Capítulo 7

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Servidos de mais uma atualização?

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Sarah sentia como se seu cérebro estivesse prestes a derreter. Durante a semana, ela esteve mais sobrecarregada de trabalho do que nunca, e daquela vez não foi algo que ela procurou. Depois de lidar com pilhas de conteúdos e clientes mal educados, a loira decidiu que sábado ela definitivamente precisava sair para se divertir. Mesmo que a celebridade Juliette Freire não desse o ar de sua graça, ela iria ao show da dupla sertaneja de Rodolffo.

Por falar em Juliette, essa agora era uma página virada na vida de Sarah, a loira estava determinada a deixar a morena de lado e nunca mais falar com ela. Nunca. E Sarah não perderia nada com aquilo, não gostaria de se associar com uma falsa, antipática e dissimulada como ela de qualquer forma.

Como podia ter sido tão trouxa em acreditar que elas voltariam a ter uma boa relação? Elas eram Sarah e Juliette, afinal. Estavam predestinadas a não se dar bem.

Depois de deixar São Paulo, Juliette seguiu sua vida tranquilamente, como se Sarah nunca tivesse sido parte dela. Não mandou um sinal de vida e ignorou as duas mensagens que a loira enviou perguntando se ela estava bem e a foto de Ralph comendo brócolis. Que tipo de monstro ignora uma foto de um cachorro comendo brócolis? O tipo Juliette Freire.

Mas Sarah não guardava ressentimentos, apenas mostraria que estava tão desinteressada quanto. Por isso, no sábado de manhã quando recebeu uma mensagem da paraibana avisando que ela também estaria no show, Sarah se limitou a responder "Ok." e esperou que a outra percebesse a sua frieza e se mancasse.

Sarah chegou no backstage do show com um vestido tão preto e tão brilhoso quanto o céu daquela noite, foi apresentada à equipe de palco dos meninos e aceitou todas as bebidas que lhe eram oferecidas.

O show já estava quase na metade e Juliette não havia aparecido. Bom. Sinal de que ela havia entendido seu recado e era exatamente isso que a loira queria.

— Acho que não é bem isso que você quer. – Sarah se assustou ao ouvir uma voz cruzar seus pensamentos. Um homem alto de roupa social e cabelo aparado nas laterais apontou sorrindo para o copo vazio ao lado da latinha de cerveja Brahma que estava sobre a mesa em frente a mulher. – A cerveja. Acho que não era isso que você gostaria de tomar, estou errado?

— Ah, eu acho que é só isso que eles servem por aqui. – Sarah olhou para o copo.

O homem sentou ao lado dela e puxou um cantil de dentro de seu terno e serviu o copo da mulher com um pouco de uma bebida que provavelmente era whisky.

— Vivo muito esse problema, então passei a trazer a minha solução. – Ele sorriu charmoso e bebericou seu próprio cantil. – Meu nome é Marco, sou da equipe de checagem de som. – Ele estendeu a mão para ela que apertou, notando o crachá em seu pescoço.

— Olá, Marco, eu sou Sarah. – Ela sorriu e deu um gole na bebida forte que ele lhe serviu. – Realmente, isso é melhor. Não que a cerveja fosse ruim.

— Não, longe de mim criticar criticar o patrocinador, mas depois do décimo show tocando as mesmas faixas isso se faz necessário. – O homem riu acompanhado de Sarah, os dois olharam para o palco pela pequena abertura que tinham e viram os cantores sertanejos pulando.

— Você veio pelo Rodolffo? – Ele perguntou com curiosidade.

— Sim, Ele me convidou.

— Claro. Estão juntos?

— Não! – Ela arregalou os olhos. – Ele me convidou como amigo.

— Entendi. Só amigos então? – Ele sorriu charmoso novamente.

Catarse - SarietteOnde histórias criam vida. Descubra agora