— Meu bem, já não precisa, falar comigo dengosa assim… Briga só pra depois ganhar mil carinhos de mim. Se eu aumento a voz você faz beicinho, e chora baixinho.. E diz que a emoção, dói seu coração..
— ARRASA DEMAIS MINEIRO! Eu disse que ele cantava bem - a capixaba exclamou, aplaudindo o mineiro que cantava enquanto fazia um café com biscoitos para ela e Acre, mais Paraná e os irmãos mato, que ainda estavam de chegar com o gaúcho.
O mineiro, por sua vez, sorriu e estendeu a mão para a pequena, que aceitou de bom grado e se levantou, se deixando ser guiada e girada pelo mais alto.
— Já não acredito se você chora dizendo me amar. Eu sei, que na verdade, carinhos você quer ganhar. Um dia, gatinha manhosa eu prendo você, no meu coração. Quero ver você fazer manha, então. Presa no meu coração, quero ver você..
— Por que escolheu essa música para ele cantar pra você, flor? - o acreano perguntou, enquanto observava com um sorriso a capixaba dançando com Minas
— Flor? - Minas indagou, lançando um olhar brincalhão para a menor que a fez corar e lhe pisar o pé (de propósito)
— Ah, não sei, tava com ela na cabeça há um tempo, e a voz do Minas fica boa cantando canções assim calminhas. - ela disse, rodopiando mais uma vez antes de, com um sorriso, se despedir de Minas e sentar-se de novo ao lado do Acre.
— Aposto que você cantaria ela bem também santinha - Minas comentou, enquanto colocava mais uma fornada de biscoitos no fogão, junto com uns pães de queijo.
— Para, eu nem sei cantar bem.
— Canta melhor que o Paraná
— Eu ouvi isso! - PR gritou, do lado de fora da cozinha, antes de entrar com os outros três
— Eita mistura diferente essa na sua casa ô mineiro - MS falou, cruzando os braços e lançando um sorriso sarcástico.
— Valeu pelo convite Minas, tava com vontade de comer da sua comida há um tempo! - a irmã Mato se manifestou, bagunçando os cabelos do Acreano ao passar para abraçar Minas
— Cês sabem que são tudo bem vindos aqui em casa, uai, é só virem.
— Mas tchê, não sabe que eles são tudo cheio da cerimônia pra ir na casa dos outros? - Sul brincou
— Nem venha com essa que tu deves ser o que mais tem frescura com isso daqui - o acreano rebateu
— E você, pingo de gente, o que tá fazendo pra cá pra baixo? - Paraná perguntou - Não me olhem assim que eu sou mais alto que ele - complementou, ao perceber os olhares na direção dele
— Eu vim aprender a cavalgar com o Minas
— Ihhhh lá ele - Matinha e Paraná disseram juntos
— Lá ele mil vezes - Sul complementou, erguendo uma sobrancelha
— Hahahaha ô gente, claro que ele tá falando de andar a cavalo. - Espirito Santo falou, rindo - acabei falando que eu aprendi a com o Minas e ele quis aprender também, a gente tava até ainda agora lá fora
— Óia aí minha gente o cafezinho com biscoito passando - Minas anunciou enquanto colocava tudo na mesa
— Boa! E Então, como o indígenazinho aí se saiu em cima do Giz? - Sul perguntou, se sentando à mesa com o restante do povo
— Ah, ele foi bem, mas-
— Ô DE CAASA - gritou uma voz de fora da casa
— Ô DE FORA! JÁ VOU! - gritou Acre de volta, se levantando e indo até a janela - Fala Toquinho, o que foi?
VOCÊ ESTÁ LENDO
Biscoito e Bolacha
FanfictionUma viagem no relacionamento dos Pauneiro, mostrando como os dois terminaram juntinhos do jeito que estão hoje Personagens da @nikkiyannn Referências históricas e backstories dos personagens inspirados em pesquisas minhas de fatos históricos reais...
