Capítulo 11

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Me aconchego mais a Nathan e bocejo estranhando o fato de Jasmin ainda não estar acordada.

— Que horas são? — pergunto baixinho me apertando mais a seu corpo quente graças ao frio que faz no quarto.

— 14PM. — responde.

— O que?! — pergunto me levantando assustada. — Deus do céus como eu sou irresponsável! A Jasmin! — me levanto vestindo meu short.

— Ei ei ei. — chama segurando meus ombros.  — Tá tudo bem.

— Não, a Jasmin deve estar com fome e chorando. — Choramingo. Só a ideia de minha filha estar nessa situação faz com wue eu queira me espancar.

— Emma. — Fala alto me chacoalhando levemente, o encaro atentamente enquanto respiro fundo, Nathan sorriu e me deixou em seu colo, deixo o cabelo cobrindo meus seios. — A Jasmin está bem. — abro a boca para falar mas seu olhar me faz ficar quieta. — Você estava extremamente cansada, eu levantei e cuidei dela, está tudo bem. Dei um pouco de leite que você retirou ontem e brinquei um pouco com ela, ela acabou dormindo novamente.

Mordo os lábios totalmente envergonhada. Céus, Emma! Você não cuida da sua própria filha e agora dá mais esse trabalho para ele.

— Me desculpe. — peço. — Você deveria ter me acordado. — choramingo. — Obrigada por cuidar dela.

— Não precisa agradecer.

— Você realmente deveria ter me chamado, não tem obrigação de ficar cuidando dela. — Sussurro mexendo no meu cabelo. Nathan solta um suspiro e se encosta na parede.

— Vamos conversar, certo? — Assinto, tento sair de seu colo mas ele apenas segura em minhas coxas acariciando o local. Encosto meu rosto em seu peito soltando um suspiro pelo contato. — Eu quero você para mim, isso não é segredo.

— Mas... — fecho os olhso tentando conter as lembranças. — Você pode querer isso agora, e num futuro próximo simplesmente enjoar de mim.

— Emma. — chama pegando meu rosto entre as mãos e me força a encará-lo, encaro seu rosto e quase sinto vontade de chorar pelo tamanho carinho que ele me encara. — Enjoar de você não é uma possibilidade, você é a mulher por quem eu esperei a minha vida toda, a mulher que eu quero para minha vida toda.

Seus olhos castanhos me encaram com tanta intensidade que mal consigo respirar, volto a enterrar meu rosto em seu peito sem conseguir o olhar.

— Eu quero, quero mesmo ficar com você. — murmuro sentindo seu abraço apertar mais ao meu redor. — Mas eu não posso.

— E por que não?

— Tem a Jasmin. — suspiro fechando os olhos. — Vocês moram na mesma casa, Nathan, eu não quero que a minha filha se apegue a você por conta de um relacionamento que pode nem dar certo, além de que você não tem a obrigação de cuidar dela.

— Precious, eu quero você. — começa. — No momento em que eu te vi soube que era minha, e a Jasmin, ah querida. A Jasmin já é parte da minha família. Está bem, a gente, — Suas mãos tocam meus ombros me fazendo o encarar. — se nós, um dia acabarmos e não der certo, coisa que eu não vou deixar acontecer, o meu relacionamento com a Jasmin não vai mudar, isso eu te garanto. Eu quero ser o pai dela, não só seu marido. Não quero só te "ajudar" a cuidar dela, quero ser pai, quero ser presente.

Aperto meus braços a sua volta e suspiro.

— Você é o homem mais incrível que já conheci em toda minha vida, Nathan Wilkerson. — Ele solta um suspiro aliviado e beija meus lábios de modo calmo.

— E você é a mulher mais encantadora e especial que já tive o prazer de tocar, Emma Martínez.

Beijo seu peito e tenho certeza que ele entendeu o que eu quis dizer. Eu sou dele, como ele sempre quis.

— Com calma. — sussurro abraçando seu pescoço, seu rosto afunda na curvatura do meu e ele beija o local. — Não sei se estou pronta pra um relacionamento mas não consigo mais evitar você.

— Eu sei. — fala de modo calmo. — Você foi extremamente machucada, Emma, você é preciosa demais e as pessoas que fizeram o que fizeram com você não mereciam estar respirando, eu esperaria até o fim dos meus dias por você, até você estar preparada para mim. — sussurra me fazendo sorrir. — E outra, você me evitando era bem sexy, eu adoro seu jeito complicado. — sussurra me fazendo rir. — Mas prefiro quando você me deixa de tocar.

— Eu não vou deixar de agir do meu jeito. — aviso

— E eu não quero isso. — Murmura mordendo levemente a pele do meu pescoço, o ato me fez estremecer. Ele ri. — Seu jeito é com certeza uma das coisas que me fizeram ser completamente louco por você.

***

Desligo o registro do chuveiro e saio do banheiro enrolada na toalha.

— Vem cá. — Nathan chama quando eu começo a caminhar até minha parte do closet. Vou até ele franzindo a testa.

— O que?

Nathan me entrega uma camisa  sua branca cinza junto com uma calcinha. Visto as peças que ficam enormes em sua frente e ele sorriu de lado.

— Você é incrivelmente linda. — murmura, dou risada passando minhas pernas pelo seu quadril e me abaixo para sussurrar em sue ouvido.

— Eu sei. — me deito ao seu lado na cama ouvindo sua risada malditamente gostosa e me encolho entre os travesseiros. Sinto falta de minha bebê de imediato e choramingo já que não a vi hoje.

— O que foi? — Pergunta me tirando de baxo das cobertas.

— Eu quero a Jasmin. — choramingo.

— Ela está dormindo e você tem que comer. — fala.

— Não estou com fome. — bocejo me enfiando debaixo das cobertas novamente.

— Não perguntei.

— Grosso. — Grito abafado pelo cobertor.

— Você bem sabe o quanto.

— Nathan! — Exclamo um tanto sem graça o fazendo rir. Escuto alguém bater na porta e franzi a testa. Me aconchego melhor aos travesseiros o vendo se levantar e ir até a porta. Jesus,  que bunda.

— A comida que o senhor pediu. — Reconheço a voz uma das empregadas e Nathan pega fechando a porta.

— Come. — Ordena deixando uma bandeija com carne e batatas a minha frente.

— Não quero.

— Você não come desde ontem e já são 16PM. — Murmura. Dou de ombros e volto a deitar. — Você quer que eu te obrigue?

— Não. — falo de modo calmo e continuo deitada. Solto um gritinho quando ele puxou minhas pernas me forçando a ficar sentada. Um pedaço de batata é enfiado na minha boca quase me fazendo engasgar. — Aí porra!

— Olha a boca. — me corrije.

— Nhehenhe. — resmungo o fazendo rir. — Me dá, eu como. — como o alimento mesmo estando sem vontade nenhuma.

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