Simone Tebet
4 dias depois.
Eu e Soraya tivemos uma viagem tranquila, aproveitamos os dias da melhor forma possível. As vezes precisava trabalhar e não conseguia lhe dar atenção, mais nunca vi uma pessoa mais compreensiva e companheira do que ela.
Eu não havia deixado o assunto "Joji" para trás, pesquisei algumas coisas em meu notebook sobre o assunto da morte do pai de Soraya, descobri algumas coisas que talvez nem ela tenha reparado ou percebido.
Eu não iria deixar aquilo passar.
Soraya dormia toda vez que eu estava ao seu lado pesquisando e vendo histórico do assunto. Ela pediu que eu deixasse o assunto quando chegamos no nosso quarto aquela noite. Eu não consegui.
Sei que eu deveria fazer o que ela havia me pedido, mais o quanto seria injusto deixar o legado da familia de Soraya na mão de um mal caráter, caso essa realmente seja a verdade.
Nunca.
Agora eu estava no telefone com Anielle , que é advogada e expliquei algumas coisas a ela. A mesma ficou me mandar imagens arquivadas do tal contrato onde a empresa foi passada para Joji . Me explicou um pouco sobre o acidente de Leopoldo e Esmeralda, o que me deixou com uma pulga atrás da orelha.
O carro do pai de Soraya tinha sido revisado antes deles partirem para viagem, algumas horas antes pra ser mais exata. Ele tinha levado na oficina de seu amigo que sempre ia e estava tudo certo para saírem de tarde. E de repente o carro capotou? O caso não contava muita coisa, foi encerrado sem nem mesmo uma investigação básica.
- Atrapalho? - Ouvi Tamara dizer , olhei para frente vendo ela entrando na sala, fiz sinal que ela se sentasse e aguardasse.
- Tudo bem, me liga se souber de mais alguma coisa. - Falei e logo me despedi de Anielle, agradecendo.
Comecei a explicar a situação a Tamara e vi a mulher surpresa com tudo, estava de boca aberta. A mesma começou a supor as mesmas coisas que eu.
- Acha que talvez o acidente foi culpa de alguém e que esse mesmo alguém passou a perna em Soraya? - Tamara disse, concordei devagar.
- Sei que não posso acusar ninguém. Que não tenho provas de nada, mas Tamara são muitos furos, se isso for verdade, esse cara fez tudo como um burro e Soraya.. meu deus.. Soraya teria passado por tudo aquilo em vão, o pai dela era apaixonado por ela , ela mesma me disse que ele nunca foi viciado em nada e que ela tinha certeza. Não faz sentido Tamara. - Falei sorrindo em desdém. - Ele não esperou nem 3 dias dada a morte dos pais dela, para a colocar na rua... é um absurdo para alguém que dizia ser seu melhor amigo.
- Se for verdade...Soraya seria tão cheia do dinheiro quanto você. - Tamara disse levantando e rodopiando pela sala pensativa.
Ouvi a porta abrir e vi Soraya entrar, fazendo eu rapidamente fechar as pastas em cima da minha mesa. A mesma se assustou com meu susto e me olhou desconfiava.
- Desculpa não ter batido. - Ela falou me encarando. - Eu posso voltar outra hora.
- Pode ficar, não atrapalha. - Falei dando a volta pela mesa e indo até ela. Dei um selinho em sua boca e fechei a porta por ela. Sentindo que ela ainda me olhava desconfiada.
Ela sabia que eu estava escondendo algo.
- Vamos almoçar? - Tamara falou mudando de assunto e me salvando de milhares de perguntas. Concordei rapidamente.
- Vamos. - Falei puxando a mão da mulher ainda intrigada.
Fomos almoçar e quando sentei na mesa , primeira coisa que fiz foi ligar para minha menina. Que estava na casa do estrupício do pai.
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SIMONE ( Simoraya )
Science-FictionSimone tem 37 anos, mulher madura e com muitas coisas na costa para se responsabilizar, inclusive sua filha de apenas 5 anos. Dona de vários hotéis espalhados pelo mundo. Soraya uma menina de apenas 21 anos, com a faculdade trancada por falta de din...
