Em um mundo onde a magia ecoa como uma sinfonia eterna, a Academia de Hogwarts abriga segredos que vão além dos ensinamentos de suas antigas paredes. No último ano de Harry Potter, adotado pelo enigmático Sirius Black, um convite inesperado para uma...
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(Esse capítulo tem cenas +18)
Está escuro, a única luz que consegue adentrar entre os galhos secos é a da lua, minha grande amiga e única companheira naquela missão suicida. Sei que ele está ali, posso sentir sua presença mesmo não sabendo exatamente onde está se escondendo. Poderia queimar aquela floresta inteira apenas para tirar o seu esconderijo, mas não seria justo com a pobre natureza que não tinha culpa que nosso duelo estava sendo ali. Por isso continuei a caminhada silenciosa para não alertar que eu estava próximo, mesmo sabendo que ele também conseguia sentir a minha presença. Não existe ataque surpresa naquele lugar, muito menos uma maneira de terminar as coisas rapidamente.
Um som distante se faz presente, folhas secas sendo pisoteadas não muito longe de onde eu estava. Deixei para trás toda cautela que estava tendo até ali para iniciar uma perseguição. Corri, corri o mais rápido que pude na direção do barulho que recém ouvira. Ele não ficou parado, começou correndo para longe de mim, uma caçada acabara de se iniciar e a única maneira de definir o vencedor era com a morte.
Meu oponente é tão veloz quanto eu, mas a verdade é que a raiva estava me motivando, invadindo cada poro do meu ser, tomando controle da minha corrente sanguínea, me secando por completo. A corrida parecia não ter fim, a floresta estava acabando a qualquer momento, eu poderia enfrentar meu inimigo frente a frente.
O final da trilha indicou o início de algo que nem mesmo eu estava esperando, minha casa.
As luzes acesas indicam que alguém estava lá.
Não. Não.
Meu maior medo estava se concretizando, ele sabia o que estava fazendo quando me trouxe até ali, era óbvio que estava entrando em uma armadilha. Mas isso não iria me parar, minha família estava ali dentro.
Meus passos se tornaram lentos, o medo percorreu pelo meu corpo, minha motivação já não era a raiva, mas sim a angústia do que iria encontrar ali. Passar pela porta me trouxe de volta ao controle, não era momento para fraquejar. Caminhei devagar pelo chão de madeira que até então jamais havia feito barulho algum, mas ali ele se tornara meu inimigo quando fez um som terrível indicando minha chegada.
Silêncio.
Nenhum som vinha daquele lugar, nada além do vazio, eu não estava errado pois sabia que ele havia entrado ali. Caminhei em direção a sala, pé ante pé deixando o fogo aceso na ponta dos dedos, pronto para atacar.
O silêncio reinava entre os cômodos deixando à mostra minha respiração acelerada, não posso esconder o medo do que estava prestes a encontrar. Entrei na sala de estar, vazia, sem nada que lembrasse o quanto aquele lugar era acolhedor, agora parecia mais uma sala qualquer e fria. Ouço o barulho de um rangido ao lado, estou pronto para atacar, mas não é o meu inimigo que eu encontro ali, pelo contrário a cena que estou presenciando faz com que o ar dos meus pulmões sumam.