Todos merecem uma chance

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Amanda

  Chris é uma das pessoas mais fortes que eu conheço em todo mundo, isso por tudo que ele carregava por trás daquele peitoral músculoso

Aos 17 anos, ele sofreu uma agressão conjunta de um grupo de garotos do futebol que quase resultou na morte dele, como consequência inicial, Chris tinha 70% de chance de ter entrado na estatística da infertilidade

Para ele, no começo era maravilhoso e confesso que quando ficamos juntos também, mas a vontade de tentar um filho era grande, mas nossas expectativas eram pequenas, eu não queria pressioná - lo

Mas por iniciativa própria, decidimos tentar, foram meses indo  no hospital para consultas até chegarmos no veredito que seria autorização do doutor para a cirurgia

— Vamos amor? — Um pouco nervoso Chris assentiu, eu já tinha deixado todas as coisas dele pronta, pois dali em diante iríamos direto para o hospital

— Tô nervoso — Comentou movendo as mãos a frente do corpo

— Vai dar tudo certo — A cirurgia durou por volta de uma duas horas, ademais, eu também ocupava minha mente por alguns pensamentos negativos, por sorte meu irmão ainda aguardava Bru e a Pietra terem alta ou seja ele estaria ali comigo

— Eai gatinha, tá nervosa? — Perguntou com a pequena dele no colo, era a cachinhos mais fofa desse mundo

— Eu quero chorar, posso? — Confessei com a voz embargada e após meu irmão assentir, cai no choro — Eu tô com muito medo

— Vai dar tudo certo, prometo gatinha, você mesma diz que o Chris é a pessoa mais forte que você conhece, não é mesmo? — Assim que assenti o doutor apareceu

— Acompanhante do paciente Christiano do quarto 245?

Junto comigo, os pais do Chris apareceram um pouco apreensivos

— Deu tudo certo, vamos lá?

— Pode ir meu bem, nós iremos aguardar aqui, sei do quão está aflita — Comunicou a mãe do Chris

— Obrigada dona Luzia! Muito obrigada mesmo — Assim que abracei ela fui ver meu noivo

— Com licença — Chris sorriu todo animado ao me ver — Amor!!

— Calma que eu tô me recuperando! — Durante os dias dele no hospital, intercalei com meus sogros as noites no hospital, porém o restante da recuperação ficaria comigo, isso porque agora Chris e eu moramos juntos

— Amor, já tomou os remédios? — Chris assentiu com a minha compressa de gelo do Stitch entre as pernas

— Amor pega água para mim?

— Mas é muita folga viu senhor Christiano! — Sorri indo buscar água para ele, na volta Chris me puxou para um beijo que quase tomou outros caminhos  — Sossega porque você não pode fazer isso ainda — Chris sorriu malicioso mas teve o beijo impedido graças ao som da campainha — Já vai!

Assim que abri a porta, um sorriso enorme tomou conta do meu rosto

— Chegamos, com nossa mascotinha! — Enzo sussurrou dando espaço para a Bru entrar com a Pietra, que dormia serena em seu colo, depois o papai do ano entrou com a bolsinha da minha sobrinha

— Deixa eu pegar essa gatinha — Bru assentiu me entregando a bebê mais dengosa e carinhosa — Oi meu amor

— Eai Chris, tá bem cara — Chris assentiu ainda com meu Stitch próximo as pernas, tirando do Enzo boas risadas

— Eu tô com uma saudade da nossa desequilibrada de plantão — Confessou a Bruh

— Menina, quero só ver como vai voltar a Hay e o Alex, aqueles dois tem um fogo, tú viu as fotos da Lua de Mel, Bora bora é lindo demais!

— Mas imagino a saudade da Hay em relação aquele baixinho dela

— Eu morro de amor daquele mini Alex desaforado — Rimos.

(Re) encontrosHistórias para pegar e não largar. Descubra agora