
- E o como você vai explicar que ficou sabendo sobre isso? - questionou Snape. - Molly pode ir até lá, alegando que aquele relógio dela a alertou, mas e vocês? E mesmo que forem até lá, não há nada que possam fazer para ajudar. Nesse momento, seu pai deve estar em cirurgia, e vocês não vão poder ver ele por um tempo de qualquer jeito. Eu sei que estão preocupados, mas acho melhor que fiquem aqui até terem notícias de sua mãe.
- Venham, crianças, vou mostrar onde podem dormir. - disse Sírius, levando os Weasley escada acima.
- Você está bem, Harry? - questionou Draco, preocupado com o namorado.
- Vou ficar.
- Bem, rapazes, tenho que voltar para Hogwarts acalmar seus colegas de dormitório. Volto amanha, tudo bem?
- Tudo bem, Sev. - respondeu Harry. Depois que o homem se foi, ele se virou para se namorado. - Posso dormir com você?
- Se Sírius deixar, tudo bem.
- Se vocês prometerem não fazer nada, não vejo por que não. - disse Black, surpreendendo os garotos.
- Não vamos fazer nada além de dormir, Padfoot, eu prometo. Só não quero ficar sozinho.
Sírius olhou para o afilhado com carinho. O garoto já passou por tanta coisa em sua vida.
- Não se preocupe, filhote. Tudo vai ficar bem, você vai ver.
Harry sorriu levemente para o padrinho, antes de abraçar o homem.
- Vou tentar dormir um pouco então. Até amanhã. Vamos Dray.
~*~*~*~
- O que foi, Hazz? Sei que tem algo o preocupando. - disse Draco, depois que já tinham se ajeitado na cama para dormir.
- Eu... estou com medo. Eu vi como Rony me olhou quando contei sobre o sonho. E se... e se ele nunca mais quiser falar comigo?
- Então quem sai perdendo é ele. Você é um ótimo amigo, Harry, e a pessoa mais bondosa que eu já conheci. Você nunca seria capaz de atacar alguém de propósito, ainda mais alguém que se importa. Se ele não perceber isso, então ele não te conhece de verdade. Além do mais, se não fosse por você, o pai dele talvez não sobrevivesse.
Fazendo um leve cafuné para tentar relaxar o garoto, Draco se abaixou para beijar os cabelos bagunçados do garoto, que havia tirado o glamour, já que não estavam mais na escola. O loiro amava a aparência dele como Órion Black, mas nada se comparava à beleza de Harry Potter.
- Dê um tempo a ele, o pai dele quase morreu hoje. Tenho certeza que ele só está preocupado.
- Obrigado, Dray. Não sei o que eu faria sem você. Eu te amo.
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O Plano Perfeito
Fiksi PenggemarHarry foi obrigado a deixar Hogwarts no seu 5° ano, começando um treinamento particular com o intuito de derrotar Voldemort e, ao mesmo tempo, escondê-lo do bruxo das trevas. Mas o que ninguém sabe, é que Harry, na verdade, está escondido à vista de...
