Cap. 8 - Sed

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- Você não vai mais ver ele até pensar em algo. Você me entendeu? - O pai de Nicole mandou e ela negou.

- Não podem fazer isso! Pra que isso??

- Por garantia, não queremos que o que aconteceu hoje se repita.

Nicole saiu chorando para o quarto ao ver que não adiantaria argumentar. Seus pais quase nunca a proíbam de fazer algo, então estava sendo difícil para ela.

Nicole deitou na cama e ficou lá até a manhã seguinte. Os pais dela avisaram que ela não iria para escola até que seus tios chegassem.

Passou a maior parte do tempo na cama preocupada e pensando no que fazer. No segundo dia sem ver o Rafael a ômega havia adoecido, mas dessa vez parecia ser mais grave.

- Mana, abre a porta. Vamos conversar um pouco - Nicolas pediu batendo na porta trancada. Nicole o ignorou e quando seus pais a chamaram para comer ela também não foi.

Seu estômago ainda doía um pouco e não sentia fome nenhuma, estava com uma leve febre e tossia muito.

- Nic, por favor... - Nicolas a chamou novamente antes de se deitar para dormir - O Rafael foi hoje e eu conversei com ele...

Ao ouvir isso Nicole abriu a porta imediatamente, Nicolas a fitou e perguntou preocupado:

- Você tá doente, não é? - Nicole assentiu e o alfa suspirou - O Rafael não tá muito bem também, a paciência que ele não tinha tá completamente zerada agora.

- Hm - Se virou e voltou para cama.

Nicolas entrou e pegou na graveta da cômoda da irmã um kit de primeiros socorros e tirou um termômetro.

- 37.9 - Disse quando o termômetro começou a apitar - Toma esse remédio pra febre e gripe.

Nicole tomou e ficou olhando o alfa, sentia vontade de chorar constantemente pela saudade que tinha de Rafael.

- Vem cá - Chamou a irmã para um abraço suspirando tristemente - Calma, isso vai passar e você vai pode ver ele.

Nicole dormiu depois de ficar um tempo deitada abraçada com o irmão.

- Como ela tá? - O pai deles perguntou entrando no quarto.

- Pior do que eu imaginava. Agora que eles se conheceram fica mais difícil ainda suportar a distância já que ela não tem a mordida.

- Tudo está um caos. Amanhã seus tios chegam e vamos debater um plano.

- Vocês já tem algo em mente?

- Já, mas amanhã conversamos. Vai dormir que amanhã você tem que ir pra aula.

. . .

No dia seguinte Nicole continuou trancada no quarto e não saiu nem mesmo para cumprimentar seus tios quando eles chegaram.

Depois de algumas horas de conversa, Nicolas chamou a irmã:

- A mãe e o pai tão chamando, vem. É sobre o plano deles - Nicole se ajeitou um pouco e foi até a sala.

- Como você tá, querida? - A tia perguntou e Nicole apenas sentou no sofá a olhou triste.

- Precisamos apenas esperar a família Karivie chegar e começamos a conversar - O tio dela explicou dando um sorriso amarelo. Imediatamente Nicole ficou alegre ao ouvir que Rafael estava indo lá.

Não demorou muito e o som da companhia foi ouvido, Nicole levantou rapidamente e correu até a porta. Quando ela abriu, praticamente se jogou nos braços do alfa o abraçando forte.

Seu gesto foi retribuído e Rafael a abraçou firme, puxando o ar para sentir o cheiro da ômega e sussurrou:

- Senti sua falta.

- Eu também - O humor e disposição da ômega melhorar imediatamente depois disso e ela os conduziu até a sala.

- Vamos começar então - Depois que todos se sentaram, o tio de Nicolas e Nicole começou - Nós vamos ter que anunciar às outras alcateias que os lúpus da profecia se encontraram e que os Captivus já declararam guerra contra eles.

- Precisamos pedir a ajuda e o apoio das outras alcateias para podermos lutar contra os Captivus, não vai ser fácil, mas essa é a única saída - O pai dos irmãos completou.

- Certo. E onde nós ficamos nisso? - Rafael perguntou.

- Você vai começar aulas de lutas apenas por garantia para enfrentar ele, somente um lúpus pode matar outro lúpus - Continuou.

- Matar? - Nicole perguntou um pouco preocupada.

- Ou é ele ou um de vocês que vai morrer - O pai de Rafael disse dessa fez.

- E eu? Onde entro nisso - Nicole perguntou.

- Querida, você não vai enfrentar um alfa lúpus. É muito perigoso, mas você pode nos ajudar na retaguarda com certeza - A mãe dela disse e Nicole concordou, mesmo no fundo querendo fazer mais que apenas ficar na retaguarda.

Continuaram a debater outros detalhes e quando era tarde da noite foram comer alguma coisa.

- Eu vou comer em casa - O pai de Rafael disse, mesmo agora tendo que se unirem ele ainda não gostava dos pais de Nicole.

- Fica pra comer com a gente - Nicole pediu à Rafael e ele sorriu assentindo com a cabeça.

Depois de comerem, os pais de Nicole aceitaram deixar o alfa dormir lá, desde que dormisse no sofá.

Nicole pegou um travesseiro e uma coberta para o alfa e o ajudou a se aconchegar.

- Qualquer coisa é só me chamar, meu quarto é o último à esquerda do corredor - Se virou e Rafael a segurou pelo braço e a puxou depositando um selinho na ômega.

- Boa noite - Disse se afastando e Nicole saiu de lá com o rosto vermelho.

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