And when our hearts meet I know you see. I do not want to be afraid, I do not want to die inside just to breathe in. E quando nossos corações se encontram eu sei que você vê. Eu não quero ter medo, eu não quero morrer por dentro só para respirar. (Cut — Plumb).
Na ida ao orfanato, Henrique notou alguns pequenos defeitos, porém ele ajudaria a concertar. Ele também investiria naquela causa e enquanto voltávamos para a casa da minha mãe, nada poderia deixa-la mais feliz. Ambos estavam conversando, enquanto se fitavam pelo retrovisor central. Um sorriso iluminava o rosto de ambos e tínhamos um pequeno compromisso amanhã, teríamos de visitar o orfanato novamente para levar uma bola para Murilo. Sorri me lembrando da promessa e de como o mesmo se enturmou muito bem com Júlia.
Em alguns pontos do caminho, ela comentava sobre o que ambos fizeram e conversaram. Chegamos rapidamente à casa da minha mãe, a tarde já estava nos abandonando, dando lugar ao quase anoitecer.
Henrique, Júlia e eu nos despedimos de minha mãe e tomamos o rumo da nossa casa com nosso próprio carro. Enquanto víamos o sol se pôr uma música nova com um toque antiquado preenchia o ar. A brisa estava fresca, todos os vidros do veículo estavam abaixados, a mesma abanava meus fios. Imaginei que Henrique tomaria o rumo e o caminho para a área residencial. Porém seus dedos nos guiaram para um lugar diferente. Uma loja especializada em materiais de esporte. Meu rosto se repuxou em um sorriso.
- Estamos aqui para comprar a bola do Murilo? — Júlia indagou.
Henrique a fitou pelo espelho retrovisor central e acenou em positivo. Ela bateu palminhas e notei que havia gostado do garoto. Assim como Henrique. Assim como eu.
Descemos quando Henrique estacionou o veículo no estacionamento. As pessoas o reconheciam, percebi aquilo pela primeira vez. Júlia desceu do veículo e encaixou sua mãozinha na minha. Henrique se abaixou, ainda de óculos escuros, e puxou Júlia com extremo cuidado e agilidade, depois passou seu braço pelos meus ombros e entramos na loja de esportes. Ele pegou um carrinho.
- Porque isso tudo? — Indaguei, encarando enquanto ele empurrava o mesmo.
- Murilo não é o único que precisa de brinquedos. — Ele comentou.
Meu coração amoleceu, tentei não deixar meu queixo cair, porém fora difícil dada a sua atitude repentina.
- Isso! — Júlia comemorou enquanto Henrique colocava-a dentro do carrinho. — Eu também preciso.
Henrique e eu rimos com sua atitude animada.
- Sim, meu amorzinho. Mas as crianças do orfanato precisam mais. Você vai ajudar o papai? — Ele indagou, enquanto empurrava o carrinho à medida que Júlia se segurava e eu os seguia; ainda petrificada.
- É claro, papai. — Ela acenou em positivo.
Passamos horas escolhendo muitos brinquedos esportivos. Daqueles que as crianças podiam brincar ao ar livre. Bolas de vários jogos diferentes. Patins para meninos e meninas. Cordas. Skates e patinetes. Chegamos a encontrar uma área com jogos de memória e afins. Pegamos mais algumas porções.
Seguimos até o caixa com o carrinho lotado, Júlia saíra de lá para que as compras coubessem e começou a caminhar lentamente ao nosso lado. Me abaixei e peguei-a no colo, ela apoiou sua cabeça em meu ombro.
- Pode dormir, princesinha. — Incentivei, enquanto ela acenava em positivo.
Não ouvi o valor total da compra, porém o vendedor que nos atendeu parecia claramente feliz pela provável comissão que ganharia com aquela grande compra. Alguns outros funcionários ajudaram Henrique a levar tudo até o carro. Minha petrificação permanecia por sua atitude. Seus músculos realçados por estar transportando aquelas sacolas pesadas.
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Apenas Meu
RomansaAPENAS MEU - SÉRIE APENAS - LIVRO 1 Agatha Salazzar é incomum e carrega segredos em sua mala mental. Ela bebe e fala palavrão. Suas roupas parecem-se com as de garotos. Agatha imagina que seu passado sombrio não retornará, mas quando decide ir m...
