A escola da realeza era enorme e era muito bem conhecida por disciplinar muito bem todos os príncipes e princesas. Era um castelo antigo e gigante, sua estrutura era toda em pedras, podia ser até um pouco sombrio visto de fora.
Você entrava na escola com 10 anos e saía aos 17. Durante todo esse tempo, Mark, Minhyung e Donghyuck dividiram um quarto. Eram bem próximos, os alfas respeitavam o ômega e o protegiam de tudo, mesmo que Donghyuck não gostasse tanto daquilo.
Claro, um adendo, Donghyuck era mais próximo de Mark. Não conseguia ser tão próximo quanto queria de Minhyung porque seu coração o impedia de tal feito. Donghyuck nutria uma certa paixão pelo amigo.
— Oh, oi Hyuck! — Mark disse ao entrar no quarto, o príncipe da lua vestia roupas de cavalgada, provavelmente acabara de chegar da aula de montaria.
— Oi! — não o olhou, estava concentrado no que fazia.
— O que está fazendo?
Percebendo a aproximação do melhor amigo, embrulhou a carta e a escondeu o mais rápido que pôde, mas Mark fora mais veloz.
— É uma carta?
— Não é nada, Mark, é só um desenho. — grunhiu, estava começando a ficar irritado.
— Se é só um desenho eu posso ver. — estreitou os olhos quando parou ao lado do mais novo.
— Não!
— Donghyuck, por favor.
O ômega ficou de pé e começou a caminhar na direção da porta, tentava ignorar o príncipe que não parava de tagarelar como uma criança chata e birrenta no seu ouvido diversos 'por favor'.
— Mas que coisa! — virou-se bruscamente, assustando-se e assustando Mark com o ato, não esperava que o mais velho estivesse tão próximo de si, deu até um passo para trás. — É uma carta de confissão, vou confessar meus sentimentos para seu irmão.
O sorriso de Mark se quebrou com aquilo, deixou de ouvir o menor no momento em que ele disse o que era a carta e para quem era. Não podia acreditar, jurava que Donghyuck gostava de si. Droga, Mark havia se iludido!
Ele sabia que Donghyuck estava tagarelando sobre algo do tipo: "como minhyung é lindo", "minhyung é tão engraçado e incrível". Ora essa, ele é igual a Minhyung, porque ele não o elogia também? Por que ele não gosta de si também?
Mark via a silhueta do outro gesticulando sem parar através de sua visão embaçada, no entanto não deu atenção para nenhuma das coisas que o ômega falava, estava mais concentrado em controlar sua decepção, sua raiva e sua tristeza em seu âmago do que ficar prestando atenção nas palavras provavelmente ansiosas e melosas do outro adolescente.
— Oi pessoal! — foi Minhyung quem disse, havia acabado de chegar da aula de dança. — Hoje minha aula foi exaustiva, e a de vocês? Vocês tem aula de quê agora? Vou tomar banho, tenho aula de esgrima daqui a pouco.
Pronto. Agora era Minhyung quem tagarelava enquanto pegava uma toalha na gaveta e seu uniforme de esgrima. A raiva de Mark só aumentava e o coração de Donghyuck mais acelerava.
Sua visão se tornou focada, mas suas pupilas tornaram completamente vermelhas quando viu o príncipe sol se aproximar de seu irmão gêmeo com a carta em mãos. Mark sentiu tanta raiva que não percebeu quando seu cheiro ficou mais forte, ou quando puxou Donghyuck com força pela blusa fazendo-a rasgar e Donghyuck parar caído do outro lado do quarto.
— Você enlouq- — Haechan tentou dizer, mas fora cortado.
Mark segurou o rosto bonito e bronzeado com firmeza e beijou os belos lábios carnudos do príncipe. Haechan tinha os olhos arregalados, estava espantado, não conseguia se mexer. Minhyung estava sem entender nada, nunca vira o alfa do irmão tomar o controle daquele jeito tão bruto. Quando percebeu a cena, sua boca formou um perfeito 'O' com tamanho foi seu choque.
Viu a carta que o ômega segurava cair no chão, Minhyung parou de olhar a cena e pegou a carta de cor amarelada, em sua capa havia seu nome e o nome de Donghyuck escritos em uma caligrafia perfeita. Estranhando aquilo e com uma enorme curiosidade crescendo em seu peito, abriu o envelope.
O barulho do adesivo sendo rasgado parece ter despertado Donghyuck.
O príncipe sol empurrou Mark com força e com certa brutalidade, o alfa havia caído no chão com tamanha força usada pelo ômega e por não esperar aquilo. Donghyuck se virou para Minhyung com lágrimas nos olhos e puxou a carta com força de suas mãos, a rasgou na frente dele e virou-se para Mark outra vez, sua feição era de pura raiva e desprezo, seu nariz e seus olhos estavam vermelhos por conta do choro.
— Por que você fez isso, Mark? Eu te odeio. — seu tom de voz foi baixo, olhava fixamente o garoto que ainda estava sentado no chão em êxtase. — EU TE ODEIO. — berrou. — Céus, eu te odeio. — soluçou. — Nunca mais fale comigo, nunca mais dirija seu olhar e sua fala a mim. Eu quero distância de você... vocês. Quero distância de vocês.
— Mas... — Minhyung tentou dizer, estava assustado e perdido.
Donghyuck o olhou de canto, chorou mais ainda. Deixou com que os vários pedacinhos da carta caíssem no chão.
— Eu iria me declarar para você, Minhyung. — disse depois de um curto tempo chorando em silêncio. O príncipe da lua que estava de pé chocou-se mais ainda — Entretanto, seu irmão estragou tudo, mas tudo bem, talvez tenha sido melhor assim. Eu sei como você é. — limpou as lágrimas e suspirou, recolheu os papeizinhos do chão e colocou na mão de Minhyung, este que encarava o loirinho de forma incrédula.
Donghyuck forçou um sorriso para o alfa, virou-se para Mark com raiva e mostrou-lhe o dedo do meio, em seguida saiu correndo do quarto em direção ao quarto de seu irmão.
Algumas pessoas que passavam pelo corredor olharam Donghyuck preocupados, ver príncipes correndo chorando pelos corredores não era algo normal. Não obstante, o príncipe sol nem se importou, a cabeça estava cheia demais para pensar nos comentários daqueles jovens mimados, ele só queria ir para casa e a única coisa semelhante a casa que ele tinha naquele momento era o abraço de seu irmão.
Mas Donghyuck sentia-se tão infantil. Era só uma carta. Era só uma paixão.
Minhyung fora sua primeira paixão.
— Hyuck? — Jeno disse assim que abriu a porta de seu quarto e se deparou com o irmão com a cara vermelha, inchada e molhada. — Meu Santo Sol, o que aconteceu?
Ele nada disse, apenas abraçou apertado o mais velho e chorou com força em seus braços, apertava Jeno com medo de que ele fosse embora e o deixasse sozinho. Ficou com medo de Jeno o machucar também, mas não conseguiu se afastar, o consolo que implorava de alguém que amava era maior. Jeno, preocupado, puxou o mais novo para dentro e o levou para sua cama, onde ficou abraçado com ele por um longo período de tempo.
Donghyuck demorou a se acalmar, tanto que quando ficou calmo a única coisa que fez foi dormir. Jeno continuou ali, abraçado ao mais novo sem parar com as carícias nos cabelos claros do menor até cair no sono também.
O Lee mais velho era protetor demais, quando descobrisse quem fez seu irmão ficar daquele jeito ele não seria nem um pouco racional, acabaria com a pessoa assim que fosse possível.
E foi o que ele fez.
No dia seguinte, quando Donghyuck acordou e explicou o que aconteceu, dessa vez mais calmo e com mais detalhes, Jeno correu até a cantina onde todos tomavam o café da manhã e desferiu um soco na cara de Mark assim que o viu.
No fim das contas, Mark, Minhyung, Jeno e Haechan foram suspensos por uma semana por terem quebrado várias regras de uma só vez e em uma só manhã.
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eclipse | markhyuck
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