6. aviso

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Isa:

- isso eu já percebi - falo concordando com ela

- mas não se preocupe, não é só com você que isso acontece, comigo também é assim tomo banho com água gelada todos os dias já me acostumei

- ele é mal mesmo

- e ele só faz isso com os empregados negros, os brancos tem mais privilégios

- não fale isso menina - diz vera

- ah vera! Fale sério né? Você é branca e toma banho de água quente

- e você vai todos os dias no meu quarto me perturbar para tomar banho lá né? - pergunta irônica

- eu sei que tú me ama Verinha - diz a abraçando

- te amo mesmo - sorri - agora vamos cuidar dos afazeres para não sermos demitida

- cadê ele? - pergunto tomando meu café

- ele já saiu, ele sai muito cedo de casa e quase não fica aqui - respode vera

- quantos anos ele tem vera?

- 30 anos - arregalo os olhos, ele tem 30 anos? E eu só tenho 18? Ele é muito mais velho que eu

Aonde eu fui me meter?

- nem parece - falo sincera, e é verdade nem parece que tem 30 anos, apesar que 30 anos é novo, mas perece que ele tem uns 25

- ele é bem conservado - diz Judite em um suspiro fundo

- Judite larga de ser ousada - diz e sorrimos juntas

- com todo respeito isa mas seu marido é... Um tesão

- menina do céu - diz vera tentando não sorrir

- só o rosto que é fechado mas o resto

- de quem estão falando? - uma voz nos chama a atenção

- Cláudio - diz vera sorrindo para o homem branco com os cabelos pretos bem bonito que está parado na porta da cozinha

- oi tia vera - sorri para ela

- que bom te ver aqui

- vir ver meu primo, ele está? - pergunta e olha para mim

- ele não está, saio bem cedo para trabalhar - responde vera seguindo o olhar para onde ele olhava

- quem é essa? - pergunta ele

- essa é a isabela, a esposa do seu irmão

- esposa? - pergunta ele me olhando de cima a baixo - deste de quando ele casou?

- foi ontem - fala Judite chamando a atenção do Cláudio

- Judite - diz malicioso

- oi senhor Cláudio - diz tímida

- tenho que ir agora, se me der licença - da uma piscadela que eu sei que não é para mim

- que homem meu Deus - judite suspira fundo do meu lado

- o que foi isso Judite? - pergunto maliciosa

- isso o que? - se faz de tonta

- essas trocas de olhares de vocês dois

- você está viajando, agora vou limpar os quartos

- depois nós conversamos sobre isso em dona Judite - falo a ela que sorri

- vai fazer o que agora isa? - pergunta vera

- eu vou arrumar minhas coisas no querto e da uma faxina porque está precisando

- se precisar de ajudar é só falar - diz e assinto

Vou para o meu pequeno quarto e começo a arrumar minhas coisas, descido ligar para a minha mãe enquanto o Demétrio não está em casa

- oi mãe

- filha! Como você está?

- estou bem mãe e você?

- estou levando a vida filha, mas me conta como está ai?

- está indo

- como assim? - pergunta ela

- o cara é muito racista mãe, e ainda me colocou em um quarto quase caindo aos pedaços

- meu Deus filha sinto muito - diz com tristeza na voz - filha posso te perguntar algo?

Eu sei que é sobre o papai mas mesmo assim deixo

- pode sim mãe

- é... Seu.. Pai ele perguntou de mim? - eu sei que a minha mãe ainda gosta do meu pai e meu pai dela, mas eles sempre vivi brigando

- perguntou sim mãe, eu acho que vocês deveriam conversar

- que conversar o que? Ele e eu não temos mais nada e além disso estou com o Demétrio

- o satanás né? - bufo

- não fala assim dele, eu tenho certeza que ele vai mudar

- olha mãe depois a gente conversa, preciso fazer umas coisas aqui - falo já querendo sair da conversa

- tá bom querida, não esqueça que te amo muito - diz e desliga, se me amasse tanto já teria largado aquele merda, penso comigo mesmo

Já era a noite quando arrumar tudo, esfregar o chão, trocar os panos e deixar tudo cheiroso, Vou para a cozinha ao chegar lá vejo uma senhora branca de cabelos pretos de costas coversando com a vera ou melhor, parece que está dando uma bronca

- dona elena essa aqui é a Isabela - vera fala a mulher que se vira de nariz ipinado e me olha de cima abaixo com nojo, essa também só pode ser racista

- prazer senhora - estendo a mão, ela apenas olha para a minha mão e faz bico

Constrangida pela situação desagradável abaixo as mãos e aperto meu vestido

- venha aqui garota - ela fala passando por mim, olho para vera sem entender ela apenas faz sinal para me ir

Chegando na sala olho para ela e ela para mim e logo diz:

- nem tente roubar nada está entendendo?

- eu não preciso disso senhora

- claro que precisa - sorri debochada - uma pessoa como você precisa de tudo que nos brancos temos

- e você precisa de caráter, coisa que você não tem - quando falo isso recebo um tapa na cara, sem acreditar coloco a mão no lugar atingido e olho para ela

- nunca mais fale assim comigo, eu sou maioria - diz e sai do meu campo de visão

Minha vontade era de pular naquela cara toda enrugada e tirar aquele 2kg de maquiagem dela mas me controlei

O demônio do meu padrasto me ameaçou dizendo que se eu fazer alguma besteira mataria a minha mãe









Amando um monstroOnde histórias criam vida. Descubra agora