Josh é filho do dono da máfia "Kyle", rival da máfia "Bardot", as máfias são arqui-inimigas e estão sempre em pé de guerra. Savannah é a futura herdeira da máfia Bardot, e acaba se esbarrando em Josh sem saber de sua família, no que será que esse am...
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Lá estava eu, contava os dias, mal consegui dormir a noite, minhas costas doíam, e muito. Não sabia se aguentaria outra agressão. Tentava me manter firme pensando em minha família, sabia que eles precisavam de mim, e logo, viriam me buscar. Eu sabia disso, eles não me deixariam na mão.
Eu não tinha comido desde que tinha chegado, já era meu terceiro dia. Olhei para a pia, e percebi que seria minha única saída, viver da água que saía de lá. Era minha única opção.
Assim eu fiz, levantei cuidadosamente, estava extremamente fraca, minha cabeça rodava, e eu estava quase desmaiando. Fui cambaleando até a pia, cai sobre meus joelhos, perdendo minhas forças. Consegui alcançar a torneira e fui tomando cuidadosamente a água que caia, apesar de pouquíssima água cair. A pressão era muito baixa, mas já alivia muita coisa.
Passava o dia tentando pensar em um jeito de fugir de lá, mas não haviam janelas, só uma pequena na porta para a circulação do ar. A porta ficava trancada e era um porta toda vedada. Eu não tinha força o suficiente para quebrar ou arrancar algo, fui perdendo as esperanças.
Engatinhei até a cama, tentando descansar enquanto podia, ficava metade do tempo dormindo, e a outra pensando nos outros.
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Eles ainda não tinham me mandado nada ainda, eu, Alex e Sabina decidimos ir para a nossa antiga casa, afim de achar pistas, ou algo relacionado.
- Acham que ela tá bem? Será que ela está aguentando tudo? Eles não mandaram nada ainda... Sabina perguntou enquanto estávamos a caminho da antiga casa.
Estava em outra dimensão, aquele caminho era muito difícil sem ela, costumávamos ir conversando, ou só se encarando, mas era tudo diferente. Estávamos tão acostumados com aquilo, e de repente, não estava mais acontecendo. E a culpa novamente era de meus pais. Eles não toleravam nenhum tipo de felicidade, ninguém podia ser feliz, eles não eram, então ninguém deveria ser.
-JOSH! O CARRO! Alex gritou e puxou o volante, saindo do caminho.
Todos estavam em choque, que merda. Quase matei todos, por conta de duas pessoas desprezíveis, eu odiava eles, eles estragavam tudo, tudo.
Finalmente chegamos na casa.
Alex abriu a porta e entrou com Sabina. Parei em frente à porta, respirei e finalmente entrei. Tínhamos certeza de que eles estiveram lá antes de irem atrás da Sav. A casa estava revirada.
Sem pensar, fui direto ao meu quarto, tudo estava do jeito que a Savannah deixou. As roupas jogadas no chão, a roupa de cama bagunçada, nem ligamos para nada, só queríamos fugir daquele inferno. Ela me tirou de um, e eu fiz o favor de enfia-la em outro.
Peguei uma blusa específica, Savannah dormia com ela sempre que a blusa estava limpa. Abracei a blusa, enquanto desejava tê-la nos meus braços, derramava lágrimas pensando em todas as memórias no quarto. A traumática briga por conta da Karen, a primeira vez que ela me viu chorar, as vezes que só ficávamos deitados, curtindo nosso momento juntos.
-Loiro, não achamos nada. Alex disse para olharmos as câmeras de segurança, vamos.
Sabina quebrou meu transe, e então a segui, entramos no escritório do meu pai, o único lugar que dava para acessar as câmeras. Alex desbloqueou o computador com a data de aniversário dele, o que não foi uma surpresa de modo geral.
-Olha, eles criaram uma pasta. - O nome da pasta era "Momentos Josh", o que era estranho, não era como se eles me amassem e criassem um pasta apenas com os meus momentos. - Que estranho.
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Fui acordada brutalmente, e fui levada até uma sala. A sala era escura e bem sombria, não havia nada lá, além de um computador.
- O que vocês querem de mim? - O que acha? A localização deles, já que fisicamente não adiantou muito, tivemos uma ideia melhor.
Me sentaram em frente ao computador, e ligaram algumas filmagens. Assim que o primeiro vídeo começou, eu sabia que não resistiria muito tempo. Eram vídeos da câmera de segurança da sala, onde o Josh criança, de uns 6 anos, aparecia e ouvia diversos xingamentos sem poder chorar, mas por ser pequeno, e não entender, ele chorou, e desconfio eu que aquela foi a primeira vez que agrediram ele.
Eu finalmente liguei os pontos, queriam me torturar fazendo eu ver Josh machucado, e estavam certos, foi bem pior do que ser chicoteada. O vídeo que mais me fez mal, era um onde os gêmeos brincavam na sala, e Josh estava na cozinha, Alex sem querer derruba um vaso que estava muito perto, nem chegou a quebrar, mas fez barulho, os Beauchamp's vão até lá, veem o que aconteceu, vão até a cozinha buscar Josh, só para culpa-lo. Eu finalmente entendi a conexão de Sofya e Josh, a pequena Sofya estava assustada, e chorando, quando eles resolveram se virar para pegar algo, mesmo chorando, Josh foi consola-lá.
Lembro que vários vídeos passarem, e eu tentava desviar o olhar, ou só desassociar, mas não funcionava, eu já estava chorando, e decidiram então colocar o último vídeo, o vídeo da briga que eu estava envolvida. Senti que iria vomitar o que nem se quer havia comido, senti uma angústia crescer cada vez mais no meu peito.
- Como vocês conseguem assistir isso? Vocês me dão nojo! Falei sem pensar, a mulher puxou meu cabelo e acertou-me um soco no olho: - Acho bom se controlar. O homem falou, enquanto riam da situação. - Vocês falando sobre controle? Deveriam ter se controlado nos vídeos. Falei me referindo às gravações, a mulher então me deu outro soco, dessa vez na boca, cortando levemente meu lábio. - Tire-a daqui, não posso olhar para essa cara de sonsa.
Leventaram-me e me levaram até o corredor, tiraram a "foto do dia" e depois fui jogada no chão do quarto novamente. Não estava com dor, mas sentia um vazio enorme, tive que ver tudo que ele passou, tudo que ele sempre passou.