No caminho para o hospital, Izuna perdia a consciência aos poucos, seus olhos pesados lutando para se manterem abertos enquanto o sangue encharcava suas roupas e as mãos de Madara, que pressionava a ferida sem descanso, tentando conter o sangramento. O clima dentro do carro era sufocante, o silêncio era cortado apenas pelo som das respirações tensas e o motor acelerado.
Madara segurava a mão de Izuna firmemente, buscando mantê-lo desperto, a voz baixa e carregada de uma preocupação que raramente demonstrava.
— Vai dar tudo certo, Izuna. Você vai ficar bem — murmurava, quase como uma promessa, mesmo quando sua voz começava a falhar. — Fica comigo, você vai ficar bem — ele murmurava, com a voz trêmula, enquanto o pai deles acelerava ainda mais, com os olhos fixos na estrada.
Izuna tentava responder, mas as palavras morriam em seus lábios, e o esforço de falar parecia um fardo impossível. Sua visão oscilava, o rosto de Madara ficando cada vez mais borrado. Sua mão apertou a de Madara em um último esforço, tentando mostrar que estava ali, lutando para ficar acordado. Mas, com o passar dos minutos, seu corpo já não obedecia, e a escuridão finalmente o dominou quando chegaram ao hospital.
Assim que pararam, uma equipe de paramédicos os aguardava, retirando Izuna rapidamente e levando-o para a sala de cirurgia. Madara, com as mãos e a roupa manchadas de sangue, ficou parado por um instante, os olhos fixos no irmão sendo levado. Ele sentiu um aperto sufocante no peito, como se cada segundo ali o afastasse da possibilidade de ver Izuna vivo novamente. Tremendo, ele pegou o telefone e ligou para Hashirama, a voz carregada de desespero enquanto explicava a situação.
— Hashirama… Izuna… ele está mal. Eu fiz tudo o que pude, mas... mas ele está ferido demais — desabafou, a voz embargada. — Venha rápido, por favor.
Hashirama chegou ao hospital pouco tempo depois, entrando às pressas e procurando Madara. Encontrou-o sentado no chão, encostado na parede, o olhar vazio e perdido enquanto o sangue seco em suas mãos e roupas denunciava a intensidade do que tinham acabado de enfrentar. Sem pensar duas vezes, Hashirama se aproximou, agachando-se ao lado dele e segurando seu rosto com cuidado.
— Ei… estou aqui agora. Ele vai ficar bem, Madara — sussurrou Hashirama, depositando um beijo suave na testa de Madara, tentando transmitir a calma que ele próprio lutava para manter. — Você fez tudo que podia. Agora é a vez dos médicos cuidarem dele.
Madara assentiu levemente, sentindo o peso da preocupação se transformar em um aperto intenso enquanto Hashirama o envolvia em um abraço reconfortante, as mãos acariciando seus cabelos na tentativa de acalmá-lo.
Do outro lado do corredor, Tobirama observava a cena em silêncio, o rosto sem expressão, mas os olhos denunciavam a tensão e o receio que cresciam em seu peito. Era como se, aos poucos, a ficha estivesse caindo, e a possibilidade de Izuna não resistir começava a tomar forma, algo que ele se recusava a aceitar. No entanto, sua mente não parava de trazer à tona os detalhes do resgate e a condição em que Izuna estava.
Sentindo o impacto no irmão, Tajima, o pai de Madara e Izuna, se aproximou de Tobirama e o puxou para um abraço apertado. Tobirama retribuiu, mesmo hesitante, buscando algum tipo de alívio naquela presença firme.
— Ele vai sair dessa, Tobirama — Tajima murmurou, sua voz forte, mas cheia de uma tristeza contida. — Izuna é forte, você sabe disso.
Tobirama respirou fundo, tentando absorver aquelas palavras como uma âncora em meio ao turbilhão que sentia.
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Dear Teacher...
Hayran KurguSenju Tobirama, um professor de faculdade de Perícia Criminal, Uchiha Izuna, um aluno de Perícia Criminal. Infelizmente não se suportavam de jeito nenhum! Tobirama por ser muito rigoroso e exigente e, Izuna por ser Brincalhão e fazer tudo muito tran...
