Capítulo quatro.

162 44 29
                                    


~" 8/10 

— Beom, você me ama? 

— Ué, claro que sim! Por que está me perguntando isso? 

— Às vezes tenho medo de amar sozinho.. 

— Comigo isso não irá acontecer, porque eu te amo muito! 

— Mais do que você ama as margaridas da primavera? 

— Sim! Amo elas e você."~ 

Observando os vagalumes dentro dos potes, Taehyun e eu nos conversávamos sobre quais nomes deveríamos dar aos pequenos insetos. Até nossos olhares e sorrisos se encontrarem, fazendo ambos ficarem com as bochechas coradas. 

— Gyu, você sabe o que é um beijo? - Ele me perguntou em um tom meio tímido. 

— O quê? Que palavra estranha é essa? Eu acho que nunca a ouvi antes. - Fiz uma expressão confusa, o observando.

Sem nada me dizer, ele deitou-se ao meu lado, fitando meus olhos curiosos. 

— Eu ouvi dizer que é uma forma de demonstrar carinho a alguém. - Finalmente disse, virando-se de frente para mim. 

— Carinho? Então, como se faz isso? - Retruquei, brincando com os dedos. 

— Duas pessoas devem encostar os lábios uma na outra, e bem, isso é um beijo. - Taehyun me respondeu, sorrindo. 

— Encostar os lábios? Isso é certo? 

— Pelo visto, é sim. Quer tentar? 

Fiquei receoso com a proposta por um momento, eu nunca havia visto algo assim antes, porém, confiando nele, eu aceitei.

— Uhm, pode ser!

— Então vem aqui, chega um pouco mais perto. 

E aproximando-nos um do outro, sinto a mão macia de Taehyun tocar minha bochecha, ele sorriu inocentemente para mim. Aos poucos, seus olhos se fecham, e eu, mesmo que confuso, fiz o mesmo até que os nossos lábios então se tocam. Minha respiração ficou um pouco descontrolada, em meio ao nervosismo de testar algo novo pela primeira vez, e meu coração começa a bater um pouquinho mais forte. Poucos segundos depois, ele se afastou, e antes mesmo que eu pudesse abrir os olhos novamente, sinto seus lábios tocarem os meus novamente. Ao fim do beijo, ele sorriu para mim, que fiz o mesmo. 

Taehyun havia acabado de me beijar duas vezes, eu estava sem reação, a nova experiência da qual nunca vivenciei antes fez meu coração sair de sincronia. Vendo tudo aquilo, ele riu baixo, direcionando o seu olhar brilhante para aos poucas frestas da luz lunar que adrentravam o limbo. 

— O que achou? 

— Eu.. gostei bastante.

Apesar do pequeno desespero, por não saber o que fazer, aquele sentimento de algo parecido com carinho tomou conta de meu ser, levando-me a gostar do ato. O sorriso envergonhado de Taehyun tão belo era que deixava-me hipnotizado. 

— Tae.. Quando tempo será que falta para irmos embora daqui? 

— Sendo sincero? Eu não sei Beom.. Mas vamos ficar despreocupados, hm? 

Assentindo, suspirei. Taehyun acariciou minhas mãos, dando-me um sorriso leve. 

— Já deve ser tarde à esta altura do tempo, não acha melhor irmos dormir? 

— Eu me sinto meio cansado, então sim, seria melhor. 

Taehyun se levanta para dar uma olha em volta, assegurando-se de que estávamos seguros. Eu adentro a barraca e me deito, encolhendo-me por causa do frio. Poucos minutos depois, quando já quase adormecido, vi a figura de Taehyun também entrar na "barraca", entre várias aspas, deitando-se ao meu lado. 

— Beom? - Ele me chamou baixinho. 

— Hm..? - Murmurei, sonolento. 

— Está com frio? - Me perguntou, preocupado. 

— Um pouco. - Respondi, me virando de frente para o mesmo. 

— Vem, me abraça. - Taehyun ofereceu, levantando um pouco o braço, abraçando-me quando cheguei mais perto. 

— Isso me lembra de quando éramos pequenos. - Eu sorri docemente, com as memórias de infância. 

— Eu ia dizer o mesmo, sabia? Mas bem, boa noite! -  O mesmo retribuiu o sorriso. 

— Boa noite, Tae. 

Kang logo adormeceu, ao contrário do que fiz, que apenas foi escutar o barulho da fogueira e admirar a beleza adormecida do rapaz, com um pequeno sorriso bobo no rosto. Eu me sentia como outra pessoa ao lado de Taehyun, eu me sentia mais feliz e confortável, era como se meu coração precisasse dele a cada dia que se passava, ele era como a luz do luar que iluminava as noites mais geladas e escuras. E de tanto pensar em coisas parecidas, minhas pálpebras fecharam-se e eu adormeci.

NeverlandOnde histórias criam vida. Descubra agora