(em andamento e correção)
SINOPSE
Jeon sempre soube que o mundo não era justo. Órfão desde a infância, cresceu sob o domínio de um tio cruel e implacável, que fez de sua dor um combustível para o ódio. Criado entre segredos, vingança e ambição, se...
Voltei meus Chins!!! Comos estão?? Bem! Vamos pra mais um, não esqueçam os votinhos e comentem bastante!
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" Mas no meio da fuga, você aconteceu. Foi você, não eu, quem buscou. Mas o dilaceramento foi só meu, como só meu foi o desespero."
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Acordo sentindo o corpo magro sobre o meu e sorrio. Tê-lo assim pela primeira vez em uma manhã é realmente um sonho. Aliso seus cabelos, me permitindo o luxo de aproveitar esse momento por um tempo.
Sinto sua respiração leve contra o meu peito, num ritmo tranquilo, quase sincronizado com o meu. O vento frio da madrugada invade o quarto pelas frestas da cortina, arrepiando sua pele em um frescor calmo e suave. Por um momento me perco em como tudo parece surreal, não há pressa, não há preocupações, apenas esse instante, como se o tempo tivesse desacelerado para nós. Se mexe levemente, ainda dormindo, então o abraço mais forte, como se pudesse proteger esse momento do mundo. Meu coração acelera e eu me pergunto como conseguimos chegar até aqui, como as coisas foram tão simples e ao mesmo tempo tão intensas.
Quero acordá-lo , mas o silêncio entre nós é o suficiente.
Se remexe novamente, como se sentisse o meu toque, e aos poucos abre os olhos. O olhar ainda sonolento encontra o meu, e por um breve instante não diz nada, apenas aproveita esse momento de calmaria. O seu sorriso surge aos poucos, preguiçoso e sincero.
— Oi... — murmura, com a voz rouca. — Que horas são?
— Oi, preguiça. — respondo, sem conseguir conter o sorriso. — Não sei dizer ao certo, mas acho que já está na hora de levantarmos.
— Mas já? — aliso suas costas em movimentos lentos. — Vamos dormir só mais cinco minutinhos.
— Precisamos ir, Jimin. — bufa. — Vamos, antes que todos acordem.
— Tá. — ri baixinho, achando adorável sua carranca emburrada. — Está se sentindo bem? E a sua perna?
Suspiro, virando o corpo para testar o movimento da perna, expressando uma careta de leve.
— Dói um pouco, mas nada que eu não possa aguentar.
Lança um olhar de repreensão, mas há uma suavidade por trás, como se estivesse apreciando minha determinação. Há uma cumplicidade no ar, uma conexão silenciosa que dispensa palavras. Ele se aconchega mais perto, encostando o rosto no meu pescoço. Sinto o calor da sua pele contra a minha, e esse simples gesto me traz confiança, como se, por um breve momento, o mundo fosse feito apenas de nós dois.