Isa:
- isso eu já percebi - falo concordando com ela
- mas não se preocupe, não é só com você que isso acontece, comigo também é assim tomo banho com água gelada todos os dias já me acostumei
- ele é mal mesmo
- e ele só faz isso com os empregados negros, os brancos tem mais privilégios
- não fale isso menina - diz vera
- ah vera! Fale sério né? Você é branca e toma banho de água quente
- e você vai todos os dias no meu quarto me perturbar para tomar banho lá né? - pergunta irônica
- eu sei que tú me ama Verinha - diz a abraçando
- te amo mesmo - sorri - agora vamos cuidar dos afazeres para não sermos demitida
- cadê ele? - pergunto tomando meu café
- ele já saiu, ele sai muito cedo de casa e quase não fica aqui - respode vera
- quantos anos ele tem vera?
- 30 anos - arregalo os olhos, ele tem 30 anos? E eu só tenho 18? Ele é muito mais velho que eu
Aonde eu fui me meter?
- nem parece - falo sincera, e é verdade nem parece que tem 30 anos, apesar que 30 anos é novo, mas perece que ele tem uns 25
- ele é bem conservado - diz Judite em um suspiro fundo
- Judite larga de ser ousada - diz e sorrimos juntas
- com todo respeito isa mas seu marido é... Um tesão
- menina do céu - diz vera tentando não sorrir
- só o rosto que é fechado mas o resto
- de quem estão falando? - uma voz nos chama a atenção
- Cláudio - diz vera sorrindo para o homem branco com os cabelos pretos bem bonito que está parado na porta da cozinha
- oi tia vera - sorri para ela
- que bom te ver aqui
- vir ver meu primo, ele está? - pergunta e olha para mim
- ele não está, saio bem cedo para trabalhar - responde vera seguindo o olhar para onde ele olhava
- quem é essa? - pergunta ele
- essa é a isabela, a esposa do seu irmão
- esposa? - pergunta ele me olhando de cima a baixo - deste de quando ele casou?
- foi ontem - fala Judite chamando a atenção do Cláudio
- Judite - diz malicioso
- oi senhor Cláudio - diz tímida
- tenho que ir agora, se me der licença - da uma piscadela que eu sei que não é para mim
- que homem meu Deus - judite suspira fundo do meu lado
- o que foi isso Judite? - pergunto maliciosa
- isso o que? - se faz de tonta
- essas trocas de olhares de vocês dois
- você está viajando, agora vou limpar os quartos
- depois nós conversamos sobre isso em dona Judite - falo a ela que sorri
- vai fazer o que agora isa? - pergunta vera
- eu vou arrumar minhas coisas no querto e da uma faxina porque está precisando
- se precisar de ajudar é só falar - diz e assinto
Vou para o meu pequeno quarto e começo a arrumar minhas coisas, descido ligar para a minha mãe enquanto o Demétrio não está em casa
- oi mãe
- filha! Como você está?
- estou bem mãe e você?
- estou levando a vida filha, mas me conta como está ai?
- está indo
- como assim? - pergunta ela
- o cara é muito racista mãe, e ainda me colocou em um quarto quase caindo aos pedaços
- meu Deus filha sinto muito - diz com tristeza na voz - filha posso te perguntar algo?
Eu sei que é sobre o papai mas mesmo assim deixo
- pode sim mãe
- é... Seu.. Pai ele perguntou de mim? - eu sei que a minha mãe ainda gosta do meu pai e meu pai dela, mas eles sempre vivi brigando
- perguntou sim mãe, eu acho que vocês deveriam conversar
- que conversar o que? Ele e eu não temos mais nada e além disso estou com o Demétrio
- o satanás né? - bufo
- não fala assim dele, eu tenho certeza que ele vai mudar
- olha mãe depois a gente conversa, preciso fazer umas coisas aqui - falo já querendo sair da conversa
- tá bom querida, não esqueça que te amo muito - diz e desliga, se me amasse tanto já teria largado aquele merda, penso comigo mesmo
Já era a noite quando arrumar tudo, esfregar o chão, trocar os panos e deixar tudo cheiroso, Vou para a cozinha ao chegar lá vejo uma senhora branca de cabelos pretos de costas coversando com a vera ou melhor, parece que está dando uma bronca
- dona elena essa aqui é a Isabela - vera fala a mulher que se vira de nariz ipinado e me olha de cima abaixo com nojo, essa também só pode ser racista
- prazer senhora - estendo a mão, ela apenas olha para a minha mão e faz bico
Constrangida pela situação desagradável abaixo as mãos e aperto meu vestido
- venha aqui garota - ela fala passando por mim, olho para vera sem entender ela apenas faz sinal para me ir
Chegando na sala olho para ela e ela para mim e logo diz:
- nem tente roubar nada está entendendo?
- eu não preciso disso senhora
- claro que precisa - sorri debochada - uma pessoa como você precisa de tudo que nos brancos temos
- e você precisa de caráter, coisa que você não tem - quando falo isso recebo um tapa na cara, sem acreditar coloco a mão no lugar atingido e olho para ela
- nunca mais fale assim comigo, eu sou maioria - diz e sai do meu campo de visão
Minha vontade era de pular naquela cara toda enrugada e tirar aquele 2kg de maquiagem dela mas me controlei
O demônio do meu padrasto me ameaçou dizendo que se eu fazer alguma besteira mataria a minha mãe
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Amando um monstro
Любовные романыNick, um ex matador profissional aposentado da sua profissão, um homem fechado, arrogante e frio, é obrigado a se casar com uma Pessoa que não conhece para assumir a empresa de seu pai, ele pensará que ela era inocente, mas de inocente só tem a cara...
