Isabela:
- Isabela menina - vera vem ao meu encontro junto com a Judite quando chego na cozinha chorando
- o que aconteceu? - pergunta judite
- aquela mulher, quem é aquela mulher? - pergunto
- é a mãe do senhor Nicolas - reponde vera - o que ela te fez?
- ela disse que não era pra mim roubar nada e me bateu
- que desgraçada de mulher - fala Judite indignada
- vem aqui e tome um chá - vera me da uma xícara de chá e bebo
- essa família é toda racista? - pergunto
- sim - reponde Judite - só o seu Josué que não é muito racista - completa
- seu Josué é pai do meu marido né? - pergunto
- ele mesmo - diz vera diferente
- vera? - judite a olha
- o que foi?
- por que você suspirou quando falou no seu Josué?
- suspirei não - diz se levantando e lavando o copo na pia
- vera vera estou de olho em - diz judite rindo e acompanho
- vai trabalhar Judite - diz ela tentando sair do assunto
Nicolás:
- senhor o senhor Cláudio...
- deixem entrar - falo já desligando o telefone, a porta é aberta e meu primo entra
- cara quando foi que você casou ?
- como você sabe disso?
- fui na sua casa e vi sua noiva - diz com deboche
- o que quer aqui? - pergunto rude
- só vi ver meu priminho do coração - diz se sentando na cadeira - cara você casou com uma freira? - pergunta rindo
- cala boca otário, só casei para assumir a empresa do meu pai, e ela não me atraí em nada
- e ainda é negra? Deste de quando você fica perto de pessoas negras?
- sai daqui porra
- calma calma, só para avisar quase toda empresa já sabe que você se casou
- como eles soubem disso?
- não sei cara, estou saindo - diz ele batendo a porta ao sair
- que porra de pessoas fofoqueiras - resmungo irritado, aposto que foi meu pai que abriu a boca, imagine descobrirem que estou casado com uma mulher negra
Vou ficar mal falado
Já na boca da noite eu termino algumas coisas e vou par casa, quando chego lá vejo a menina sentada em uma cadeira no jardim, com um livro na mão, quando ela me ver abre um sorriso
- boa tarde - não respondo nada apenas entro para casa, tomo um banho e já estou pronto para sair novamente, ligo para Valéria, minha puta particular
- oi chefinho - ela atende com aquela voz enjoada e fina
- me espere na posição de sempre - desligo o telefone na cara dela, quando saio para o Jardim novamente dou de cara com a menina
- vai sair? - pergunta ela
- não te devo sastifaçoes - falo rude como sempre
- nossa que Grosso! - exclama ela - vai com Deus - ainda ouço ela dizer baixinho, que idiota eu sou o próprio deus
Chego no lugar combinado com a puta, entro no motel e já encontro ela sem roupa deitada na cama, quando me vê vem para cima de mim e tenta me beijar me esquivo dela
- eu já te falei que não beijo - a lembro - agora deite na cama - ela me obdece e fica de quatro
Depois de transar em várias posições, tiro o dinheiro da carteira e deixo em cima da mesinha
- quando vamos nos ver de novo? - pergunta ela tocando meu braço, pego seu pulso com força fazendo ela gemer de dor mas não me importo e a jogo na cama
- nunca toque em mim, eu já te falei isso - ela me olha assustada e assente - e é eu que falo quando iremos nos ver
- você nunca me da valor nick
- não me chame de Nick, para você é senhor Watson - falo em tom amassador, ela me olha com medo e se encolhe na cama - você não passa de uma puta que se vende por dinheiro - a ataco sem dó
Saio do motel e vou para casa, já se passam da 11 horas da noite quando chego, quando entro na sala vejo que o abajur está ligado
- oi chegou tarde - a menina fala quando apareço no seu campo de visão
- o que acordado a uma hora dessas? Não gosto que fiquem acordados a essa hora
- eu estava te esperando - fala com seu sorriso meigo que tenho raiva
- não me espere, e vou te falar novamente seu lugar é com os empregados
- desculpa eu só pensei que...
- pensou o que? Que viveríamos como marido e esposa? Se toca menina! Você não me atraí em nada, olha suas roupas seu cabelo preso e sua pele, acha mesmo que eu me interessaria por você?
- por que me odeia tanto - pergunta tentando não chorar
- porque odeio pessoas da sua cor, agora saía daqui antes que eu perca a paciência - ela não fala nada apenas pega seu livro e sai da grande sala quase que correndo
Sento na poltrona sem nenhum remorso, do lado da poltrona tem uma mesinha com uma garrafa de uísque pego um copo e me sirvo
Logo após me levanto e vou para o meu quarto
VOCÊ ESTÁ LENDO
Amando um monstro
RomansNick, um ex matador profissional aposentado da sua profissão, um homem fechado, arrogante e frio, é obrigado a se casar com uma Pessoa que não conhece para assumir a empresa de seu pai, ele pensará que ela era inocente, mas de inocente só tem a cara...
