Josh é filho do dono da máfia "Kyle", rival da máfia "Bardot", as máfias são arqui-inimigas e estão sempre em pé de guerra. Savannah é a futura herdeira da máfia Bardot, e acaba se esbarrando em Josh sem saber de sua família, no que será que esse am...
Antes do capítulo começar, queria avisar que pode gerar um certo gatilho, afinal, Sav sofrerá tortura psicológica e física. ____________________________________
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Eu e Josh não tínhamos contado a ninguém a localização de meus pais, só Sabina sabia. E logo entendi o motivo de estar lá, queriam que eu revelasse a localização deles.
Eu estava sentada em frente a mesa, e logo a mulher se levantou e me algemou na mesa, eu não estava realmente entendendo o motivo de ficar presa ali.
- Bom, temos duas opções, ou você fala onde seus pais estão, e acabamos com isso, ou terei de ir para a segunda opção, não muito legal para você.
Eu vi uma espécie de chibata na mão da mulher, e entendi a "segunda opção", a intenção dela era me chicotear caso eu não falasse nada.
- Vou deixar você pensar. Não temos muito tempo.
Eu não a respondi, fiquei muda. Claire não ficou nada feliz com a minha reação. E logo às chibatadas começaram. Eu gritava, e chorava de dor, eu sabia que se eu revelasse tudo ficaria bem, mas sabia também que pegariam meus pais desprevenidos, e sabe-se lá o que aconteceria com os dois. A mulher parou a ação.
- Tem certeza de que não falará nada?
Continuei sem respondê-la, e então ela voltou a me bater, os golpes eram aplicados nas costas, continuei esperneando, e tentando me soltar, me contorcia, gritava, fazia tudo para tentar sair dali. Sentia um cansaço muito grande, e as dores o piorava, e simplesmente, tudo virou uma tela preta.
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Era de tarde, meu telefone tocou, era o número desconhecido que me avisava sobre a Savannah, recebi uma foto dela, Sav estava desmaiada e jogada no chão de uma sala um tanto quanto familiar, as costas dela estava vermelha e aparentemente inchada. Saby estava ficando na nossa casa, fui até ela mostrar o que havia recebido. Eu estava em choque, me senti a pior pessoa do mundo, na minha cabeça, se Savannah tivesse seguido o conselho de Sabina, de não se envolver comigo, ela estaria bem.
Eu e Sabina acabamos chorando, ambos sentindo sua parcela de culpa na situação. Alex acabou escutando e indo em nossa direção.
- O que foi? Está tudo bem? Parei de chorar, e apenas abracei Sabina, e ele acabou vendo a foto, que estava nas mãos de Sabina.
- Que porra? Eu juro que se eu encontrá-los... - Nós vamos! E logo, esse quarto me parece familiar, te remete a algo? Perguntei para meu irmão. - Não, será que você não foi lá sozinho? Eles costumavam te levar para pontos da máfia. - Eu não consigo me lembrar... - Se concentra. Você não pode falar com algum funcionário? Alguém deve saber! - Não, se isso for realmente onde me levavam, o acesso é restrito, e o pessoal que ia, bem, não estão mais entre nós.
Eu e Alex ficamos supondo localizações, mas nada parecia fazer realmente sentido. Sabina tentava contado com os tios, e nada. Eu estava muito abalado com a situação, mas sabia ter que me manter focado, eu tinha um objetivo e iria alcançá-lo, e em breve. Sabina, por outro lado, não conseguia ficar nem 2 horas sem chorar, vivia tomando remédios para dormir, Pepe e Bailey se preocupavam e ficavam sempre tentando ajudá-la. Alex e eu tentamos não falar tudo para Sofya, sabíamos que ele não poderia ajudar, ela nunca teve contado com os crimes cometidos, e não ajudaria nada ter outra chorando. Alex ainda estava com muito ódio, ele queria matar os pais a qualquer custo.
Noah não estava muito conosco. Bina falou ser culpa, ou algo relacionado, mas acredito que não. Ele mal tentava ajudar, ou apresentava rancor, mas de qualquer modo, cada um reage de uma maneira.
O que mais me desgastava era pensar no que ela estava passando no momento? Eu aguentaria tudo aquilo, sempre aguentei, mas ela? Ela nunca passou por nada se quer parecido! Eu só queria trocar de lugar com ela, poder protegê-la, e ela realmente falou a verdade quando me falou que me protegeria. "Eu vou te proteger, loirão" a voz dela ecoava na minha cabeça, pensando que ela realmente manteve a promessa, "eu até gosto da sua proteção", porra, eu era um inútil! Me sentia incapaz, impotente, e eu sabia que era verdade. As palavras dos meus pais, que eu ouvi desde que comecei a andar, também martelavam na minha cabeça, "você é ingrato, incapaz, covarde, irresponsável, preguiçoso, imaturo, incompetente", esses eram os que mais me vinham a cabeça, mas tinham muitos outros que eu ouvia, tudo seria diferente se eu tivesse os matado quando eu tive a ideia. O único dever que eu tinha, era cuidar dos gêmeos, e foi o que eu fiz a vida toda, nunca escolhi fazer aquilo, mas, cuidar da Savannah foi o que eu realmente quis fazer, e mesmo assim, fracassei terrivelmente. Eu servia para quê?