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Eu e o Chishiya ficamos escondidos em um prédio, enquanto ainda acontecia a matança lá fora.
Ele tava enfaixado minha mão que eu tinha machucado...
— Onde você aprendeu a fazer curativos? — Perguntei a ele.
— Eu era médico. — Ele respondeu. — Médico pediatra. — Ele completou.
Ouve um silêncio até ele falar de novo.
— E você? — Me perguntou.
— Eu tava terminando minha faculdade de direito. — Respondi. — Sabe, eu prefiro ficar aqui, do que no mundo normal. — Falei.
Ele é a primeira pessoa que eu falo sobre isso.
— Por quê? — Ele perguntou.
— Minha vida não tava indo muito bem. Meu pai bebia, meu irmão não parava em casa e minha mãe nos abandonou. — Desabafei.
— A minha também não... Eu não conseguia salvar as crianças, minhas pacientes... — Ele falou abalado.
— Você era um médico cirurgião? — Perguntei.
— Sim. As vezes os transplantes não davam certo, eu prometia as mães das crianças que eu iria salvá-las, mais no final sempre não conseguia... — Ele terminou o curativo.
É a primeira vez que eu vejo o Chishiya tão sentimental. Ele se esconde em uma casca, no fundo sei que existe uma pessoa boa.
— Não é sua culpa. — Tentei confortá-lo. — Você fez de tudo para salvar, as vezes as coisas não sai como a gente pensa. — Falei pegando sua mão e dando um aperto confortando.
Nos olhando por um tempo, até ele se levantar e dizer que tínhamos que ir para outro lugar.
Saímos daquele prédio e fomos procurar algo para comer.
•
Voltamos para o prédio, com algumas comidas.
Fomos para o quarto que a gente tava e colocamos as comidas na mesinha do quarto.
— Volto já. — Chishiya falou e saiu.
Enquanto ele tinha saído, aproveitei e fui tomar um banho.
...
Enquanto eu tava tomando banho vi as luzes ligarem e a água do chuveiro ficar quente.
Terminei meu banho, enxuguei meu corpo e vestir a roupa.
Sair do banheiro enxugando meu cabelo com a toalha.
Vi o Chishiya sentado na cama de casal, enquanto comia uns biscoitos.
Sim, cama de casal. A gente até teve um briga por causa disso. Ele disse que não achou um quarto com camas de solteiros, ou tavam trancadas, ou não tinha os colchões.
Peguei uns bolinhos e me deitei na cama do lado dele.
— O que a gente vai jogar? — Perguntei.
— Amanhã a gente sobe no terraço e ver os balões das cartas, aí podemos decidir qual vamos. — Ele falou. — Se você quiser ir para outro jogo tudo bem. — Deu de ombros.
Ele se levantou e foi pro banheiro.
•
Já estávamos deitados tentando dormir, Chishiya do mesmo jeito que deitou, ficou na mesma posição.
Eu não parava de me mexer, tentando achar uma posição confortável.
— Se você não parar, eu vou dormir no outro quarto. — Ele falou.
— Vá — Falei.
Ele se levantou e saiu do quarto.
•
Parece que era ele que não tava deixando eu dormir.
Logo quando ele saiu eu peguei no sono.
...
Me acordei com o som da porta abrindo e uma movimento do meu lado dá cama...
Virei e vi o Chishiya tirando o casaco e deitado do meu lado.
— Não conseguiu dormir a princesa. — Falei meio sonolenta.
— Vá se fuder. — Me assustei com o que ele disse, que até me acordei.
— Chishiya — Chamei ele.
— Hum? — Resmungou.
Se virou pra mim e olhamos uns nos olhos do outro...
— Me promete uma coisa? — Perguntei a ele.
— Depende... — Ele respondeu.
— Que você não vai morrer?.. — Perguntei.
— Só se você me prometer, também. — Ele respondeu.
— Certo, é uma promessa. — Falei e continuamos a se olhar.
É impressão minha ou ele tá se aproximando?
Sentir nossos nariz se encontar e sua respiração quente...
Não é impressão não...
Os lábios dele finalmente se chocaram com os meus para um doce beijo, enquanto o polegar dele acariciava minha bochecha e eu segurava com força a camisa dele. esse momento foi muito melhor do que jamais imaginei, e estava prestes a ficar interessante...
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