Estava apavorado,consegui chegar no quarto,sentado no chão olhando para a porta,a respiração ofegante e meu coração batendo a milhão.
-Meu Deus,o que faço?
Disse,no mesmo momento pensei em sair pela janela do banheiro,ele era no final do corredor,mas talvez precisasse correr,ela poderia já estar na escada,mas antes de tomar qualquer atitude,ouvi um som atrás de mim,parecia de um cão, rosnava como um, quem dera fosse,virei a cabeça devagar,e vi a pouco centímetros de mim,uma coisa horrenda,parecia um corpo humano mas muito deformado,seus olhos eram escuros, tinha uma juba de leão sua face era de lobo e sua calda era de serpente, tinha patas grande que pareciam de um bode, soltando um som alto que era uma mistura de várias pessoas em uma dor agonizante.
-Que merda é essa?
Perguntei,aquela coisa se aproximou de mim devagar,eu queria correr,mas estava impactado com o que estava a minha frente,chegando perto do meu rosto,senti sua respiração, ela cheirava a sangue,e suas patas tinham garras enormes, a coisa na mesma hora abriu sua boca e soltou um outro rugido,vozes de gritos humanos ecoavam e pude sentir o cheiro de carne crua sair de dentro dela,era nauseante.
-Ora,ora então,vejo que ele acordou,agora acabou rapaz,esta em menor número.
Ouvi a voz dela na escada,estava subindo,sem hesitar me levantei rapidamente,abrindo a porta e correndo,sem pensar o que poderia acontecer,foi ai,onde eu errei,no mesmo momento fui sugado para um vazio olhando ao redor parecia não haver nada ali,era só eu.
-Sabe Davi,isso esta ficando realmente exaustivo.
A voz era de uma das três,mas não via nada além da escuridão que tomava o lugar.
-Você não vai durar muito,por que não nos deixa cuidar de você?,tudo que esses pobres querem é a paz,mas só teram se você colaborar conosco.
Vi ela sair da escuridão,cabelos vermelhos,e um vestido longo,tinha unhas compridas e olhos vermelhos da cor de um rubi.
-Paz, você nem ao menos...sabe o que é isso.
Falei forçando a voz a sair,a maioria das vezes que eu via uma delas parecia que eu esquecia como falar,eram ameaçadoras demais.
-Para um relés mortal você fala muito
Disse ela com um sorriso malicioso, me olhando com a testa franzida. Podia ver agora sua verdadeira face,um olhar frio, sem vida lábios pequenos orelhas de elfo e cabelos cinza.
-Vou acabar com isso de uma vez
Disse ela desenhando um pentagrama em sua frente com o dedo indicador e lançando em direção a mim, protegi meu rosto colocando as mãos na frente e logo aquilo sumiu.
-O que?
Escutei sua voz e abri meus olhos vendo que o símbolo havia sumido,só restava ela me olhando espantada.
-Muito bem
Disse ela,erguendo sua mão para cima uma raio veio em minha direção, olhando para cima ergui o braço apontando um dedo fazendo assim aquilo sumir sem causar nenhum dano a mim.
-Sabe,sua mãe foi uma bruxa muito habilidosa,sua magia era algo admirável.
Eu olhava para ela pelo canto do olho,ouvia suas pisadas leves
-Mas tudo mudou quando ela não quis seguir nossos passos, Davi, ela poderia sido uma suprema,mas,decidiu viver pela vida,pelo amor,amor esse que logo sentiu pelo seu pai,pobre mulher,largou tudo que poderia ter,por um homem,um velho fraco e inútil.
-Ele não é fraco!
Falei a interrompendo,ela mudou de lugar se materializando na minha frente, segurando em meu pescoço fazendo assim eu ficar sufocado.
-Então me diga,o que ele é?
Perguntou ela, nossos rostos estavam agora mais perto um do outro,mas mesmo assim não sentia medo ao contrário, sentia raiva, não só por ela falar aquilo de meu pai mas também por raiva dele, ainda pensava se o que eu tinha visto tinha realmente acontecido ou era mais um truque delas para me confundir?
-Ele é um fraco sua mãe é fraca e você tamb....
Antes dela terminar a frase levantei a mão rapidamente que estava fechada em um punho fazendo-a parar de falar, selei sua boca, seus olhos olhava para baixo sua face era de total desespero, ela me soltou me fazendo cair, andava para trás enquanto tentava com as mãos remover aquilo. Em total desespero.
-Eu,não vou mais temer vocês,não vou!
-Falei me levantando e andando até ela,usava minhas duas mãos agora,sentia de novo minha pele queimar,era como se não fosse eu, ela caiu no chão de joelhos como eu estava a alguns segundos, com uma das mãos em sua direção fiz ela se contorcer escutando seus ossos se quebrarem em pedaços, foi então que percebi que estava indo longe demais e parei,ela tossia enquanto cuspia sangue, seus ossos pareciam voltar ao normal gradativamente já que eu não concluía o que estava fazendo, faltando pouco para um deles sair rasgando sua pele.
- Muito....bom...garoto,parece que subestimei você.
Falou ela sorrindo enquanto tossia com a cabeça baixa.
- Mas você, tem muito o que aprender
- Ela então olhou para mim e seus olhos ficaram brancos no mesmo instante cai de novo,de joelhos,ela se levantou enquanto fazia gestos,como se puxasse alguma coisa de mim,parecia um fio,mas,invisível.
- Eu chamo esse de fios da loucura,eles controlam seu corpo enquanto visões tomam sua mente,você vera o que eu quero que veja enquanto eles te cortaram devagar.
Estava imobilizado mais uma vez, e quando tentei me soltar sentir um dos fios penetrarem a pele do meu braço fazendo sair um pouco de sangue ao meu redor figuras me olhavam,eu sabia que não eram real mas, de alguma forma me causavam uma certa angústia, escutei vozes na minha mente, soltando gritos de dor,era terrivel,zumbidos misturados com sons de ossos se partindo.
- Saiam,saiam da minha cabeça,saiam
Falava eu enquanto me balançava, mas, a medida que fazia isso os cortes ficavam mais profundos.
- O que?, eu não estou te ouvindo,fale mais alto.
Disse ela rindo, eu só a escutava não podia ver, mas parecia estar perto.
eu precisava parar com aquilo,sentia todo meu corpo doer,foi então que novamente a raiva voltou e meu corpo tremia,as linhas se soltaram me dando liberdade, o corpo queimando fez a pele fraturada volta ao normal sarrando as marcas.
-Não,como?,as linhas da loucura são os fios mais firmes que existem ninguém nunca conseguiu...
-DESGRAÇADA
Falei,pegando em seu pescoço e a enforcando,seu rosto estava ficando vermelho enquanto suas pernas se debatiam, suas mãos batiam no meu braço tentam fazer ele soltar.
-Dessa vez,não terei misericórdia, ossa tua comminuam in messoris manu.
Então seu corpo se desfez em minhas mãos restando apenas cinzas.
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Dança macabra
ParanormalDavi se muda para uma pequena cidade afastada de são paulo onde se encontra uma antiga casa que herdou do seu pai,o que Davi não sabe é que uma vez ao ano os moradores da pequena vila se reúnem em uma espécie de ritual e tudo e todos dessa casa deve...
