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Desde o dia em que pedi divórcio me arrependi.
Eu não pedi por querer, pedi para proteger ele.
Por conta da máfia, que Felix nem sabia da existência, eu sofri ameaças vindas da máfia rival.
Eles matariam a minha família.
Hoje em dia a máfia rival acabou, eu e minha gangue matamos todos, pelo bem de nossas famílias.
Quando eu iria contar toda a verdade a Felix, meu pai surgiu com uma ômega, com papéis assinados para o casório.
Quando ele ficou sabendo do fim do meu casamento com Felix, ele logo trouxe uma ômega, para nós dois controlarmos a empresa e a máfia juntos e termos herdeiros de linhagem lúpus, por eu ser um.
Eu quase explodi de ódio, ainda mais quando eu soube que tinha um filhote a caminho, Felix estava grávido.
Eu surtei, surtei muito.
Chorei a noite inteira.
Mas segui em frente. Expliquei sobre o casamento, sobre a máfia e as ameaças, e ajudei em tudo que ele iria precisar durante sua gestação. Seus desejos, meu cheiro, minha companhia para acalmar o filhote, e consultas.
Me sinto culpado por não está tendo tempo para meu próprio filhote, por conta da máfia e de minha ômega, que não considero minha.
Eu o amo, ainda amo MEU ômega.
Tenho esperanças de que possamos reconstruir tudo de novo, juntos.
Hari é uma ômega irritante, mimada, obssecada, paranóica e tudo de ruim.
Se eu não transo com ela, ela vai chorar para meu pai, dizendo que eu não a amo.
Ela acha que eu não sei que ela sai todas as noites para boates, pra transar com outros alfas.
Eu sinceramente não ligo, ela é uma puta, com todo respeito.
A única pessoa que eu me humilharia para ter seria Felix.
Saio dos meus pensamentos ao receber uma mensagem em meu celular.
Era Minho, me convidando para o Pool Party de Minjae, seu filhote. Me animei ao ver que Felix estaria lá.
- Alfa, com quem está conversando? - A voz irritante ecoa em meu ouvidos, me fazendo quase revirar os olhos.
- Com Minho. - Falo, não deixando ela ver a tela de meu celular.
Sinto ela chegar por trás de mim, na poltrona que eu estava sentado e passar suas mãos pelo meu peitoral, beijando meu pescoço e se sentando em meu colo.
Ela começa a rebolar em cima de mim e eu a olho com desgosto, e sorrindo um pouco ao sentir que meu pau não levantou com ela.
- Felix.. - Finjo um gemido falso e ela me olha, ficando vermelha de ódio.
- Você ainda pensa naquela puta?! - Ela grita, se levantando do meu colo.
- Não chame ele assim. - Falo rouco e ela se arrepia.
- E-eu que sou sua ômega, você deve gemer meu nome! - Ela grita novamente, batendo seus pés no chão.
- A única puta aqui é você, e você nunca foi e nunca será minha ômega. - Falo, e ela sai dali, correndo.
Suspiro passando minhas mãos pelo meu rosto.
Olho meu relógio vendo que ja estava dando a hora de me arrumar e não deixo de dar um sorriso, iria finalmente ter tempo para ver meu ômega e filhote. Sim eu já o considero meu, temos que profetizar, né?
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