44 - Tampa Bay Buccaneers.

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NARRADOR

Quando menos percebemos o tempo escorre pelos nossos dedos, perdemos a noção e quando vamos perceber, já se passaram 3 meses. E mais de 4 desde que Freen e Becky terminaram.

Para ambas o sentimento não diminuiu, pelo contrário a saudade só aumentou, nenhuma das duas conheceram outras bocas, outros corpos depois de elas mesmas, não tinham vontade, muito menos curiosidade de conhecer outro alguém. Grande mudança, principalmente para Freen que não ficava nem ao menos uma semana sem estar nos braços de alguma mulher.

Falando em Freen, sua vida agora estava no automático, tinha voltado finalmente a jogar normalmente no time de San Carlos, estava focada no futebol, na cabeça dela iria perder tudo, mas não perderia o futebol, não perderia uma das coisas mais importantes para ela e para o seu pai, se dedicaria ao máximo para conseguir ser notada, para ir jogar no profissional e tinha recursos para isso.

Ela sentia uma saudade imensa de Rebecca, sentia saudades do seu corpo, da sua boca, do seu sorriso lindo e empolgado, sentia falta dos carinhos dela em seu cabelo depois do amor, sentia falta de amá-la. Se entristeceu quando soube que Becky tinha dado um tempo nas líderes de torcida, nos jogos quando olhava para a beirada do campo, não a via, como costumava ver sempre, torcendo por ela.

Mais eu ao contrário do que esperava, Freen não sentia raiva dela, não conseguia sentir coisas ruins por ela, nesse tempo ela percebeu que só queria que Becky fosse feliz, não importa se estava ao seu lado ou não.

Pôde entender que amava Becky de verdade e às vezes se contentava ao poder vê-la de longe. Agora elas conseguiam pelo menos se olhar, Becky sorria pra ela as vezes e ela se esforçava pra sorrir de volta.

Freen entendeu o que Becky fez, ela percebeu que ainda tinha muitas coisas para melhorar em si mesma, tinha que se entender e estava conseguindo reorganizar as emoções dentro de si. Ela queria melhorar, faria isso.

-Eu disse que você voltaria ainda melhor do que antes, Sarochão.. (Heng deu um empurrão com o ombro na amiga)

Eles tinham acabado de sentar nas arquibancadas e estavam acabados depois do treino, a final do campeonato seria amanhã, no sábado, no domingo seria a formatura e o baile.

-Pelo menos algo de bom teria que sobrar em minha vida. (Ela disse)

-A não Sarocha, deprê não, pelo amor de Deus, você passou os últimos três meses amargurada, para de pensar na Rebecca, tem um monte de outras bucetas por aí.

-Caralho heng, você só pensa nisso não é? (Bufou aborrecida com a fala do amigo)

-Você também pensava, antes de virar a madre Teresa de Calcutá. (Jogou seus meiões fedidos nela)

-Ah seu filho da mãe.. (Fez uma menção falsa de vômito jogando as meias de volta)

-Se você sente tanta falta dela, porque não vai lá e pede para voltar?

-Porque eu entendi o propósito desse término, nós duas temos que entender o que realmente queremos e se estamos dispostas a confiar uma na outra. (Freen disse ao terminar de tirar suas chuteiras)

-Quanta frescura.. (Heng resmungou) Vocês estão precisando é de um sexo selvagem, vai colocar a cabeça de vocês no lugar rapidinho.

-Eu nem sei por quê eu te falo as coisas ainda... (Freen revira os olhos)

-Bom, esquece a Rebecca, foca no jogo, é o seu sonho Freen, vai ter muita gente importante aqui amanhã, é a sua oportunidade.. (Ele colocou a mão sobre o ombro da amiga)

Heng entendia a importância do futebol na vida da amiga, ele jogava por hobby, Freen não, ela queria seguir os passos do pai.

-Fiquei sabendo que o seu primo se mudou.. (Heng começa outro assunto enquanto encarava o campo se esvaziando )

𝐀 𝐜𝐚𝐩𝐢𝐭ã 𝐝𝐨 𝐭𝐢𝐦𝐞 𝐞 𝐀 𝐥í𝐝𝐞𝐫 𝐝𝐞 𝐭𝐨𝐫𝐜𝐢𝐝𝐚Onde histórias criam vida. Descubra agora