Sinopse:
O que você faria se fosse obrigado a se casar com uma completa desconhecida?
Thiago Borges levou um susto quando foi apenas avisado da data de seu noivado, não tendo a mínima chance de escolha. O filho do CEO da Naturalize sabia o que o des...
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Thiago
Toco o interfone da casa dos meus pais e estalo o pescoço, respirando fundo. Depois de desabafar ontem com meu melhor amigo e afundar a cara no trabalho ontem e hoje, decidi ter uma conversa séria com minha mãe. Ela precisa me escutar. Aproveitei o horário em que eu sei que meu pai está no clube fazendo aula de tênis para encontrá-la sozinha.
Minha entrada é liberada e eu passo pelo portão, andando com as mãos nos bolsos da jaqueta. Quando entro no casarão, sou recebido pela minha irmã caçula, de dez anos.
— Thiiii... — Seu sorriso é empolgado e eu me abaixo para abraçá-la e beijar o seu rosto. — Fiquei sabendo que você vai se casar!
Seu olhar brilha e eu sinto um bolo no estômago.
A inocência da minha irmã me quebra ao meio, pois ela vê isso como a coisa mais maravilhosa do mundo, e não é.
— Acho que sim, Clarinha... — resmungo e ela franze o cenho para mim.
— Não está feliz? Eu sonho em me casar um dia... Com um marido bem bonito, como você — sua declaração inocente mais uma vez parte o meu coração.
— Que nada... O seu marido vai ser bem mais bonito do que eu — brinco com ela, vendo que é a melhor escolha por agora.
Ela ainda é muito nova para entender como tudo funciona e é melhor que fique assim.
— Thiago? — ouço a voz da minha mãe atrás de nós e me viro para encontrá-la nos observando.
Dona Elizabeth é uma cinquentona linda. Os cabelos curtos e lisos, com algumas mechas loiras, destacam a pele clara de seu rosto. Olhar para a minha mãe me dá uma mísera esperança de que talvez o meu casamento possa não ser tão ruim quanto eu penso.
O casamento dos meus pais também foi escolhido pelo conselho da igreja, há mais de trinta anos. Assim como aconteceu com meus avós...
— Oi, mãe... — cumprimento-a com um abraço e toco seu rosto com carinho. — Podemos conversar um pouquinho? — peço e ela me analisa antes de assentir.
— Clarice, eu vou subir com seu irmão rapidinho, tá? — ela anuncia e minha irmã concorda, indo até a sala de TV.
Subimos até o andar de cima e nos acomodamos na sala, no espaçoso sofá.
— Está tudo bem, filho? — pergunta e eu solto um suspiro.
— Mãe... Eu sei que vocês me prepararam para isso a vida toda. Mas tem noção do que vai acontecer? Do quanto a minha vida vai mudar?
— Eu sei, filho... Mas vai mudar para melhor, você vai ver.
— Como você pode saber disso? — Encosto a cabeça no sofá e fito o teto por um momento. — Mãe, eu não sei nem quem ela é...