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Capitulo 04
Sasuke tentou concentrar-se na estrada, mas era difícil esquecer a presença feminina a seu lado ou a impressão deixada pelo corpo sinuoso em contato com o seu. Mais difícil ainda era deixar de imaginá-la usando a calcinha de vermelha renda...
Agarrando o volante com força desnecessária, pisou mais fundo no acelerador, ansioso por chegar e deixar para trás a experiência marcante.
Deixaria Sakura em seu apartamento, depois seguiria para a casa da família em Morning View, Kansas. Uma vez retomada a rotina diária, mergulharia no trabalho árduo de administrar as Indústrias Uchihas e logo esqueceria os três dias que passara com ela.
Certamente esqueceria o encaixe perfeito entre seu corpo e o dela, ou o tom mais escuro que seus olhos assumiam ao despertar. Também esqueceria o perfume de seus cabelos, uma fragrância que parecia fazer parte dela como os olhos verdes.
Conhecer os motivos que a levavam a temer o escuro abrira uma nova dimensão da mulher que, agora percebia, jamais havia conhecido de verdade, revelando uma vulnerabilidade que preferia nunca ter visto.
A morte de seus pais, o fim de sua família, deixara um vazio no coração de Sasuke, e ainda não encontrara a mulher que esperava poder preencher essa lacuna.
De uma coisa tinha certeza: a mulher em questão não poderia ser Sakura, especialmente se Itachi estivesse contemplando a reconciliação;
Ela parecia delicada, mas sabia que sua aparência física era falsa. Sakura possuía uma força emocional que nunca detectara nas mulheres que conhecera.
- Por que viveu tanto tempo com meu irmão? Deve ter percebido desde o início que o casamento não daria certo.
Ela franziu a testa.
- Eu era muito jovem e esperava um filho de Itachi. A princípio pensei que ele mudaria, amadureceria. Sonhava com o dia em que seria mais importante que seus amigos, quando ele construiria um futuro, em vez de viver apenas o momento. Sempre soube que o fato de sermos jovens tornava tudo mais difícil para nós, mas queria que o casamento desse certo.
- E viveu com ele durante nove anos.
- Eu tentei, Sasuke. Continuei acreditando que um dia teria um marido e um filho, em vez de viver como se tivesse sempre de cuidar de duas crianças. Esse dia nunca chegou.
- Sempre admirei sua força.
Ela o encarou surpresa.
Sakura riu, e o som rouco encheu todos os espaços do carro. Sasuke se deu conta de que poucas vezes ouvira aquela risada.
- Não sei se era força, estupidez ou teimosia. - O sorriso desapareceu, dando lugar à tristeza. - Lembra-se do que lhe contei sobre ter ficado órfã aos cinco anos? Passei por muitas instituições e casas de família. Alguns lares adotivos foram maravilhosos, outros foram terríveis, mas, em toda minha infância, e mesmo na juventude, nunca experimentei aquele sentimento de permanência, de família. Quando fiquei grávida, jurei que meu filho teria a família que eu não tive mãe, pai e talvez até alguns irmãos. A morte desse sonho foi uma das mais duras provas que tive de enfrentar.
Ele assentiu e concentrou-se na direção. Que idéias passariam pela cabeça de Sakura? Ela ainda amava Itachi? Lamentava a decisão de tê-lo de deixado? Se Itachi quisesse a reconciliação, ela concordaria? Estaria disposta a dar ao ex-marido uma segunda chance a fim de encontrar a felicidade que um dia buscara?
Mas os sentimentos e pensamentos de Sakura não eram de sua conta. Ela era sua ex-cunhada, e o único laço que os unia era Daisuke, seu sobrinho e filho dela.
Mesmo assim, queria apagar aquela ruga apreensiva de sua testa. Queria ouvir a risada rouca e alegre mais uma vez, ver os olhos verdrs brilhando com entusiasmo. Queria banir a tensão que pairava sobre eles.
- Não foi tão ruim - ela disse, como se pudesse ler seus pensamentos e compartilhasse de seus desejos. - Lembra-se do piquenique que fizemos no terceiro aniversário de Daisuke?
Era impossível não sorrir diante de uma recordação tão adorável. Havia sido um dia mágico. O clima cooperara, proporcionando um daqueles típicos dias perfumados de primavera. A comida estivera deliciosa, Daisuke se mostrara encantador como só uma criança de três anos pode ser, e Itachi desempenhara com perfeição o papel de pai e marido.
- Qual era o nome de sua acompanhante naquele dia? - Sakura perguntou com tom debochado. - Karme? Karui?
- Karin - Sasuke respondeu, mesmo sabendo que ela se lembrava do nome. Rindo, balançou a cabeça num gesto divertido.
- Ela era linda.
- Sim, é verdade.
- E também era muito inovadora na maneira de vestir-se, especialmente para um piquenique. Quem teria pensado em usar saltos finos, saia de couro e bustier para ir a uma festa de aniversário de um garoto de três anos?
- Ela foi a única mulher que conheci que acreditava que patê era a parte careca no topo da cabeça de um velho.
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Perdidos do Amor
FanfictionSasuke Uchiha fora o único homem capaz de despertar a paixão em Sakura. Infelizmente, o empresário bem-sucedido e sexy era seu cunhado! A atração que sentiam era tão forte que ela nem se atrevia a ficar sozinha com ele. Quando o filho de Sakura desa...
