25 - the guitar notes

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— O que eu quiser? — ele disse, um sorriso cínico se formando em seus lábios

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— O que eu quiser? — ele disse, um sorriso cínico se formando em seus lábios. A provocação estava no ar, e ele se aproximou, quase colando seu rosto ao de Jisung, que mantinha uma expressão neutra, mas seus olhos traíam uma curiosidade latente. — E se eu quiser te beijar agora mesmo? — sussurrou, a voz baixa e carregada de intenção. O cheiro do perfume dele envolvia Jisung, e por um instante, o mundo ao redor parecia desaparecer.

— Eu diria que a vida é muito curta para não aproveitar cada momento que lhe oferecem — respondeu Jisung, um sorriso travesso dançando em seu rosto enquanto puxava levemente a gola da camisa do assassino. Os dedos dele eram quentes e firmes, provocando um arrepio que subiu pela espinha de Jisung.

— Agora você não se importa mais — continuou Minho, seus dedos acariciando os ombros do guitarrista com uma suavidade inesperada. Jisung o olhava com uma intensidade diferente, como se estivesse tentando decifrar um enigma complexo. Uma mistura de emoções passava por seu olhar, desafiando a frieza que costumava exibir.

— Você realmente mudou muito, Han Jisung — disse Lee, sua voz suave como seda. — Seus olhos me dizem que dessa vez não está tentando me usar como da última vez.

Jisung sentiu um frio na barriga com as palavras dele. Era verdade; havia algo diferente no ar entre eles. Ele respirou fundo antes de responder:

— E os seus olhos me mostram o quanto você queria sentir o sentimento que está sentindo agora — respondeu Jisung, a confiança crescendo dentro dele enquanto encarava Lee diretamente.

Lee sorriu de maneira sombria e sedutora.

— Jisung... Eu te odeio com todas as minhas forças — disse ele, sua mão deslizando até o pescoço do mais novo. O toque era firme e possessivo ao mesmo tempo.

Então, sem aviso prévio, Minho puxou Jisung para mais perto e o beijou com uma intensidade avassaladora. Os lábios deles se encontraram em um choque elétrico; foi um beijo carregado de paixão e raiva, onde o desejo e o desprezo se entrelaçavam como chamas dançantes.

O guitarrista permitiu que Lee tomasse a dianteira, os lábios pressionados contra os dele em uma batalha silenciosa de vontades. O beijo era tudo menos inocente; havia um turbilhão de emoções fervendo sob a superfície.

O sentimento entre eles estava longe de ser um amor divino ou genuíno; era uma mistura caótica de ódio e desejo que queimava intensamente tanto por dentro quanto por fora. Quando estavam juntos, tudo mudava; a linha entre amor e ódio tornava-se indistinta e confusa.

Enquanto os lábios se moviam em sintonia desgastada pela tensão acumulada ao longo do tempo, ambos sabiam que aquele momento era apenas uma fração do que realmente sentiam. A intensidade daquela conexão era palpável, como se o mundo ao redor estivesse prestes a desmoronar sob o peso da verdade não dita entre eles.

— Minho! — Changbin batia na porta com uma insistência quase cômica, sua voz ressoando pelo corredor. — Você não disse que a gente ia embora rapidinho? — ele dramatizava, fazendo uma careta exagerada. — Tá tão tarde... acho que vou chorar ou dormir aqui mesmo!

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