O começo do Caos

10 1 0
                                        

Sentia meu corpo todo doer,estava recuperando o fôlego,então olhei para cima e vi novamente aquilo na minha frente,agora,não usava mais o manto que cobria seu rosto, parecia ser humano de primeiro momento ,mas lá no fundo eu sabia que não era,seria um truque?

-O que...é...você?

Perguntei com dificuldades ,temia que meus orgãos tivessem estourado com a batida do meu corpo no chão.

-Eu?,se pergunta o que sou por fora,saiba que pareço humana,mas é só a aparência,se (nós) mostrassemos a você como realmente somos,você não fecharia mais seus olhos.

-O que querem comigo?

As palavras saiam com certa dificuldade,meus braços apoiados no chão de madeira tremiam,meu estômago se revirava, sentia meu estômago revirar, como se tivesse visto a coisa mais nojenta de todas estava ficando sem ar aos poucos,percebi que aquele lugar estava mais frio,e mais escuro do que o normal.

-Não é muito!

Disse ela,considerando que a aparência era feminina eu só podia chamar de ela,sua voz era demoniaca, era uma sobre a outra e saia em uníssono.

-Só queremos o sopro de sua vida

Não havia entendido,então fiquei em silêncio por um instante e perguntei

-Como?,como assim?

-Sua alma,precisamos de sua alma,eu a sou lider das três irmãs, ao longo dos anos buscamos alguém que tenha a alma mais pura para nos dar força,foram anos de buscas e de feitiços para localizar,mas,não encontramos nada,só hoje com a ajuda desses camponeses que sentiram sua forte energia ao chegar aqui é que soubemos que o dia de glória havia chego,com sua alma poderemos consertar o reino do caos,cada parte desse monte de lixo,coberto por medo e agonia.

Eu não queria acreditar que aquilo poderia ser real,não podia,mas cada vez que se passava os minutos ali,eu ficava mais convencido de que era,foi então que ouvi a voz de mais duas delas.

-Achou ele,que bom

-Sim,até que não foi tão dificíl não é?

Falou a outra que também não usava mais o véu,descobrindo um rosto pálido como das suas parceiras,uma mão magra com as pontas dos dedos pretos,assim como sua mão os braços eram magros e cabelos lisos e longos de um tom preto como a escuridão de um quarto fechado de uma noite.

-Bom,foi boa a conversa rapaz,mas,já esta se passando o tempo,e precisamos continuar com o nosso plano.

Ela se abaixou devagar até meu corpo no chão,estendendo a mão foi se aproximando,senti um calor na minha testa onde ela estava com a mão,então o calor foi ficando mais forte,começando a machucar.

-Para,por...favor

Disse, sentia o cheiro da minha carne queimar rapidamente.

-Só mais um pouco

Então uma luz forte surgiu junto com uma explosão,que fez com que aquela criatura fosse arremessada para o outro lado junto com a outra,novamente estava cego pela poeira e tudo que via era a luz a minha frente, estava em meu limite, cansaço e dor que fizeram a tontura retornar a meu corpo e me fazer desmaiar mais uma vez.

-Acorde,filho, acorde

Ouvi uma voz que era familiar,forcei meus olhos para abrir,e quando minha vista se ajustou não pude acreditar,aqueles cabelos pretos,os olhos azuis, e um sorisso no rosto,minha mãe, era ela mesmo?

-Mã...mãe?

Falei enquanto me sentava devagar,estava mais escuro do que antes,o único ponto de luz vinha dela,sentada ao meu lado, não sentia dor alguma, a olhei fixamente nos olhos, estava sentada, um vestido branco, cabelos loiros, a pele clara, sem nenhum adereço e descalça.

Dança macabraOnde histórias criam vida. Descubra agora