Naruto Uzumaki era um ômega solteiro em busca de um companheiro alfa para se casar. Por isso, recorreu a uma agência especializada que o arranjasse um bom pretendente.
Depois de um número cansativo de encontros com alfas perfeitos, restou apenas o n...
Enquanto Sasuke terminava de se banhar, Naruto ponderava sobre o que viria a seguir. O cio do mais alto até podia ser atípico, mas ainda assim teria um ponto alto e um final, como todos os outros.
Considerando o tempo que despenderam naquela provação, ele imaginava que esse momento estava mais próximo do que nunca. Seria inevitável que o Uchiha se sentisse tão necessitado que abandonaria a racionalidade, principalmente por estar se privando do tipo de sexo que seu corpo pedia.
E quando a hora chegasse, Naruto teria de ajudá-lo. Embora ele tentasse manter a mente aberta sobre isso, algo dentro dele revirava suas entranhas com as possibilidades. Se Sasuke demandasse que o Uzumaki fosse o ativo ele não saberia como dizer a ele que não se sentia confortável em estar por cima...
Não que ele odiasse a ideia, a verdade era que ela simplesmente nunca havia passado por sua cabeça, e no momento em que o fez, seus instintos primitivos idiotas a reprovaram imediatamente.
Mas se para ele parecia difícil de aceitar, para Sasuke, que passou os últimos anos acreditando ser um alfa, também não devia ser tão simples assim ir contra "a natureza dele". Como ele pôde ser tão receptivo com o beta? Teria sido porque tinha um ômega excitado montado em seu pau e isso o distraía do que realmente acontecia?
Era uma possibilidade.
Sasuke se atraía pelo Uzumaki, era um fato, mas ele desejava tê-lo como um ômega ou esperava que o loiro agisse como o seu alfa?
Quando ponderava sobre aquela sua primeira noite e também sobre os outros momentos em que foram íntimos, Naruto não conseguia ler em seus olhos. Mas ele também não perguntaria. Ele não se sentia pronto para nenhuma resposta que obtivesse.
Aproveitando-se de que o outro estava ocupado no banheiro, resolveu ir até a própria suíte e respirar um pouco de ar puro.
Ele não soube quando foi que os feromônios de Sasuke deixaram de ser tão incômodos para se tornarem suportáveis e quase indolores. Ainda não excitavam, nem instigavam Naruto a nada, mas pelo menos inalá-los já não o fazia mais querer desmaiar.
"Já fazem quantos dias que Sasuke está assim? O pico do cio chegará e quando isso acontecer, preciso estar preparado para lidar com ele..."
O Uzumaki suspirou e tirou do bolso o celular. Inspirou profundamente a brisa fresca que vinha do lago e começou a analisar cautelosamente o catálogo virtual de uma lojinha. "Espero que eles entreguem nesse bairro".
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Sasuke saiu do banho e encontrou o ômega menor deitado, cochilando. Suas feições suaves e despreocupadas eram tão angelicais. Ele queria tomar o rosto pequeno entre as mãos e eternizá-lo em uma pintura.
Definitivamente quando o cio acabasse, ele tornaria Naruto uma obra de arte em aquarela com seus pinceis.
Com cuidado para não o acordar, deitou-se ao lado dele, encarando-o mais perto, já que tinha tal privilégio.