Part Five

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Part Five

Os homens da prefeitura estavam tentando fechar aquele bueiro de uma vez por todas, mas assim que fizeram, a tampa foi afastada por Nathaniel.

— Ah, não é possível! Mais um?! — reclamaram.

De uma maneira nada heróica, a primeira coisa a aparecer para fora do bueiro foi a bunda grande do beta, que estava tentando a todo custo sair dali, sem sucesso, apenas conseguindo colocar as pernas para fora também.

— Argh, vamos puxar ele. — o supervisor decidiu e os homens se juntaram para ajudá-lo a sair. Logo o mesmo consegui ficar de pé, olhando em volta totalmente confuso. — Deixa eu adivinhar... Você tá procurando alguém?

— Estou. — o baixinho disse com desdém. — Um príncipe!

Ah, há!

E todos ouviram uma risada valente, olhando para a direção e vendo o Príncipe Zacharias em pé em cima de um ônibus em movimento, puxando sua espada para fora de seu coldre.

— Encontrou um adversário à altura seu monstro de metal! — gritou, usando sua espada para perfurar o teto do ônibus — tendo sorte de que a única coisa atingida foi um saco de alpiste que uma senhora segurava lá dentro.

Irritada, a motorista parou o ônibus, pedindo calma para os passageiros e abrindo as portas do veículo.

— Harry?! — apenas a cabeça de Zacharias apareceu na porta, pendurado do teto e com seus cabelos levantados por estar de ponta cabeça. — Meu amado? Você está aí? — ao não receber resposta, rosnou. — Maldição! — suspirou, vendo todos os rostos assustados dentro do ônibus. — O monstro de aço já morreu, plebeus, eu libertei todos vocês! — e sorriu convencido.

Mais irritada ainda, a motorista desceu do ônibus e se virou, olhando para cima e apontando com raiva como o rosto do alfa. — Ficou doido? Ninguém esfaqueia meu ônibus, seu maluco! Olha que eu te arrebento! Ouviu?!

O Príncipe ficou confuso, franziu o cenho e apontando para o próprio peito. Achava que a moça não estava falando com ele, já que ele havia salvado todos.

— E desce daí agora!

— M-moça... — Nathaniel se aproximou, a cutucando. — Se me permite, eu-

— Nathaniel! — Zacharias cumprimentou feliz, guardando a espada de volta em seu coldre. — Meu velho amigo!

Clifford, que acompanhava o alfa, avistou o beta no chão, ao lado do ônibus, reconhecendo-o e se irritando demais.

— A-alteza! — sorriu envergonhado. — Posso sugerir que o senhor desça daí?

— Tu é amigo dele? — a motorista gritou, também se irritando com Nathaniel. — Oh, gente sem noção! — e sem a mesma perceber, Clifford pulou em sua cabeça, apenas para que pudesse ficar mais perto do beta para brigar com ele — mesmo que neste mundo os esquilos não fossem compreendidos. — 'Tão atrapalhando o meu serviço! Eu acabo com vocês dois! E não olha para mim assim, não!

Um pouco confuso, Nathaniel apontou para Clifford, fazendo com que a motorista olhasse para cima e percebesse a presença do animalzinho em sua cabeça.

— Ah, um rato! Um rato, rato! — a moça começou a gritar, andando depressa enquanto balançava seus cabelos para se livrar do roedor.

— Para a sua informação, ele é um esquilo! — Zacharias contou simpático, sorrindo largo e descendo do ônibus com naturalidade, enquanto a mulher estava em pânico total.

Enchanted | DrarryOnde histórias criam vida. Descubra agora