Capítulo 12 (parte 3/3):

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NI: Essa última parte ficou grandinha, hein? Beijinhos!

**

- Sei que Henrique não aguenta mais esperar. – Cate bufou.

- O que? – Indaguei alto de dentro do meu antigo closet no apê de Henrique.

Cate se aproximou do batente de entrada. Vestida como eu: roupas íntimas e saltos negros.

- Henrique não aguenta mais esperar. Não quer ir avisar lá pra ele que...

A porta se moveu com os toques insistentes de Henrique, como se adivinhando a ideia de Cate.

Ela sorriu.

- Vá lá avisá-lo, acredito que ele vá esperar com esse incentivo. – Ela abriu caminho dando de ombros.

Sai de diante das portas abertas e entreabri a porta de entrada encarando o rosto de Henrique e o peito nu.

- Oi. – Sorri.

Seus olhos rolaram para baixo e me escondi atrás da porta.

- Espere só mais um pouquinho, tudo bem? – Pedi, vendo-o engolir em seco. Ruborizei.

Ele acenou em positivo e fechei a porta rapidamente.

- Pronto. – Cate cantarolou.

Virei-me e Cate estava destacada por um vestido azul escuro de paetês. Ele era fofo demais para Cate. Sem mangas, realçando os bustos, com uma saia justa e um filete de tecido bem rodadinho na cintura. Sorri e acenei em positivo.

- Vem ver se este está bom. – Ela me chamou, puxando-me pelo punho.

Segui Cate com um pouco de dificuldade até ficar diante da peça mais nua que já vi. Ela não era vulgar, era bem... fresca.

No tom laranja o vestido se destacava pelos paetês em dégradé sobre a peça. Alcinhas bem finas o prendiam e as costas eram um pouco nuas, talvez até o centro. Sorri, pois gostei da cor.

Vesti a peça e passei cosméticos femininos.

Cate e eu saímos pela porta do quarto, averiguando as mensagens no celular para saber se já podíamos ir.

Olhei ao redor da sala, procurando por Henrique. E o avistei encostado contra a porta. Olhos arregalados, bochechas coradas pelo nervoso. Camisa polo branca com as mangas puxadas até os cotovelos. Calça Levi’s preta e tênis negros. O tipo de rapaz perfeito. Ele se aproximou rapidamente e deixei de escutar os comentários de Cate de que poderíamos ir naquele instante.

- Que porra de roupa é essa, Gata? – Ele perguntou alto, olhando-me nos olhos e cruzando os braços.

Típica pose de homem possessivo. Mesmo assim, seus olhos percorriam meu corpo dos pés a cabeça, admirando-o. Como era bom sentir-se desejada, suspirei.

- É um vestido. – Dei de ombros, olhando-me da cabeça aos pés e dando algumas voltas.

- Eu vou pegar um casaco. – Ele se apressou, passando por mim e esbarrando em meu ombro.

- Está com frio, amor? – Me desviei do foco verdadeiro.

Cate assistia tudo com um sorriso preso nos lábios.

Olhei ao redor da sala e encontrei a chave sobre a mesinha de centro. Peguei-a entre os dedos e abri a porta de entrada.

- Gata...

Cate tentou me chamar, mas eu já estava dentro do elevador, a caminho do estacionamento.

Esperei impacientemente até que as portas se abrissem novamente.
Andei pelo estacionamento na direção do carro de Henrique e desativei o alarme, adentrando o mesmo. Fiquei no conforto do carro, esperando que ambos descessem. Ali o ar estava melhor, pelo menos não havia nenhum garoto possessivo por perto.

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