— Eu acabei de dizer que eu amo você e que nunca te esqueci. Eu vim aqui, além de pedir perdão, tentar recomeçar. Se você estiver disposta e disponível.
— A gente pode ir devagar..
— Depois de tanto tempo, eu espero o tempo que for necessário e dessa vez eu te levo no cartório, mesmo que você tenha aversão a ele.
— Acho que posso abrir uma exceção para você.
— Sempre esteve aberta — Sorriu convencida.
— Eu quero beijar você — Disse num rompante de coragem e ela sorriu surpresa.
— Tomando atitude para essas coisas, acho que vou precisar de mais tempo para poder te conhecer de novo — brinca rindo. E eu me perco por uns segundos no seu sorriso, como seus lábios se moviam e seus olhos praticamente fechavam.
Eu a beijo, como não fazia há anos.
Eu senti tanta falta e tê-la ali, inteira para mim, realmente era só o que eu queria. Por mais que meu corpo estivesse quente e eu quisesse levá-la pro meu quarto, eu também queria simplesmente abraçá-la e ficar assim por longos minutos. Analisando cada detalhe do seu rosto, como fazia quando éramos mais novas. Ela sentou no meu colo e aprofundou o beijo, colocou uma das mãos na minha nuca e outra no meu rosto. Minha mão passeava pelo seu quadril e cintura.
— Porra, como eu senti falta de você — Ela sussurra no meu ouvido ofegante. Mais um pouco daquilo e eu não aguentaria.
— Você é fraco, te falta ódio — Citei o meme do anime e ela riu. Deitei seu corpo no sofá e me coloquei por cima de seu corpo. Depositei selinhos por todo seu rosto e no fim nos seus lábios — De nada por te aceitar de volta, não acharia coisa melhor.
— Acha que estou aqui por quê?
— Pensei que me amava.. — Faço drama e tento sair do sofá mas ela me segura.
— É brincadeira, eu amo você — Ela me abraça e fala com a voz fina como se estivesse falando com um bebê — Obrigada por estar aqui e mesmo depois de tudo me perdoar e me querer de volta. Vou ser grata pelo resto das nossas vidas, eu não consigo imaginar qualquer momento que você não esteja mais comigo — Fala olhando nos meus olhos.
Parece bizarro pensar que passamos anos sem nem nos falar e agora, com ela olhando para mim, é como se nossa conexão nunca tivesse acabado, como se tivéssemos juntas desde sempre. Nunca vou esquecer da dor que senti, mas com as coisas esclarecidas e o pedido de perdão, não importava mais. O importante era que a gente estava recomeçando e por mais trouxa que eu esteja sendo, realmente era o que eu queria.
Ela me beija e eu me entrego nas suas carícias, sua mão estava fechada ao redor do meu pescoço pressionada na medida que eu gosto. Puta que pariu.
— Você quer continuar? Se não, a gente para aqui, ou não passa disso.
— Eu quero, por favor.
— Continua sem aguentar a mão no pescoço? — Ela sorri maliciosa.
Me levanto do sofá e vou em direção ao quarto tirando minha blusa. Ela me segue e me abraça por trás, beijando minha nuca e passeando as mãos pela minha cintura e sobe para meus seios, onde aperta e brinca com eles. Suspiro pesado com seus beijos molhados pela minha coluna. Ela abaixa e tira meu short, eu tiro ele dos meus pés e ela beija minha bunda e morde. Levo um susto e ela ri.
Eu giro meu corpo virando de frente para ela e seguro na barra do seu vestido, subindo pelo seu corpo e o tirando. Chego mais perto e vou de encontro ao seu pescoço com meus lábios, passo a língua nessa região e desço para seus seios. Raspo os dentes no bico e ela suspirou, sua mão agarrou meu cabelo e eu suguei seu mamilo.
Eu senti tanta falta dos gemidos dela.
— Deita na cama, agora — Manda e eu sorrio. Ela gostava de mandar e eu adoro obedecer, mas hoje eu quero realmente aproveitar cada momento.
— Por que eu deveria obedecer? — Pergunto em desafio e ela entende que eu quero brincar.
— Não vai obedecer?
— Mas eu quero tanto te chupar — sussurro segurando seu queixo e movendo sua cabeça para me dar livre acesso ao seu pescoço.
— Porque você não me obedece, o que você quer que eu faça? — Seu tom doce me diz que vai fazer algo totalmente contrário.
Sua mão agarra meu cabelo da nuca me tirando bruscamente do meu passatempo, vulgo provocá-la com beijos no pescoço e mão na sua bunda.
— Você gosta de me atiçar, mas você sabe quando eu quero que me obedeça, eu espero que seja obediente.
— Mas sabe que não vou fazer assim tão fácil.
— De quatro na cama, nua. Ou não ganha o que eu sei que você quer.
Resolvi colaborar de mau gosto. Faço questão de tirar a calcinha lentamente e subir na cama sem pressa. Abro minhas pernas e a deixo com a visão que queria.
Sinto sua boca passeando pelas minhas coxas até a minha bunda, enquanto beijava um lado, sua mão apertava e acariciava o outro.
O primeiro tapa veio e não consegui conter o gemido. Essa filha da puta não tinha esquecido como eu gostava. O outro tapa veio mais forte do outro lado e eu gemi, porra.
— Continua a mesma vadia na cama, mas a partir de agora apenas minha vadia. Entendeu?
Não respondi e outro tapa veio, eu tenho certeza que a marca da sua mão está certinha agora na minha bunda.
— Sua vadia.
Meus pensamentos estão nublados, o ardor dos tapas, ela passando os dedos pelo meu clítoris e sua voz firme me deixou em êxtase.
Ele beijou minhas costas e inseriu dois dedos em mim, um vai e vem lento e contínuo. Meu tesão está no auge, minha respiração está descompassada e sinto que estou prestes a gozar. Ela sabia como eu gostava e por mais que tenha se passado anos, parecia que a conexão ainda estava ali, e ela me lia muito bem.
— Você acha que merece?
— Tenho certeza — Murmuro ofegante. Ela não brincaria daquele jeito. Pelo amor dos deuses, que ela não brinque comigo agora.
— Sua sorte é que eu estou com muita saudade de te ver gozando — Ela curva seu tronco e sua língua lambe meu clitores, ela esfrega a língua e eu não aguento e me derramo na sua boca.
Meu corpo estava mole e meu coração acelerado, deitei meu corpo na cama suspirei procurando ar. Ela deita ao meu lado e beija meus lábios suavemente, seu sorriso se abre após me olhar.
— Você é a mulher da minha vida, vou provar todos os dias o quanto eu te amo.. Para sempre.
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Ainda pode existir um nós?
Romance- Você disse que eu era apenas uma experiência, que não significou nada para você! Você jogou nossa amizade no lixo a partir do momento que me seduziu e simplesmente sumiu. - Você queria que eu fizesse o quê? Eu.. eu.. eu não sabia lidar, me aceita...