❛ Todos os gαrotos bons vαo pαrα o céu, mαs os gαrotos mαus trαzem o céu αté você, é αutomαtico, é αpenαs oque eles fαzem ❜
𝘑𝘶𝘭𝘪𝘢 𝘔𝘪𝘤𝘩𝘢𝘦𝘭𝘴, 𝘏𝘦𝘢𝘷𝘦𝘯
LOGAN
Os sermões que meu pai me deu após aquela noite chata onde ele convidou sua namorada pra jantar aqui, ainda estavam gravadas na minha mente. Me recusei a descer, não ia me sentar na mesma mesa que meu pai e fingir que estava tudo bem, não combinava nenhum pouco comigo, sabia que ele ia reclamar das minhas provocações, mas sendo sincero, eu estava pouco me fodendo para oque ele achava.
Quanto mais irritado eu o deixasse mas ele ia se arrepender de ter um dia me considerado como filho, por que era exatamente isso que eu queria, queria que ele me esquecesse completamente e voltasse a ser o completo cuzão que ele era na época em que minha mãe estava precisando de ajuda, e ele fingiu não estar vendo.
― Aqui ― Dylan estendeu o baseado para mim, estendi minha mão e peguei o trazendo até minha boca.
― Sabe oque deveríamos fazer? Sairmos hoje a noite ― Molly fez um carinho de leve na minha orelha, sentada sobre o meu colo.
― E para onde iriamos? ― Dylan indagou, fissurado no vídeo game.
― Talvez ao Malibu ― Molly propôs, era realmente uma festa tentadora, Malibu era o tipo de lugar que você encontraria de tudo um pouco, alcolatras, maconheiros.. Era o tipo de lugar que nos identificavamos.
― Ah, eu topo ― dei uma rápida tragada no baseado, voltando a minha atenção à partida de videogame enquanto deixava o baseado com Molly.
― Só se você prometer levar mais umas gramas daquela belezinha ― Dylan abriu um sorriso amarelo, passando a mão pelo seu cabelo platinado, que na verdade aderia um tom mas amarelado do que branco. Ele se referia a droga que ofereci a ele alguns dias atrás.
― Posso tentar ― sorri de canto.
Não tinha certeza se meu fornecedor conseguiria me entregar as gramas ainda essa noite, mas poderia tentar. Não costumo me envolver com nenhum outro tipo de droga se não a maconha, mas vez ou outra é sempre bom sair da rotina.
― Oque você ia nos dizer sobre seu pai? ― Molly trouxe a tona o assunto que estávamos discutindo a alguns minutos atrás.
― Ah, ele arrumou uma nova namorada ― sorri, ao me lembrar da Susan, mais uma pra entrar na lista de conquistas do meu pai e que logo seria descartada.
Não menti quando disse que ele já havia levado outras mulheres para dentro daquela casa, embora tenha sido uma grande mentira dizer que as apresentou para mim, pelo pouco que frequentei a casa do meu pai na minha adolescência, quando ia tirar satisfações sobre a ajuda medíocre que ele nos dava, eu o pegava com algumas acompanhantes.
― Edgar Green está namorando? ― Molly me encarou sorrindo, seu rosto próximo ao meu fez com minha atenção descesse até seus lábios. Ela tinha um conjunto de lábios carnudos e vermelhos que davam vontade de morder, mas aquela não era a hora.
Minha relação com Molly era de longe só amizade, criamos uma relação muito mais íntima do que isso, quando a conheci na época em que tinha dezesseis anos e ela quinze, não nos víamos como nada além de amigos, me aproximei da Molly por que ela era parecida comigo, nunca foi o tipo de garota que andava em rodas e fofocava sobre coisas supérfluas, com as mechas rosas e o pirceng no nariz, Molly era diferente de qualquer outra garota. E não é atoa que nos entendemos até hoje.
