The Rescue part 2 | Cap 15

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No caminho para o hospital, Izuna perdia a consciência aos poucos, seus olhos pesados lutando para se manterem abertos enquanto o sangue encharcava suas roupas e as mãos de Madara, que pressionava a ferida sem descanso, tentando conter o sangramento. O clima dentro do carro era sufocante, o silêncio era cortado apenas pelo som das respirações tensas e o motor acelerado.

Madara segurava a mão de Izuna firmemente, buscando mantê-lo desperto, a voz baixa e carregada de uma preocupação que raramente demonstrava.

— Vai dar tudo certo, Izuna. Você vai ficar bem — murmurava, quase como uma promessa, mesmo quando sua voz começava a falhar. — Fica comigo, você vai ficar bem — ele murmurava, com a voz trêmula, enquanto o pai deles acelerava ainda mais, com os olhos fixos na estrada.

Izuna tentava responder, mas as palavras morriam em seus lábios, e o esforço de falar parecia um fardo impossível. Sua visão oscilava, o rosto de Madara ficando cada vez mais borrado. Sua mão apertou a de Madara em um último esforço, tentando mostrar que estava ali, lutando para ficar acordado. Mas, com o passar dos minutos, seu corpo já não obedecia, e a escuridão finalmente o dominou quando chegaram ao hospital.

Assim que pararam, uma equipe de paramédicos os aguardava, retirando Izuna rapidamente e levando-o para a sala de cirurgia. Madara, com as mãos e a roupa manchadas de sangue, ficou parado por um instante, os olhos fixos no irmão sendo levado. Ele sentiu um aperto sufocante no peito, como se cada segundo ali o afastasse da possibilidade de ver Izuna vivo novamente. Tremendo, ele pegou o telefone e ligou para Hashirama, a voz carregada de desespero enquanto explicava a situação.

— Hashirama… Izuna… ele está mal. Eu fiz tudo o que pude, mas... mas ele está ferido demais — desabafou, a voz embargada. — Venha rápido, por favor.

Hashirama chegou ao hospital pouco tempo depois, entrando às pressas e procurando Madara. Encontrou-o sentado no chão, encostado na parede, o olhar vazio e perdido enquanto o sangue seco em suas mãos e roupas denunciava a intensidade do que tinham acabado de enfrentar. Sem pensar duas vezes, Hashirama se aproximou, agachando-se ao lado dele e segurando seu rosto com cuidado.

— Ei… estou aqui agora. Ele vai ficar bem, Madara — sussurrou Hashirama, depositando um beijo suave na testa de Madara, tentando transmitir a calma que ele próprio lutava para manter. — Você fez tudo que podia. Agora é a vez dos médicos cuidarem dele.

Madara assentiu levemente, sentindo o peso da preocupação se transformar em um aperto intenso enquanto Hashirama o envolvia em um abraço reconfortante, as mãos acariciando seus cabelos na tentativa de acalmá-lo.

Do outro lado do corredor, Tobirama observava a cena em silêncio, o rosto sem expressão, mas os olhos denunciavam a tensão e o receio que cresciam em seu peito. Era como se, aos poucos, a ficha estivesse caindo, e a possibilidade de Izuna não resistir começava a tomar forma, algo que ele se recusava a aceitar. No entanto, sua mente não parava de trazer à tona os detalhes do resgate e a condição em que Izuna estava.

Sentindo o impacto no irmão, Tajima, o pai de Madara e Izuna, se aproximou de Tobirama e o puxou para um abraço apertado. Tobirama retribuiu, mesmo hesitante, buscando algum tipo de alívio naquela presença firme.

— Ele vai sair dessa, Tobirama — Tajima murmurou, sua voz forte, mas cheia de uma tristeza contida. — Izuna é forte, você sabe disso.

Tobirama respirou fundo, tentando absorver aquelas palavras como uma âncora em meio ao turbilhão que sentia.

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