Último andar
da
felicidade.
(Capítulo Único)
☆
Naquele nobre bairro do Rio de Janeiro, o então casal largamente invejado por muitos, e, famoso pelo amor notavelmente único e abundante entre eles, está separado!
A notícia pegou todos de surpresa, deixando muitos incrédulos.
》...《
Nos últimos vinte minutos, Sean permaneceu de pé em frente à janela em sua sala; ele observa o jardim no quintal de sua propriedade.
Pela primeira vez ele analisa, minuciosamente, cada rosa e flor nos quatro cantos do lindo jardim. No entanto, para seus olhos, a beleza está fosca em cores mortas. Os pássaros e o resto da natureza estão inaudíveis às tantas reflexões e lembranças que lhe preenchem a mente.
É explícito, em seu semblante, a desolação torturante pela então separação indesejada. Sua inércia e silêncio nunca fora tão respeitados.
Parentes e amigos lhe observam calados.
Decidiu eliminar a calada ao parafrasear, em tom plácido, uma de suas observações mais famosas:
- O universo nunca medirá ações para nos manter no caminho de nosso destino; o que tiver de acontecer, sempre vai acontecer!
Mesmo já dita inúmeras vezes, desta vez a frase carregou uma peso dramático pela excepcional situação.
Alguns já sabem o que estar para acontecer nas próximas horas: Aquela famosa história será narrada pelo homem de coração inconsolável.
Não tardou quando voz de Sean tornou a dizimar o ensurdecedor silêncio expondo uma voz tão fraca quanto decidida:
- Em 1963 - falou ainda de olhos firmes no florido viridário -, para ser bem exato, no dia treze de agosto do ano de 1963. Eu tinha vinte e seis anos...
《 ... 》
- Preto. - Respondeu o cliente vestido à advogado.
- Açúcar ou adoçante? - Perguntou a atendente mantendo a sensualidade do olhar ao encarar os olhos azuis do cliente do outro lado do balcão.
- Nem um nem outro; amargo!
- Nossa! É sério?! - Espantou-se.
- Sim, é sério.
- Está ficando raro encontrar quem beba café sem açúcar! - A atendente mostrou, ligeiramente, os dentes num sorriso revelador.
O blazer do terno do cliente, não conseguia esconder o corpo bem formado em músculos, nada exagerado, porém, perceptível e harmônico à beleza do homem loiro e de rosto másculo à sua frente.
- Qual é o seu nome? - Perguntou o cliente.
- Lurdes. -
- Um prazer, Lurdes! Eu sou Sean.
- Nossa, que nome bonito!
Sean sorriu agradecido e perguntou aonde que ficava o banheiro. Deixou o lugar, após receber as indicações do cômodo desejado.
...
- Estivesse pensando - indagou Sean sem deixar o assunto falecer, assim que retornou. - Muito raro não beberem café sem açúcar?! Deveria ser o oposto! Sabia que se não existisse o açúcar, não existiria o câncer.
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Contos Multiplos.
HorrorNota do autor. Encontrarão nas páginas seguintes, contos em CAPÍTULO ÚNICO, nos quais abordarão temáticas e gêneros variados. ☆ Histórias incríveis e surpreendentes. #Suspenses; #Dramas; #Romance;#Ficção-científica #Terror; #Comédia... DIVIRTAM...
