Capítulo 17

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Jasmin engatinha até mim pela cama e sobe em meu peito nu soltando um burburinho fofo.

— Papa. — Murmura se aconchegando em mim e eu fazendo carinho em suas costas com uma mão, deixo a outra mão atrás da cabeça enquanto encaro a beleza da minha filha.

Estou apenas com uma calça de moletom cinza deitado entre os lençóis brancos de minha cama. Minha mulher adentra o quarto e sorriu se encostando  na parede.

— O que foi? — pergunto retirando meus olhos de Jasmin. Ela nega suspirando e retira os saltos finos caminhando até o banheiro.

Os dedos pequenos da minha filha contornam uma tatuagem na lateral no meu corpo. É engraçado ter seu pequeno ser em cima do meu, Jasmin lateralmente some, parecendo uma boneca. Beijo sua testa e ela sorriu fechando os olhos lentamente.

Emma.

Saio do banheiro vestida com uma das camisas de Nathan e sorri vendo os dois na cama. Movo os olhos a procura de algumas tintas e encontro meus objetos de pintura em uma parte do quarto. Bocejo me sentando em uma poltrona e apoio a tela no cavalete a minha frente, começo a pintar a cena a minha frente quase chorando.

Céus, Nathan é o homem mais perfeito que eu já conheci, e vê-lo assim, com a pequena Jas no colo, ele realmente trata minha filha com prioridade, do jeito que ela merece, ou melhor, nossa filha.

***

— Passou a noite pintando, precious? — sinto um beijinho em meus labios e sorri sentindo o sol adentrar o quarto, minhas costas reclamam assim que tento me mexer e encaro o rosto bravo de Nathan.

— O que foi? — pergunto tentando com custo me mover e ele me ajuda, me levando até a cama, solto um suspiro de puro alívio.

— Nada com que deva se preocupar. — assenti e viro de bruços sentindo meu corpo inteiro reclamar.

Solto um gemido baixo ao sentir suas mãos em minhas costas e respiro melhor, Nathan sobe em cima de meu corpo sem colocar peso e beija meus ombros, minhas costas, tudo enquanto continua massageando.

— Você tem ótimas mãos. — suspiro a frase e ele riu.

— Eu tive muita prática.

— Muitas mulheres devem ter estado nas suas mãos então.

Quase posso senti-lo revirar os olhos quando ele me vira brutalmente na cama, ele prende minhas mãos acima da minha cabeça e sua outra mão passa por meu rosto.

— De fato, eu já estive com muitas mulheres. — reviro os olhos, eu havia pesquisado, todas as mulheres com que ele havia saído eram belíssimas e tinham corpos de matar, eu inteira era o tamanho da bunda de uma delas. — Mas não houve uma mulher sequer que  me deu tanto prazer quanto você, Emma Martínez, e eu nunca desejei tanto alguém como eu a desejo. E se você falar novamente de qualquer outra mulher na nossa cama você não vai gostar.

Fecho os olhos quando sua boca quente invade a minha com brutalidade e gemi  baixinho, sua mão livre aperta meu pescoço enquanto me beija e eu resmungo querendo que ele me solte. Suas palavras tiveram um efeito instantâneo em mim e o maldito percebe isso já que simula uma estocada.

Ofego em busca de ar quando ele solta minhas mãos e para de me beijar. Nossos peitos estão grudados um no outro e o contato faz os biquinhos de meus seios se eriçafem, abro mais as pernas para que ele se acomode melhor e sorri ao perceber que ele sentiu minha intimidade molhada contra seu abdômen.

Me esfrego contra ele gemendo baixinho e o encaro inocentemente piscando os olhos, sinto meu pulso doer.

— Você gosta muito de provocar, Martínez.

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