Eddie e Katherine dormiram bem tarde aquela noite, ambos pensando no que tinha acontecido, na forma como tinham agido, e o mais importante, pensando nos sentimentos que invadirão eles naquele momento.
No dia seguinte Katherine se arruma para a escola, e a cada 2 minutos olha em direção a sua janela, mas ele não estava lá. E ela sentiu falta de Munson lhe perturbando logo cedo. Então ela desceu as escadas, não comeu, apenas saiu de casa, e como esperado o carro do tio de Eddie também não estava na frente da casa. A garota seguiu para a escola e ao chegar avistou Eddie, que a olhou por um momento, mas logo ambos desviaram o olhar, Katherine seguiu para a sala e sentou no fundo como sempre, mas todas as suas tentativas de se concentrar na aula foram falhas, sua cabeça só tinha espaço para ele.
Passou uma semana onde eles apenas trocavam olhares rápidos e não se falavam. A todos que perguntaram eles diziam que haviam brigado e estavam dando um tempo. Mas o tal tempo estava sendo bem complicado para Eddie e Katherine. Eles sentiam a falta um do outro, das brincadeiras, dos insultos, dos raros momentos de carinho.
Katherine ainda olhava para sua janela todos os dias de manhã, Eddie entrava no carro e passava um tempo olhando para o banco do carona que sempre era ocupado por Katherine, os dois precisavam um do outro, mas não admitiam isso nem para si mesmos.
Após se afastar de Eddie as crises de ansiedade de Katherine voltaram derrepente, mas ela sabia o motivo, sabia que Eddie Munson era seu antidepressivo e sem ele as coisas ruins tomariam conta dela. Mesmo ela tentando ao máximo se distrair com os amigos, tentar tira-lo da cabeça, era como se ele estivesse marcado lá, e ela estava muito confusa com tudo aquilo, aliás eram sentimentos desconhecidos até então. A garota voltou a tomar os remédios para controlar as crises, até que um dia ela esqueceu de tomar.
Estava na escola, e a crise começou, ela batia o pé no chão nervosa, apertava as próprias mãos com força, sentindo o ar esvair seus pulmões, sentiu seus olhos ficando úmidos, ela sabia que precisava sair dali o mais rápido possível, foi até a professora que ao ver o estado dela autorizou que saísse, ela correu em direção ao banheiro, mas não conseguiu chegar, a força de seu corpo sumiu derrepente, ela estava sozinha no corredor, encostou-se nos armários e escorregou até o chão, a essa altura ela estava tremendo descontroladamente, e sentia gotas quentes molharam suas bochechas, em sua cabeça apenas ecoava os gritos de sua mãe, e em sua visão começaram os flashbacks de seu pior pesadelo, ela estava entrando em colapso e estava sozinha como sempre esteve, até que... duas mãos agarraram seus ombros e uma voz chamava seu nome, mas parecia tão distante, ela não conseguia reconhecer, a voz ficou mais alta e espere, ela reconhecia sim. Era a voz pela qual ela sentiu tanta falta nos últimos dias, ela abriu os olhos e viu Eddie em sua frente, pálido e com uma expressão de preocupação no rosto.
Katherine o que tá acontecendo? Me responde - ele dizia meio desesperado.
A voz da garota não saia, ela apenas olhava para ele.
Katherine fala alguma coisa, eu não gosto disso, fala logo! - ele sacudia ela.
C-crise... - ela gaguejou quase em um sussurro.
Ah mds Kath, olha, tenta acalmar a respiração - ele diz tentando ficar calmo mas dava para ver o quão nervoso ele estava
Eu não consigo, não dá - ela diz extremamente ofegante.
Ele segura o rosto da garota entra suas mãos - Katherine olha pra mim - a garota faz o que ele pediu - você consegue, respira comigo.
Ela negou com a cabeca e colocou a mão no peito dela enquanto se esforçava para controlar a respiração. Então derrepente, ela viu Eddie se aproximar e sentiu os lábios dele tocarem os dela, a garota arregalou os olhos e ficou paralisada. Tudo sumiu como em um passe de mágica, ela parou de tremer, e prendeu sua respiração de tanta surpresa, seus sentidos estavam voltando ao normal, tudo se direcionou ao fato de Eddie estar a beijando.
Ele se afastou e a olhou nos olhos.
Como... como fez isso? - ela pergunta surpresa.
É... uma vez ouvi em uma aula que prender a respiração pode parar uma crise de ansiedade, e quando eu beijei você...
Eu prendi a respiração - ela completa olhando para ele com a mesma expressão de surpresa.
Me desculpa, eu sei que você jamais quis me beijar mas você tava assim na minha frente, eu me desesperei, eu só queria ajudar você, eu precisava ajudar, e foi a única forma que veio na minha cabeça - ele diz muito rápido e muito nervoso mas para ao ouvir a garota.
Obrigada... eu sempre passei pelas crises sozinha, e nunca tive uma tão forte assim, eu tava desesperada, isso tava tomando conta de mim e você fez parar, obrigada. - ela diz de forma sincera deixando Eddie completamente surpreso.
De nada... - ele responde ainda com o tom de surpresa.
Eddie... - ela começa mas é interrompida.
Não vou contar para ninguém, fique tranquila - ele diz e levanta. - Vem - o garoto estende a mão para ajudar Katherine a levantar, ela segura na mão dele e no impulso ela ergue seu corpo e abraça ele. Ele não teve tempo de ficar surpreso, precisava daquele abraço, precisava sentir ela em seus braços, então eles apenas aproveitaram aquilo, matando a saudade que estava os matando.
Você tinha razão Munson... talvez eu não consiga mais ficar sem o garoto esquisito e irritante que é meu melhor amigo - ela diz ainda no abraço.
Eddie jamais tinha visto Katherine tão vulnerável, e ele sorriu ao ouvir o que ela disse, e apertou a garota. - então vê se não se afasta mais de mim.
A jovem sai do abraço e olha para ele dizendo - você que se afastou de mim
Ah tabom Katherine, você nem sentou mais perto de mim - ele diz óbvio
Você nem me olhava nos olhos - ela diz indignada.
E quando eu olhava você desviava o olhar - ele responde
Seu olhar tava diferente - a garota diz
E eles continuaram discutindo por um tempo, aliás, estamos falando de Eddie e Katherine, até se reconciliando esses dois tem que trocar farpas mas no final fica tudo bem.
Quero muito ver os surtos de vocês depois desse capítulo!!!
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AMOR INVERTIDO (Eddie Munson)
RomanceUma história que vai te deixar preso, perdido em sua imaginação.
