Capitulo 07 - Ultimos Capítulos

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Bom dia gente, tudo bem com vcs!? Antes de ir trabalhar já tô postando o cap inédito pra vcs, espero que vcs gostem ❤️

Capitulo 07 - Últimos Capítulos

Itachi olhou para Sakura com ar compungido ao ver o irmão sair da cozinha. Ele era como uma criança que, depois de cometer um erro, precisava de orientação sobre como repará-lo.

— Sinto muito. Sei que disse algo estúpido, mas... Droga! Não estava pensando.
— Acho melhor ir atrás dele — Sakura sugeriu, a mente tomada pela imagem do rosto de Sasuke. — Seu irmão ficou bastante perturbado.
— De jeito nenhum! Quando fica perturbado, Sasuke prefere ter algum tempo sozinho para recuperar-se e acalmar-se. É melhor deixá-lo em paz.
— O que acha de irmos ao cinema, pai? — Daisuke sugeriu.

O rosto de Itachi iluminou-se.

— Ótima idéia! Quando voltarmos, tudo estará bem.

Antes que percebesse, Sakura descobriu-se sozinha na cozinha suja e silenciosa. Sentada no mesmo lugar onde passara toda a noite, serviu-se de mais um copo de vinho. Depois de beber um gole, balançou a cabeça pensando na esteira de caos que Itachi deixara para trás. O sentimento era familiar e despertava a lembrança de todas as razões pelas quais o casamento fracassara. Itachi sempre tivera boas intenções, mas não dispunha da maturidade necessária para formar um compromisso real com o casamento, ou para forjar laços verdadeiros com ela. Sempre preferira sair com os amigos, ou ficar sentado conversando e bebendo cerveja. Falava sem pensar, sem nunca ter a intenção de ferir aqueles que o cercavam, mas magoando mesmo assim.
Sabia que ele não tivera a intenção de criar problemas com o comentário impensado, que deixara as pa¬lavras brotarem de seus lábios sem antes serem submetidas ao exame criterioso do cérebro, mas não conseguia apagar da mente o rosto de Sasuke.
Quando Itachi dissera aquelas palavras, seu rosto ficara pálido e os olhos foram tomados de assalto por uma dor aguda o bastante para rasgar o coração de Sakura. O homem que sempre havia considerado forte e indestrutível, poderoso e controlado, havia se deixado inundar pela angústia e pelo desespero.
Mas ele era um adulto. Um homem crescido. Que lidasse com a situação como havia enfrentado tudo em sua vida: sozinho.
Sakura bebeu mais um pouco de vinho. Sabia tudo sobre solidão. Fora sozinha desde que perdera os pais ainda pequena. Compreendera como o casamento com Itachi havia sido uma tentativa de amenizar a profunda solidão que sempre a acompanhara, mas estar casada com ele a fizera sentir-se mais sozinha que nunca.
Depois de esvaziar o copo, tentou encontrar forças para limpar a sujeira criada pelos três Uchihas, mas era impossível deixar de pensar em Sasuke. Ele enfrentava tudo sozinho porque queria, ou porque não tinha outra alternativa? Precisava de alguém com quem conversar? Alguém com quem pudesse dividir as emoções que o atormentavam?
Sabia que estava cometendo um erro, mas não podia conter-se. Determinada, levantou-se e foi procurá-lo. Sasuke não estava no escritório, nem em um dos ouros aposentos do piso social. Sakura subiu a escada com passos rápidos, certa de que, se parasse para pensar, correria de volta à cozinha. Não tinha idéia do que diria quando o encontrasse. Só sabia que não suportava mais imaginá-lo sofrendo sozinho.
Ela o encontrou no quarto, em pé diante da janela, quase escondido pelas sombras da noite que haviam invadido o aposento. Não teria invadido sua privacidade se a porta estivesse fechada, mas ele a deixara aberta num convite silencioso.

— Sasuke?

Ele não se virou para fitá-la e, por um momento, Sakura pensou que não houvesse sido notada.

— Sasuke, você está bem? — persistiu, dando um passo em sua direção e lutando contra o impulso de tocar as costas largas e massagear os músculos tensos.
— Meu pai ainda viveu por dois dias depois do acidente que matou minha mãe. — A voz soava mais profunda que o habitual e era sacudida pelo leve tremor de emoções contidas a custo. O rosto permanecia voltado para a janela, como se a noite pudesse trazer respostas. — Durante esses dois dias ele vagou entre a consciência e a inconsciência. Sabia que estava morrendo, e creio que se entregou por saber que minha mãe esperava por ele. Naqueles dois dias, ele me disse que não estava preocupado comigo ou com os negócios. Não estava preocupado com a casa ou com as coisas que deixaria por terminar. Mas estava muito preocupado com Itachi.

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