no qual mark vai até haechan

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Dois dias já haviam se passado, Donghyuck estava trancafiado em seu quarto e as únicas duas pessoas, além do bronzeado, que tinham a chave da porta eram Jaemin e Jeno. Jaemin só aparecia as vezes, tinha medo de não saber se controlar em relação ao cheiro do melhor amigo e acabar fazendo algo indevido, e o Na se sentia péssimo com isso, sentia-se um péssimo amigo. Jeno, além dos pais do ômega, era o único que tinha total controle, até porque fora criado e acostumado para proteger seu irmão, Jeno exercia muito bem seu papel.

O príncipe mais velho do reino de Golden passava a maior parte do tempo no quarto de seu irmão mais novo, abraçado a ele e deixando seu cheiro o mais forte possível para acalmar o menor, este que chorava na maior parte das vezes por não ter nenhum alfa para o acalmar de fato. Jeno não podia tocar Donghyuck do jeito que ele precisava.

Quando conseguia se acalmar e cessar as dores, o mais novo sempre procurava agradecer o irmão mais velho diversas vezes. Jeno, por outro lado, se sentia bem por poder ajudar o garoto o máximo que podia, mas também se sentia mal, odiava ver o irmão naquele estado deplorável, sufocante e agoniante, odiava ver o irmão chorar.

Mas, naquele cio em específico, Donghyuck estava sofrendo mais do que o normal. O cheiro de Jeno surtia efeito, porém não igual das últimas vezes, Donghyuck não estava se acalmando por muito tempo. Gritava por alguém, mas quem era esse alguém? Jeno tentava saber, no entanto parecia que o resto da consciência de Haechan o lembrava de não dizer, ou fazia o bronzeado esquecer o nome.

- Como ele está? - Jaemin perguntou assim que avistou Jeno entrar na cozinha.

O Lee estava acabado, não tanto quanto o irmão mais novo, mas estava. Olheiras escuras, cabelos bagunçados e roupas amarrotadas evidenciava o cansaço do garoto. Era raro ver Jeno desarrumado, ele era perfeccionista demais com a aparência, só se descuidava em momentos assim.

- Péssimo. - colocou o copo vazio e o prato sobre o balcão da enorme cozinha. - Consegui fazer ele se acalmar pelo menos um pouco e fazê-lo dormir, mas logo vai acordar, tenho certeza, o cio dele está mais intenso dessa vez. - sentou no banco alto e deitou sobre os braços apoiados na bancada. - Eu nunca vi o cio dele assim tão forte, não sei mais o que fazer, Nana.

Jaemin suspirou tristonho e contornou o objeto de mármore, parou ao lado do alfa e apoiou as mãos sobre os ombros deste. Jeno suspirou aliviado ao sentir as mãos delicadas do beta começar a massagear a região tensionada.

- Tente descansar enquanto isso. - disse concentrado no que fazia. - Ou se distrair. Pense que pelo menos hoje é o último dia do cio dele, logo irá acabar e ele voltará a ficar bem de novo.

Jeno levantou o corpo de repente, fazendo Jaemin se assustar com o ato e tirar as mãos da pele quente do Lee. O príncipe, em um ato rápido, puxou o Na e o abraçou com força pela cintura, onde apoiou a cabeça e fechou os olhos. Jaemin, por sua vez, arregalou as orbes com aquela ação, piscou algumas vezes com as mãos estendidas enquanto observava o loiro.

- Me faça um cafuné, talvez assim eu descanse e me distraia. - pediu baixo, puxando e apertando mais Jaemin contra seu corpo - Por favor.

Como não tinha o que fazer - e nem queria fazer nada para sair daquele aperto afetuoso -, Jaemin apenas concordou em silêncio e abaixou as mãos para começar a acariciar os fios macios do príncipe. O conselheiro tinha as bochechas rubras, e agradeceu mentalmente o Sol por Jeno estar de olhos fechados e não ver aquilo, seria muito vergonhoso.

Os garotos ficaram ali por um bom tempo, aproveitando o momento onde estavam tão próximos um do outro sem se preocuparem com o resto do mundo.

‡‡‡

O quarto estava escuro, escuro o suficiente para ser praticamente impossível andar sem cair ou bater em algum lugar. Donghyuck havia acabado de acordar, estava sem camisa, vestia apenas um short preto e meias, apesar de estar calmo, tremia e se sentia quente como o inferno.

Levantou-se com cuidado, ficou um tempo parado tentando raciocinar um pouco antes de acender as luzes e, quando fez, soltou um resmungo alto por conta da claridade. Olhou-se no espelho e ficou horrorizado com sua aparência desprezível. Com isso, pegou toalhas e roupas limpas para, em seguida, partir para o banheiro.

Encheu a banheira com água fria e tirou as poucas roupas que vestia, precisava aproveitar o máximo daquele momento consciente o mais rápido possível. Enquanto o objeto se enchia com o líquido, Donghyuck se enrolou na toalha e procurou por algum alimento em seu quarto, achou uma tigela grande repleta de frutas e uma jarra cheia de água gelada, os olhos brilharam ao ver aquilo, e olha que o príncipe nem era tão fã de frutas assim.

Foi sentando na poltrona enquanto se deliciava de um enorme cacho de uvas que Haechan sentiu uma forte pontada em seu ventre e uma quentura o queimar outra vez, os olhos se encheram de água na mesma hora. Largou o cacho no chão sem perceber e andou, lentamente, até o banheiro, onde nem se preocupou em fechar a porta. Precisava daquela água gelada, precisava de um momento de alívio, precisava de um...

- Alfa... - disse baixo, os lábios rachados, trêmulos e pálidos. - Alfa... - choramingou.

Sua lucidez estava se esvaindo rápido demais, aquela dor estava o consumindo rápido demais, outra vez. Precisava de um alfa, precisava de abrigo, precisava fazer seu ninho, mas ele mal conseguia andar tamanha era sua dor.

Entrou na água gelada e gemeu de alívio, nunca amou tanto uma água fria em contato com sua pele igual naquele momento. Sentiu outra fisgada em seu ventre e sabia que seus olhos já estavam dourados, os pensamentos claros e lógicos já não estavam mais presentes em sua mente. O cheiro forte de melancia e mel já preenchia todo o banheiro e o quarto novamente, Donghyuck respirava ofegante dentro da banheira enquanto se tocava, não havia resistido, estava desesperado.

- Alfa... alfa, carinho... - chorou enfiando seus dedinhos mais fundo dentro de si.

Tirou-os de si com brutalidade e desespero, a água havia ficado quente, precisava sair, mas não tinha forças. Tocou o membro sensível e chorou mais ainda, os olhos ardiam como sua pele. Então sua mente lembrou de alguém e, quando abriu a boca para gritar, viu alguém adentrar o banheiro às pressas. Era ele.

- Mark... - chorou com mais força e parou de se tocar. - Mark, Mark me ajuda... Alfa.

Viu o garoto franzir o cenho confuso, mas Donghyuck não prestou atenção naquilo, as lágrimas e sua mente o impediam de vê-lo com clareza, mas tinha certeza que era Mark, era o cheiro dele, era o cabelo dele.

- Alfa, me ajuda... - esticou os braços desesperado, soluçando e gemendo de dor. - Por favor...

Então as mãos fortes do outro Lee o puxou fazendo o menor se levantar com dificuldade da água, pegou-o no colo sem se importar se o ômega estava molhado, e o levou para fora dali.

Mark resmungava algumas coisas, mas Donghyuck nem ao menos se importou, estava sentido dor demais e um tesão que só piorou quando sentiu o feromônio forte do alfa da lua. Aquilo havia enlouquecido o príncipe mais novo.

Tirou a toalha que estava envolta de seu corpo quando sentiu-o pegar fogo, os olhos dourados encontraram os vermelhos de Mark, que estava no canto do quarto, e estava inexpressivo mesmo que estivesse com o olhar fixado no loiro e lutando internamente contra o cheiro adocicado. De certa forma aquilo havia ferido o ego do ômega, ele queria ver o outro louco por si, não daquele jeito contido.

- Markie... Por favor... - se pôs ajoelhado na beira da cama, o cabelo pingava e escorria pelo corpo bronzeado e delicado. Mark o olhava com pena. - Eu preciso de você... Markie...

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gente tadinho do hyu :(
e esse mark aí... rs

espero que vocês estejam gostando meus amorecos, e me desculpem caso tenha alguma erro <3

beijocas, mwah~~

eclipse | markhyuckHistórias para pegar e não largar. Descubra agora