Às vezes, sinto como se estivesse preso em um mar de solidão, onde as ondas de isolamento me arrastam para longe de qualquer conexão significativa. Mesmo cercado por pessoas, a solidão parece ser minha única companheira, uma presença constante que sussurra nos cantos da minha mente.As risadas ao meu redor se tornam eco vazio, e as conversas se transformam em murmúrios distantes. Por mais que tente me conectar, uma parede invisível parece me separar do mundo lá fora. É como se estivesse observando a vida passar por uma janela embaçada, incapaz de tocar ou ser tocado por aqueles que estão do outro lado.
Às vezes, me pergunto se alguém notaria se eu desaparecesse, se sentiriam a minha ausência ou se simplesmente seguiriam em frente como se nada tivesse mudado. Essa sensação de insignificância só alimenta a solidão, afundando-me em um abismo de desespero e desamparo.
Mas mesmo nas profundezas da solidão, busco encontrar uma faísca de esperança. Acredito que em algum lugar, há alguém que compreende essa dor silenciosa, alguém que pode compartilhar o peso dessa carga solitária. E é nessa crença que encontro forças para continuar lutando contra a maré da solidão, na esperança de um dia encontrar um porto seguro onde finalmente possa ancorar.
Cada dia que passa, sinto como se algo dentro de mim estivesse morrendo aos poucos. Uma sensação de vazio consome minha alma, como se a própria essência da vida estivesse se esvaindo lentamente.
A solidão não é apenas a ausência de companhia, mas sim a presença avassaladora de um vazio que devora qualquer resquício de esperança ou alegria. É como se estivesse sufocando lentamente, enquanto observo a luz que um dia brilhou dentro de mim se apagar aos poucos.
Cada sorriso forçado, cada palavra vazia e cada gesto mecânico me afastam ainda mais da sensação de estar verdadeiramente vivo. A sensação de estar perdido em um labirinto escuro, onde cada passo me leva mais fundo para longe da possibilidade de encontrar uma saída.
Essa dor silenciosa vai minando minhas forças, corroendo minha vontade de continuar lutando contra esse abismo que parece não ter fim. Às vezes, me pego desejando que o peso dessa existência se dissipasse, que o silêncio finalmente me acolhesse e me libertasse desse sofrimento interminável.
Mas mesmo no meio desse desespero, uma pequena chama de esperança tenta resistir ao apagar. Ainda que frágil, ela insiste em brilhar em meio à escuridão, lembrando-me de que mesmo nos momentos mais sombrios, há a possibilidade de encontrar um raio de luz que possa iluminar o caminho para fora desse abismo.
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ANDERSONN
Historia CortaUma narrativa autobiografica, onde Andersonn mergulha de cabeça nas suas frustrações, traumas e dores..