Carina Deluca POV
Depois de um rápido banho e trocar de roupas, segui para a delegacia o mais rápido que pude. A notícia de que foi encontrado o número da conta para qual o dinheiro roubado foi transferido trouxe um gás a mais para meu dia, que por sinal já estava bem mais tranquilo graças a Maya. Eu não sabia dizer, mas algo aquela noite havia sido diferente. A loira não só me deu uma bela e satisfatória noite de sexo, mas também me fez relaxar, e consequentemente esquecer os problemas. O jantar divinamente delicioso trouxe uma espécie de calmaria para mim. Confesso que ter aquele lado da loira era um tanto diferente, entretanto, bom.
- Bom dia, agente. – um dos oficiais falou assim que entrei na delegacia.
- Bom dia.
Cruzei a recepção da delegacia rapidamente, seguindo em direção aos elevadores. Minha cabeça começou a trabalhar mais rápido, trazendo consigo a ansiedade. Pressionei duas vezes o botão do andar em que ficava minha sala, em uma tentativa falha de ir mais rápido. Assim que as portas de metal se abriram, segui em direção a minha sala. Ao entrar na mesma, me deparei com Amélia, Norma e Vic.
- Finalmente! – Vic exclamou ao levantar-se de sua cadeira giratória.
- Desculpe, eu tive que passar em casa para tomar um banho.
Recebi alguns olhares maliciosos, que cuidei de desviar. Me aproximei da mesa, onde continha um amontoado de papeladas próximo ao notebook que resgatamos no galpão abandonado.
- Podem me passar o relatório.
Norma lançou um olhar para Amélia, que assentiu.
- Bom, Carina...como fui uma das grandes culpadas pela falta de supervisão no sistema, pedi para as meninas que ficassem comigo essa madrugada. – Amélia falou com os olhos concentrados em mim. – E juntas, montamos o computador novamente.
- Deu um certo trabalho, a máquina tinha um bom sistema de segurança. – Norma disse com a expressão visivelmente exausta.
- Mas o importante é que demos um jeito. E conseguimos pegar o histórico de transferência. Sabemos a numeração digitada no processo, mas apenas isso. – Vic completou enquanto empurrava o pedaço de papel com a numeração.
- Com a numeração podemos saber o banco e a agencia. – disse ao fitar a sequência numérica.
- Podemos. E já fizemos uma leve pesquisa pelo sistema da polícia. A conta é na suíça. – Amélia entregando o outro papel.
- Droga.
Bancos suíços e sua singular forma de proteção as informações. Não era à toa que muitos dos criminosos cuidavam de ter seu dinheiro devidamente guardado no cofre suíço. Lá era seguido acirradamente o sigilo das informações sobre qualquer tipo de movimentação ou dados, a não ser que seja solicitado por meio do proprietário da conta.
- Temos uma petição policial, podemos obter informações, e eles vão ter que nos dar. – Norma comentou.
- Para isso precisaríamos abrir contato com o departamento de grandes casos de lá. – murmurei insatisfeita.
- Tenho conhecidos de lá. – Vic exclamou.
- Você poderia entrar em contato com eles, mandar uma equipe até o banco. – Amélia soltou tranquilamente.
- Não... – afastei-me da mesa, enquanto minha cabeça parecia trabalhar mais rápido do que o normal. – Não vamos avisar ninguém ainda.
As três me olharam confusas, procurando decifrar o que se passava por minha cabeça. Eu não poderia tomar qualquer tipo de decisão precipitada, tudo precisava ser devidamente pensado e calculado.
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Xeque-Mate
FanfictionUm jogo perigoso, repleto de armadilhas. Uma disputa de poder, dinheiro e desejo. De um lado do tabuleiro, a delegada Carina Deluca, do outro, a esposa de um magnata, Maya Bishop. Nesse jogo, apenas um cairá. Quem terá a melhor estratégia? Quem melh...
