7. não beijo

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Isabela:

- Isabela menina - vera vem ao meu encontro junto com a Judite quando chego na cozinha chorando

- o que aconteceu? - pergunta judite

- aquela mulher, quem é aquela mulher? - pergunto

- é a mãe do senhor Nicolas - reponde vera - o que ela te fez?

- ela disse que não era pra mim roubar nada e me bateu

- que desgraçada de mulher - fala Judite indignada

- vem aqui e tome um chá - vera me da uma xícara de chá e bebo

- essa família é toda racista? - pergunto

- sim - reponde Judite - só o seu Josué que não é muito racista - completa

- seu Josué é pai do meu marido né? - pergunto

- ele mesmo - diz vera diferente

- vera? - judite a olha

- o que foi?

- por que você suspirou quando falou no seu Josué?

- suspirei não - diz se levantando e lavando o copo na pia

- vera vera estou de olho em - diz judite rindo e acompanho

- vai trabalhar Judite - diz ela tentando sair do assunto

Nicolás:

- senhor o senhor Cláudio...

- deixem entrar - falo já desligando o telefone, a porta é aberta e meu primo entra

- cara quando foi que você casou ?

- como você sabe disso?

- fui na sua casa e vi sua noiva - diz com deboche

- o que quer aqui? - pergunto rude

- só vi ver meu priminho do coração - diz se sentando na cadeira - cara você casou com uma freira? - pergunta rindo

- cala boca otário, só casei para assumir a empresa do meu pai, e ela não me atraí em nada

- e ainda é negra? Deste de quando você fica perto de pessoas negras?

- sai daqui porra

- calma calma, só para avisar quase toda empresa já sabe que você se casou

- como eles soubem disso?

- não sei cara, estou saindo - diz ele batendo a porta ao sair

- que porra de pessoas fofoqueiras - resmungo irritado, aposto que foi meu pai que abriu a boca, imagine descobrirem que estou casado com uma mulher negra

Vou ficar mal falado

Já na boca da noite eu termino algumas coisas e vou par casa, quando chego lá vejo a menina sentada em uma cadeira no jardim, com um livro na mão, quando ela me ver abre um sorriso

- boa tarde - não respondo nada apenas entro para casa, tomo um banho e já estou pronto para sair novamente, ligo para Valéria, minha puta particular

- oi chefinho - ela atende com aquela voz enjoada e fina

- me espere na posição de sempre - desligo o telefone na cara dela, quando saio para o Jardim novamente dou de cara com a menina

- vai sair? - pergunta ela

- não te devo sastifaçoes - falo rude como sempre

- nossa que Grosso! - exclama ela - vai com Deus - ainda ouço ela dizer baixinho, que idiota eu sou o próprio deus

Chego no lugar combinado com a puta, entro no motel e já encontro ela sem roupa deitada na cama, quando me vê vem para cima de mim e tenta me beijar me esquivo dela

- eu já te falei que não beijo - a lembro - agora deite na cama - ela me obdece e fica de quatro

Depois de transar em várias posições, tiro o dinheiro da carteira e deixo em cima da mesinha

- quando vamos nos ver de novo? - pergunta ela tocando meu braço, pego seu pulso com força fazendo ela gemer de dor mas não me importo e a jogo na cama

- nunca toque em mim, eu já te falei isso - ela me olha assustada e assente - e é eu que falo quando iremos nos ver

- você nunca me da valor nick

- não me chame de Nick, para você é senhor Watson - falo em tom amassador, ela me olha com medo e se encolhe na cama - você não passa de uma puta que se vende por dinheiro - a ataco sem dó

Saio do motel e vou para casa, já se passam da 11 horas da noite quando chego, quando entro na sala vejo que o abajur está ligado

- oi chegou tarde - a menina fala quando apareço no seu campo de visão

- o que acordado a uma hora dessas? Não gosto que fiquem acordados a essa hora

- eu estava te esperando - fala com seu sorriso meigo que tenho raiva

- não me espere, e vou te falar novamente seu lugar é com os empregados

- desculpa eu só pensei que...

- pensou o que? Que viveríamos como marido e esposa? Se toca menina! Você não me atraí em nada, olha suas roupas seu cabelo preso e sua pele, acha mesmo que eu me interessaria por você?

- por que me odeia tanto - pergunta tentando não chorar

- porque odeio pessoas da sua cor, agora saía daqui antes que eu perca a paciência - ela não fala nada apenas pega seu livro e sai da grande sala quase que correndo

Sento na poltrona sem nenhum remorso, do lado da poltrona tem uma mesinha com uma garrafa de uísque pego um copo e me sirvo

Logo após me levanto e vou para o meu quarto





Amando um monstroOnde histórias criam vida. Descubra agora