Conto 6

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Pará andou pelo pátio com sua caixinha de madeira na mão, ele procurava aquela miniatura de criança com cabelos castanho, afinal eles tinham combinado de brincar juntos. Depois de alguns minutos ele quase ficou feliz ao ver um pequeno menino ajoelhado brincando aparentemente sozinho, mas não precisou olhar por muito tempo para perceber que não era quem ele procurava, ainda assim ele poderia ajudar.

- Paraná? – O paraense chamou desanimado, mas quando o outro garoto se virou uma pequena capivarinha apareceu correndo e isso trouxe um sorriso ao rosto do nortista – Oi Naná!

- Oi Pará, ta tudo bem? – O sulista se aproximou do colega de turma.

- O Ceará prometeu vir brincar comigo, a Mazo e o pessoal, mas ele não ta em nenhum lugar.

O paranaense fez uma careta antes de responder.

- O tio Lu tinha chamado o Ceará pra conversar, ele até pediu pro tio bravo olhar a gente quando fossemos brincar – Ele apontou o dedo para um professor alto e loiro que geralmente não ficava responsável por eles.

- Eu tenho medo dele – Pará também fez uma careta.

- As vezes eu também tenho.

Os dois meninos pararam de encarar o professor, afinal, ele já estava dando uma bronca no Rio de Janeiro, eles não queriam que sobrasse para eles.

- Ah... – O paraense voltou a ficar um pouco desanimado – Depois ele vem encontrar com a gente então...

- Ta, tchau – O sulista se virou prestes a sair.

- Paraná! Você não quer brincar com a gente?

O menor rodou no próprio eixo exibindo um sorriso.

- Eu quero!!! Vou chamar o Sul e a Catarina pra brincar!

- Pode chamar – Ele apontou para os amigos que estavam no canto do pátio – A gente vai brincar de peteca bem ali – Pará também levantou a caixa quando falou a palavra "peteca".

- Aaaa – O menino abriu a boca formando um "o" – Eu acho que tenho uma no meu armário, vou pegar e depois vamos pra lá.

- Ta bom! – O nortista ficou animado, afinal ele nunca tinha brincado muito com aqueles três.

Paraná e Santa Catarina correram animadamente na direção que o primeiro indicou, Rio Grande do Sul vinha logo atrás e com a pequena capivara que parecia querer seguir o ritmo mais calmo.

- Cheguei, cheguei!

- Oi gente! Oi Catarina! – Amazonas foi a primeira a levantar de onde Pará, Amapá, Rondônia e Roraima estavam brincando.

- Oi Mazo! – A loira esqueceu dos outros dois meninos por um momento e foi até a amiga.

- Pará! Eu achei a minha peteca! – Paraná levantou o objeto, a pequena "almofadinha" azul com algumas penas verdes e brancas acopladas.

- Mas eu falei que a gente ia brincar de peteca... – Pará levantou um pouco confuso.

- Ué?! peteca! – O paranaense indignado esticou o bracinho com a mão que segurava o item.

- Não! Peteca! – Pará apontou para onde as gêmeas e o amapaense estavam.

- Tu é bobo é? Peteca é isso! – Amapá levantou uma bolinha de vidro.

- Eu não sou bobo! – Paraná abaixou os braços indignado.

- Bah... Isso é uma bolinha de gude – Rio Grande do Sul cruzou os braços.

- Como é que é?! – O amapaense parecia indignado.

- Que nome feio – Amazonas fez uma careta para o gaúcho.

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⏰ Última atualização: May 11, 2024 ⏰

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