21-Finαlmente em Cαsα

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Newt estava gostando bastante de estar no banco do passageiro, embora continuasse lançando um ou dois olhares para Aspen no banco de trás, enviando ao menino um sorriso suave.

Uma vez mais fundo nas montanhas, chegaram a uma encruzilhada e deixaram o veículo. Carros, enferrujados e abandonados, amontoavam-se em direção a um túnel.

Jorge suspirou. "Bem, acho que estamos a pé."

Quando o grupo começou a caminhar pela estrada, contornando os veículos que se aproximavam, os corvos grasnaram serenamente. O que não foi sereno foram os tiros que se seguiram.

Aspen praticamente se jogou atrás de um veículo próximo, errando por pouco o tiro que atingiu o próprio carro atrás do qual ele se escondia. Sua respiração ficou presa na garganta ao pensar em Newt.

Ele só esperava que o garoto não levasse um tiro.

Os tiros cessaram. "Ei, está todo mundo bem aí?" — gritou Thomas.

"Estamos bem."

Aspen zombou. "Sim, sim, bem."

Newt ficou inacreditavelmente aliviado ao ouvir a voz de Aspen. "Alguém sabe de onde vieram aqueles tiros?"

Aspen saiu de trás do veículo, observando os atiradores acima antes que eles o avistassem e atirassem mais.

Jorge gritou: "Todos, preparem-se para voltar correndo para o caminhão! E segurem os ouvidos!"

"Filho da puta", Aspen sussurrou para si mesmo antes de uma arma engatilhada perto de sua cabeça.

Ele virou a cabeça, olhando para a loira que segurava a arma contra sua cabeça. Ele ficou parado com cautela, a garota mantendo a arma por perto enquanto o guiava para longe do carro.

Havia outra garota apontando uma arma para Jorge. "Eu disse para largar! Fique de pé, vamos, vamos! Mexa-se! Volte!"

"Fácil." Jorge cooperou agradecido, pois a garota mantinha a arma perto da cabeça de Aspen, ele era uma garantia caso algo desse errado. Newt observou Aspen e a garota aparecerem, respirando fundo.

"Vocês dois, venham aqui agora. Vamos, vamos! Não sejam estúpidos, andem."

Aris saiu, a mulher o reconhecendo claramente.

"O que diabos você está fazendo aqui?" Eles se abraçaram, Aspen virou a cabeça para a garota que apontava a arma para sua cabeça.

"Você vai manter isso aí ou vai me deixar ir?"

A garota baixou a arma lentamente, antes de caminhar até Aris e a outra garota. "Aris, você teve sorte de não termos atirado em você, seu idiota. Você está bem, cara?"

As sobrancelhas de Fyrapan franziram-se, a boca aberta. "Uh, o que está acontecendo?"

Aris sorriu, reunido. "Estavamos no labirinto juntos."

Uma das garotas, de pele mais escura e cabelos trançados, assobiou ao longe. "Entendemos, pessoal! Venham!"

O grupo foi conduzido para uma nova área, onde foram encaminhados em caminhões e conduzidos pelo terreno. Eles finalmente chegaram a uma espécie de base. O braço direito.

Aspen olhou surpreso, Newt apertando sua mão com um sorriso tranquilizador. "Conseguimos..."

Eles foram conduzidos por um homem, claramente algum tipo de líder. Minho se animou: “Achei que o Braço Direito fosse um exército”.

"Sim, eramos." O homem, Vince, caminhou em direção ao grupo. "Isso é tudo o que resta de nós. Muitas pessoas boas morreram para chegarmos até aqui. Quem são eles?"

"Eles são imunes. Peguei eles subindo a montanha." A garota informou.

"Você os checou?"

"Eu conheço esse cara, Aris. Confio nele."

"Bem, eu não, verifique."

Brenda gemeu antes de cair no chão com um suspiro. Ela foi mordida.

"Isso acabou de acontecer, ok? Ela ainda não é perigosa." Thomas tentou fazer com que Vince se afastasse enquanto apontava uma arma para Brenda.

"Você não deveria tê-la trazido aqui! Se deixarmos Cranks entrar aqui agora, o porto seguro não dura uma semana! Dê um passo para trás!"

"Eu entendo, certo? Apenas escute, por favor. Por favor, ok? Eu disse a ela que você poderia ajudar. Tem que haver algo que você possa fazer." O coração de Thomas estava acelerado, ele não suportava ver Brenda daquele jeito, mas vê-la morta seria um milhão de vezes pior.

"Sim, existe." Vince engatilhou a arma: "Posso acabar com seu sofrimento."

"Vince! Já chega! Deixe-o ir." Uma mulher avançou em direção a eles com uma presença imponente.

"Ela está infectada, doutora. Não há nada que possamos fazer por ela."

Ela sorriu ao ver Thomas: "Não, mas ele pode. Olá, Thomas."

"Você me conhece?"

"Interessante. Faz sentido que eles tenham colocado você no Labirinto." Ela olhou para Newt e por sua vez viu Aspen. "Aspen..."

"O que?"

A mulher olhou para baixo com pena. "Eu conheci sua mãe", ela suspirou, "e seu pai. Sinto muito pelo que ele fez."

Aspen deu um passo à frente. "O que você está falando?"

"Você não sabe? Seu pai trabalhava para W.C.K.D. Ele entregou você a eles."

Aspen engasgou quando sua respiração acelerou e ele abriu a boca, tentando encontrar as palavras. "Ele não faria isso. Meu pai não faria isso, ele me amava. Ele amava, não é?"

"Você sabe que ele não é seu pai biológico."

Newt apertou a mão de Aspen, numa tentativa desesperada de confortá-lo.

"Sim, mas isso não significa que ele não me ama."

As mulheres fecharam os olhos por um momento enquanto ela respirava fundo. "Jeffery só se casou com sua mãe porque sabia que você era imune e precisava de uma cobaia. Se ele não desse algo à W.C.K.D., e logo, eles iriam demiti-lo. Então ele deu você a eles."

"Então, ele nunca me amou, ou a minha mãe." A respiração de Aspen desacelerou enquanto ele se afastava com raiva, nem mesmo permitindo que a mulher terminasse.

Newt gritou por ele, mas não o seguiu, sabia que o menino precisava ficar sozinho.

Aspen ficou no topo de uma colina rochosa, a uma distância razoável do acampamento, mas ainda próximo. Ele assistiu em um silêncio feliz enquanto o sol começava a se pôr, cobrindo o céu com uma linda cor laranja.

Passos se aproximaram atrás dele e ele não precisou dizer nada para Aspen saber que era Newt. O menino sentou-se ao lado de Aspen, segurando sua mão e apoiando a cabeça em seu ombro.

Ficaram assim, no silêncio, enquanto observavam o sol se pôr lentamente, além do horizonte. Eles o admiraram com uma sensação de lar que não sentiam há muito tempo.

Casa, não era o Braço Direito, sim o outro.

Finalmente em casa.

✓| DisconnectionHistórias para pegar e não largar. Descubra agora