Fazia uma semana desde que Izuna desaparecera sem deixar vestígios. Cada dia que passava era um peso insuportável para Madara, que estava à beira de um colapso. A máfia, a polícia, e até mesmo seus próprios contatos não tinham conseguido fornecer uma pista concreta. E embora Madara tentasse manter sua máscara de força, ela estava desmoronando.
Sentado na borda da cama, com as mãos enterradas nos cabelos, ele olhava fixamente para o chão. O silêncio do quarto era quebrado apenas pelo som de sua respiração pesada. Hashirama estava ao lado, sentindo cada fragmento da dor de Madara como se fosse sua. Mesmo sem dizer nada, sabia que nada que falasse poderia aliviar o sofrimento do outro.
Madara finalmente quebrou o silêncio, sua voz rouca e carregada de frustração.
— Eu vou acabar com quem fez isso... Eu vou encontrar Izuna, nem que eu tenha que destruir tudo no caminho. — Suas palavras saíram cheias de raiva, mas Hashirama podia sentir o desespero por trás delas.
Hashirama se aproximou, envolvendo Madara em seus braços. Sabia que Madara não gostava de ser visto assim, tão vulnerável, mas ali, com ele, Madara não precisava esconder nada.
— Nós vamos trazê-lo de volta, Madara. Juntos. — Hashirama murmurou suavemente, seus dedos acariciando os cabelos de Madara, tentando acalmá-lo.
Madara se apertou contra o peito de Hashirama, as lágrimas escorrendo silenciosamente. — E se for tarde demais...? Se eles já o tiverem... — Madara não conseguiu terminar a frase, o nó na garganta era grande demais.
Hashirama o apertou mais forte, seus lábios roçando a testa de Madara em um gesto de conforto. — Não pense assim. Izuna é forte. Ele está vivo, eu sinto isso. E nós vamos encontrá-lo. Você não está sozinho nisso.
O silêncio tomou conta do quarto novamente, apenas o som das respirações pesadas e do coração de Madara acelerado preenchia o ambiente. Hashirama continuava segurando Madara, seu toque gentil, mas firme, enquanto seu parceiro tentava encontrar algum consolo no abraço.
Do lado de fora do quarto, Tobirama havia se aproximado silenciosamente, ouvindo o murmúrio abafado de Madara. Ele espiou pela porta entreaberta e viu a cena. Ver Madara, que sempre fora um símbolo de força e frieza, em pedaços nos braços de seu irmão, mexeu profundamente com Tobirama. Ele sentiu um nó em seu próprio estômago, um aperto que ele não conseguia explicar completamente.
Sem fazer barulho, Tobirama se afastou da porta e começou a caminhar pelos corredores da casa, seus passos ecoando no silêncio da noite. A cada canto que passava, algo parecia lembrá-lo de Izuna. Uma risada distante, uma sombra projetada pela luz, como se o espírito de Izuna estivesse por ali, observando, sempre presente.
— "Eu vejo você longe e quero você perto... Quero sentir seu abraço de novo, seu cheiro, a suavidadede seus cabelos.."
O pensamento sussurrou na mente de Tobirama como se a própria alma de Izuna estivesse gritando para ele. Tobirama balançou a cabeça, tentando se livrar da sensação estranha que o dominava, mas a cada passo, parecia piorar. Ele via sombras que lembravam Izuna, o formato de seu corpo, sua postura... mas quando olhava de novo, tudo desaparecia, deixando apenas o vazio.
Ele acelerou o passo, tentando fugir daquelas visões, até que chegou perto de um lago no jardim. Tobirama se sentou na margem, os olhos fixos na água tranquila, o reflexo das estrelas criando uma ilusão de profundidade que parecia o puxar para dentro de seus próprios pensamentos.
Seu peito estava apertado, quase como se não conseguisse respirar. E então, antes que pudesse se controlar, as lágrimas começaram a escorrer. Elas vinham silenciosas, mas com uma dor intensa que ele não entendia. A cada lágrima que caía, o nome de Izuna ecoava em sua mente.
— Por que estou sentindo isso? — ele murmurou para si mesmo, apertando o peito como se a dor pudesse ser fisicamente extraída dali. — Por que está doendo tanto...? — Seus dedos tremiam, enquanto ele olhava para o reflexo de seu próprio rosto distorcido na água.
Ele se sentia perdido. Como se Izuna estivesse em todos os lugares e, ao mesmo tempo, completamente fora de seu alcance. A sombra de Izuna o perseguia, e Tobirama não conseguia mais negar o impacto que isso estava causando em si.
— Izuna... — ele sussurrou, a voz falhando, os olhos ainda fixos no reflexo.
De volta ao quarto, Madara tentava recuperar o controle, mas suas lágrimas ainda eram visíveis quando Hashirama o soltou suavemente. Antes que pudessem dizer algo, ambos ouviram passos no corredor. Hashirama levantou-se, indo até a porta, vendo Tobirama se afastar em silêncio. Algo no jeito que Tobirama caminhava o preocupou, mas ele não disse nada. Fechou a porta, voltando para Madara.
— Ele também está sofrendo... — Hashirama disse em um sussurro, mais para si mesmo.
Madara olhou para o lado, seu punho cerrando involuntariamente. A visão de Tobirama tão vulnerável o tocava de uma maneira inesperada. Ele sabia que Tobirama não expressava facilmente o que sentia, e a conexão entre ele e Izuna sempre fora... complicada. Mas ver o sofrimento silencioso do irmão de Hashirama o fazia sentir a urgência de encontrar Izuna se intensificar.
— Vamos encontrá-lo, Madara. — Hashirama repetiu, segurando a mão de seu amado, enquanto Madara cerrava os punhos com força, contendo o próprio choro. Sabia que, mesmo com todas as buscas, a cada dia Izuna parecia mais distante, e a dor de sua ausência era insuportável.
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Hellou Guys, capítulo curtinho(sinto mt) mas prometo que o próximo vai ser bem recheado!
DESCULPA TER SUMIDO DNV KKKKKKKKK
#errei,fuimlk
(Eu surtei com o curso técnico e precisava de um tempo pra mim)
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Dear Teacher...
FanfictionSenju Tobirama, um professor de faculdade de Perícia Criminal, Uchiha Izuna, um aluno de Perícia Criminal. Infelizmente não se suportavam de jeito nenhum! Tobirama por ser muito rigoroso e exigente e, Izuna por ser Brincalhão e fazer tudo muito tran...
