Em um hospício, Cellbit, um jovem diagnosticado com depressão acaba sendo internado em um hospital psiquiátrico após um grave ocorrido. O que ele não esperava era que, três meses depois esbarraria em Roier, um jovem que jurava por tudo que estava mo...
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30 de agosto de 2022.
Ainda que eu não queira, ainda que tente convencer que é culpa da minha falta de sono ou então sobre eu estar negligenciando hábitos alimentares consigo e tenho motivos o suficiente para ter certeza que há algo acontecendo comigo. Não consigo mais diferenciar sobre o que é normal e o que não é, não consigo mais distinguir a maldade da bondade porque meus atos são... estranhos.
Não me sinto muito bem, mas não estou doente, estou farto. Todos querem se livrar de mim, querem postar minhas fotos na internet como meio pornográfico e depois irão me abandonar! Sei disso, sinto isso! Elas me dizem isso, e não sei porque, mas algunas vezes acredito e faço o que elas pedem. Ao mesmo tempo que é assustador, parece ser o melhor a se fazer.
Atualmente, meu pai tem ficado muito decepcionado comigo; ele é mau! Já sei o motivo, já esperava que seu monstro interior se revelaria a qualquer momento. Eles vão me matar, vão se livrar do meu corpo, vão me queimar vivo. Meus pais me querem longe deles. Eles me vêem como uma criatura má, mas eu... não sou, certo?
- VOCÊ NÃO ENXERGA ISSO?! É UM MONSTRO! - Ouço a voz do meu pai ecoar pela casa. - É UMA PRAGA! EU FALEI QUE SERIA BOM UNGIR ESSA COISA!
- Amor, não foi culpa dele! Você sabe... o diagnóstico e.... aquele equívoco; nós deveríamos ter prestado mais atenção.
- A CULPA É NOSSA?! ELE ACABOU COM O SOBRENOME DA NOSSA FAMÍLIA!
- Ungir ele em uma religião na qual nem fazemos parte iria funcionar?! Por favor, ele é o seu filho!
- PORRA! NÃO ME LEMBRE DESSE ERRO!
Enquanto os dois estão discutindo no corredor, estou apenas de cabeça baixa, sentada no chão, em meu quarto escuro enquanto algumas lágrimas silenciosas caem dos meus olhos. Me sinto muito mal, eles estão bravos comigo e agora querem se livrar mais de mim. Sou um problema, é difícil sobreviver.
Elas vão e voltam piores; elas me atormentam, não sei o que estou fazendo ou deixando de fazer. É tudo confuso para mim.
- Psiu... Roier.
- Eles não te querem mais.
- Você é uma praga... por que fez aquilo?
- Morra.
- Mate.
- Eles estão olhando para você.
- Roier.
Sombras escuras começam a invadir a minha visão e as vozes ficam cada vez mais altas. Estou assustado, não consigo mais viver assim! É horrível, é estranho! Estou preso neste pesadelo sem fim; o mundo é cruel assim com todo mundo? Por que o mundo é cruel com todo mundo? Sou só eu? Por que eu? Por que eu?! Por que eu?!
Estou gritando, minha garganta está rasgando, mas sinto que nada funciona porque elas não somem. As vozes são horríveis, os monstros que me perseguem me torturam, saber o que querem fazer comigo é uma tortura.
Rivers tentou me matar. Isso é uma tortura.
- Filho? Está tudo bem, 'tá? Vai ficar tudo bem, se concentre em mim.
- POR QUE ESTÁ CONSOLANDO ESSE PERTURBADO?!
- Não tem como escapar.
- Roier, confie: você vai morrer.
- Mate todos e então, estará livre.
- Idiota, Forever... a culpa é sua!
- MORRA! É A ÚNICA FORMA!
- Filho? Olhe 'pra mim, vai ficar tudo bem. Insisti para que deixassem eu mesma te levar ao hospital psiquiátrico, vai ficar tudo bem.
- VOCÊ PODE PARAR DE GRITAR?! SEU DOENTE! VOCÊ É A PORRA DE UM CRIMINOSO!
De repente, no meio das criaturas que tocam em meu corpo de forma dolorida, vozes que me deixam assustado e tanta tortura psicológica, vejo meu pai se transformando em um maldito monstro; ele estava se aproximando cada vez mais de mim e da minha mãe. Seu sorriso é coberto de sangue. Sinto o cheiro enjoado das lágrimas e de vários corpos mortos há semanas.
Eu vou morrer, não adianta fugir. Posso correr, posso me esconder, mas eles sempre me acharão.
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