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Pete pov》

Estou ferrado. Recebi milhares de ligações do meu chefe e, infelizmente, estou sendo obrigado a voltar para a Tailândia. Não faço ideia do que vai acontecer comigo depois que essas fotos minhas beijando o Vegas começaram a circular.

‐ Amor, não quero que você vá. – Murmurou Vegas, suspirando frustrado.

- Sinto muito, amor. Eu disse que passaria duas semanas com você, mas não vou poder cumprir.

Vegas respirou fundo antes de me responder.

‐ Tudo bem, eu entendo. Vou sentir sua falta, my love.

‐ Vou dar um jeito de voltar o mais rápido possível. – Prometi, tentando esconder a preocupação na minha voz.

Vegas se aproximou, envolvendo minha cintura em um abraço apertado.

‐ Vai ficar tudo bem. – Ele disse, com uma voz suave, mas firme.

Olhei para baixo, incapaz de encontrar consolo nas palavras dele.

‐ Estou com medo, Vegas. Meus chefes devem estar putos. Agora, todo mundo tem certeza que Vegaspete é real e que Bigpete nunca foi.

Vegas afagou minhas costas, tentando me acalmar.

‐ Não se preocupe com isso agora. Vai dar tudo certo, amor.

As horas passaram rápido demais. Antes que eu pudesse perceber, Vegas já estava me levando ao aeroporto. O silêncio no carro era quase insuportável, quebrado apenas pelo som da chuva batendo no vidro. A cada quilômetro, sentia meu coração apertar mais.

Quando chegamos, Vegas parou o carro e desligou o motor, mas nenhum de nós se mexeu de imediato. Apenas ficamos ali, presos nesse momento que eu desejava congelar no tempo.

Finalmente, Vegas se virou para mim. Seus olhos estavam cheios de uma tristeza que ele tentava esconder, mas o sorriso forçado não enganava ninguém.

‐ Eu te levo até a entrada. – Ele disse, com a voz baixa.

Saímos do carro e caminhei ao lado dele, meu passo hesitante, como se cada movimento me levasse para mais longe do que eu queria. Quando chegamos à entrada do terminal, Vegas se virou para mim e me puxou para um último abraço. Sua mão subiu até a minha nuca, e ele me beijou com uma intensidade que quase me fez desistir de tudo ali mesmo.

Quando ele se afastou, Vegas encostou a testa na minha.

‐ Vou sentir falta de você, honey... especialmente de todas as coisas que eu faria com você agora, se não tivesse que te deixar ir.

Eu ri, mas o som saiu abafado pela dor que sentia no peito.

‐ Eu volto, prometo.

Vegas me soltou devagar, como se não quisesse que o momento acabasse.

‐ Eu sei que vai. E quando voltar, vou fazer questão de cumprir tudo o que estou prometendo agora.

Com um último beijo, me virei e segui em direção ao portão de embarque, sem coragem de olhar para trás.

[...]

O voo para a Tailândia parecia interminável, mas nada me preparou para o que viria depois. Assim que cheguei, fui direto para a sede da empresa.

Entrei na sala de reuniões onde meus chefes já me aguardavam. Assim que me sentei, eles começaram a falar. A princípio, as palavras eram duras, mas controladas. Isso mudou rapidamente.

‐ Você é um irresponsável, Pete! — Gritou o chefe principal, batendo na mesa com força. — Tudo o que pedimos foi que você mantivesse esse relacionamento escondido. Não era pedir demais!

Via Bluetooth - VEGASPETEOnde histórias criam vida. Descubra agora