Inefável é encontrar alguém disposto a se entregar no meio desse mundo de pessoas desinteressadas e com medo de se apaixonar.
É aquela viagem de fim de ano com a pessoa certa que a gente esperou tanto para poder fazer.
É como se chama dias bons dem...
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NINA CARBONEL
Acordei na manhã seguinte sentindo os vestígios que ficaram do caos do dia anterior. Me mexi um pouco na cama sentindo meu corpo doer tanto, mais tanto e fechei os olhos apertando os mesmo.
Os Flashs vieram naquele momento. Mesmo eu tentando esquecer, eles sempre voltavam com tudo.
FLASHBACK
Dante: A TUA VIDA É FAZER ESSE CARALHO, ME INFERNIZAR.- ele socou o volante do carro e meu corpo estremeceu por completo. Ele gritou desde a hora que me viu, vindo com os policiais.
Mas ali, na frente dos seus subordinados ele precisava ao menos manter a sua perfeita imagem. Agora o pior começou quando entramos naquele carro.
Ele me obrigou a entrar no banco da frente mesmo comigo implorando pra ir atrás. Minha perna que já tinha estancado o sangue agora começou a sangrar de novo.
Eu olhei para o Dom, e ele apenas entrou no banco de trás e jogou o corpo mais pra frente ficando no nosso meio enquanto meu pai dirigia como uma maluco, me xingando de tudo que é nome.
Eu tava com medo dentro daquele carro. E com mais medo ainda de sair dele. Não era possível que aquele pesadelo não ia passar nunca..
Nina: Pai tá me machucando.- Eu falei enquanto ele me puxava pelo braço entrando dentro de casa ignorando completamente o sangue que escorria pela minha perna
Minha mãe começou a chorar assim que viu meu estado e foi amparada pelo Dom. Eu sabia que ela queria fazer algo. Mas quem seria capaz de enfrentar o delegado Dante não é mesmo ?
Apenas com um grito dele ele conseguia me paralisar e me diminuir completamente.
Dante: Na hora de ficar infirmada dentro de comunidade pra ficar dando pra bandido você não sentiu dor né sua vagabunda.- ele me jogou contra parede e eu chorei baixo sentindo a dor do impacto no meu corpo
Na mesma hora o Dom veio na minha direção e me pegou pelo braço. Eu conhecia o olhar dele. Eu sabia que ele não era indiferente a minha dor. Mais o filho preferido também não podia decepcionar o delegado e o pai que ele tanto amava já que para o Leonardo ele realmente sempre foi um Pai.
Dante: SOLTA ELA AGORA LEONARDO.- ele berrou e eu Leonardo mordeu os lábios me encarando
Nina: Solta, não precisa fazer isso.- eu falei baixo e ele me soltou mais ficando ainda perto de mim
Dante: TU VAI FICAR PRESA DENTRO DESSA CASA TU TÁ ME OUVINDO GAROTA ? ACABOU ESSA TUA VIDINHA DE PUTA PERAMBULANDO POR AÍ, ACABOU!.- ele gritou com o dedo na minha cara e eu chorei pensando no meu trabalho, na Martina, em tudo que eu mais amava e que ele sempre fazia questão de me arrancar
Nina: Eu não sou mais uma criança, eu trabalho e eu não quero mais ficar nessa casa.- eu falei baixo e com medo vendo seu olhar de fúria em cima de mim