Capítulo 4

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A família se encaminhava em fileirinha em direção ao condomínio de Jungkookie Marie; Jimin conduzindo-os pelo caminho que já estava decorado em sua mente. Se perguntava se o Angorá o trataria da mesma forma do outro dia, ou se seria gentil como aparentava ser. Quem o visse, logo tentaria carinho em sua cabeça logo de primeira, isso pois ele parecia um gato manso, mas ele se mostrou bem diferente do que Jimin imaginou.

_ Jimin, por que está tão quieto? _ A mãe ômega pergunta enquanto eles atravessam as grades que cercam o condomínio.

_ Conheci um gato ontem... _ Começou, sua mãe deu um pulinho de alegria.

_ E ele era bonito? Qual sua cor e classificação? _ Jimin para ao estar de frente o cercadinho da mansão do Angorá, fazendo seus irmãozinhos e mãe também pararem.

_ Ele é lindo de morrer, branquinho tipo arroz e pelo cheiro de cereja docinho, um ômega como vocês. _ Olha animadinho para sua família.

_ Um ômega vivendo num lugar desse? O que ele tem de especial? _ Yoongi faz a pergunta.

_ Provavelmente é devido à sua cor, os donos sempre preferem os brancos. _ A mãe do alfa murmura, com desgosto.

_ E ele é tão bravinho que eu me tremo todinho só de lembrar. _ Seus irmãos riem quando Jimin se coloca numa posição estranha e arqueia as costas, ficando na ponta das patas.

_ Deixa disso, vá atrás de outro, filho. Você merece um ômega bem doce e gentil. _ Deixa uma lambidinha na orelhinha do alfa, que internamente dá gritinhos de felicidade.

_ Esse lugar não é para bichanos como nós, tato, vamos embora. _ O ômega de Tae murcha as orelhinhas, frustrado.

_ Mas e a comida? _ Yoon toma a frente.

_ Eu busco e vocês ficam escondidos atrás daquela moita. _ O alfa diz, eles o olham desconfiados e inseguros, mas era o único caminho que tinham naquele momento. Sendo assim, se conformam.

_ Ao primeiro sinal de outros híbridos ou qualquer barulho, pica a mula, me entendeu? _ A ômega fica séria e cuidadosa.

_ O máximo que pode me acontecer é uma briga, relaxa. _ Antes de ir, Jimin abaixa a cabeça para receber a bênção da mãe.

_ Vá e volte com segurança. _ A patinha esquerda dela se eleva para alcançar o alfa maior que ela e encosta em sua cabeça, dando a benção a ele. Era um costuma que tinham, sempre que algum deles saía de casa, pois nunca se sabe os perigos que estão aguardando-os no mundo lá fora, sem a proteção de sua família.

_ Venham, quietinhos em? _ Guiou-os pela beiradinha do cercado, seu pobre coração saltitante não parava quieto e Jimin se via interiormente ansioso para ver o gatinho rabugento, mas que possuía um cheiro delicioso e viciante. Jimin arrisca dizer que esse é o melhor cheiro que já sentiu em um ômega antes, incomparável e insubstituível.

Depois de indicar o arbusto perto da varanda da mansão, o alfa caminhou com um pouco de receio para a porta branca onde tinha uma passagem para o Angorá passar, pensando bem se deveria arranhar a porta para pedir o alimento aos híbridos que morassem ali ou se deveria ir no bom e velho roubo felino.

Escolheu a última opção.

Sorrateiro como só um gato pode ser, Park atravessou a passagem na porta e logo estava dentro do lugar. O que percebeu era uma cozinha enorme equipada com móveis modernos e que já cheirava a café da manhã e leite. Hm... fazia tanto tempo que não bebia um leitinho bem quentinho e saboroso que sua boca salivou e ele se lambeu. Silencioso, ele andou até estar de frente com a bancada da pia, subindo nela em seguida.

Tinha leite no fogão cooktop, até saía fumacinha, indicando que estava prontinho para beber, e como estava morrendo de vontade, foi até lá e enfiou a carinha pequena dentro da panela, sem pensar que estava muito quente, e por isso, acabou queimando sua linguinha na primeira bebericada.

O gatinho do condomínio (JJK-PJM) ABOOnde histórias criam vida. Descubra agora